- A parte da cauda esta pegando fogo.
- Onde está?
- Atrás de nós.
Um enorme pedaço de folha de metal prateado projetava - se, retorcendo - se em direção ao céu como uma escultura pós - moderna.
- Cuidado.
Ela o teria seguido para qualquer lugar naquele momento.
- Posso andar - protestou ao ser levantada no colo.
- Você está sangrando.
- Não estou sangrando.
Ele não respondeu. Continuou andando.
Demetrius carregou - a do avião em chamas até a clareira logo adiante. Levou - a para longe dos outros sobreviventes. Deu graças por ela tre desmaiado. Não queria conversar nem tentar explicar o que acontecera.
Ele falhara. Simples assim.
Fora contratado para protegê - lo. E não a protegera. O acidente fora culpa dele.
Havia substituído a tripulação. Trocara as comissárias de bordo também, sem querer correr o risco de o perigo vir de alguém que era pago parar servir à princesa. Rastreara todos os que viajavam com Chantal, e estava confiante de que aqueles que voavam com ela eram leais.
No fim, o problema tinha sido o jatinho. Ele o inspecionara. Obviamente a inspeção não tinha sido completa.
Acho que depois de dez anos tinha aprendido alguma coisa. Entrou nesse tipo de trabalho à revelia. Um tiro saiu pela culatra na segurança familiar e ele pagou o preço. A tragédia o transformou em especialista no assunto. Era implacável e frio demais para ser um bom guarda - costas. Não aceitava serviços individuais, mas depois que o rei Nuri de Baraka, o novo cunhado da princesa Chantal, lhe explicou a situação. Demetrius não pôde dizer não. A situação da princesa Chantal Thibaudet era diferente.
Viúva aos 27 anos, era um belíssimo membro da família real com uma filha de quatro anos e alguém queria que ela desaparecesse. Morta.
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