quinta-feira, 31 de março de 2011

E sabe que ate daria certo o Sandro com a Kelly?

Os filhos dos dois seriam lindos demais, todos eles... Olhos verdes, as meninas iriam parecer com ele, e os meninos com ela, e alguns teriam olhos verdes, e no final do ano, eles ficaram...

Menina admirada por todos, talvez fosse criticada por alguns mais que tinham motivo, pois dela sim, tinham que ter inveja, bonita, charmosa, corpinho bem magrinho, roupas modernas, sempre sorridente, amiga de todo mundo e brincalhona demais...

E voltando ao assunto do shopping, eu fui sentar num banquinho que tinha num corredorzinho do shopping, bem proximo à praça de alimentaçao de la, e eu fiquei com as meninas, esperando a Juliana chegar, porque ela tinha ido numa loja e ela veio falando baixinho e olhando diretamente pra mim... "Miriam, a Iris ta ai." E eu ja gelei, fiquei nervosa e ja sabia o que ia acontecer, se ela tava ali no shopping, ela, junto com os maloqueiros dela, iam aprontar comigo, no minimo, e eu tava la com as meninas, quando a Iris, que deve ter visto a Juliana, ja veio com aqueles seus gritos de louca e um monte de gente atras dela, vivia rodeada de maloqueiros e eu fiquei ali disfarçando, fazendo de conta que nao era comigo e ela ali gritando feito uma louca desvairada, mas nao adiantava nada eu disfarçar, pois todo mundo ja podia ver que o negocio era comigo, e ela me via e gritava... "Ai... Ai..." como se eu fosse o proprio demo ali na frente dela, e o pior que ela fazia isso mesmo bem na minha frente so pra me constranger ainda mais.

E o pior era que todo mundo ficava me olhando e quem pagava mesmo mico era eu, pelo menos eu pensava assim, nao ela, que tava fazendo o ridiculo, quem pagava de ridicula era eu... Porque ela se sentia a mais bela e a mais gostosa...

E ela ficou fazendo isso o tempo inteiro, me constrangendo o tempo inteiro, e as meninas ate cansaram de pagar mico junto comigo e nos mandamos juntas, a pé mesmo, dando risada e conversando bem alto e eu vi um gato cinza morto ali numa vielinha que tinha proximo ao shopping, ja tinha visto na ida, porque a Juliana me mostrou, foi a primeira coisa que ela viu, e depois na volta novamente e senti pena do gato e nojo pela situaçao a qual ele se encontrava, tinha ate uma bolota vermelha perto do gato, e no minimo foi uma pedrada que ele tomou de um filho da puta, o gato era novo ainda e peludão, do tipo daqueles que eu gosto e tenho um em amarelo, hoje em dia.

E eu nao podia nem pensar em me apresentar em publico, porque aquela cadela tava ali pra me zuar e me envergonhar, e o pior de tudo, o pior de tudo que era dificil dela me zuar sozinha, ela sempre zuava com gente do lado, pra se garantir, sabe? Ela agia assim, porque se eu reclamasse, ou fizesse qualquer tipo de coisa, ela me bateria, junto com a pessoa ou as pessoas que estavam ali com ela.

E uma noite que eu estava chegando da faculdade, passando pelo corredor do metro, tranquila, como quem nao queria nada, subi as escadas rolantes e vi um bando enorme de maloqueiros esquisitos meio amarronzados, todos com roupas em tons vermelho, aquela gente feia que vem de uma mistura danada de gente de quinta classe, tipo a Iris assim, e depois me chamam de racista, e eu nao sou, é que eles sao assim mesmo...

quarta-feira, 30 de março de 2011

E a minha mae so ficou me olhando, meio que desconfiada e logo eu parei de falar e fui olhar pelo cantinho da janela, porque eu tinha que ir la na casa da Adna com o Cicero, buscar os materiais pra campanha politica dele, afinal de contas, eu iria ajuda - lo a se eleger e precisava dos panfletos pra entrega - los.

E eu vi que o papo rolava à solta, ela sentada na beirada da viela e os dois em pes, dando toda a atençao pra ela, que tagarelava, tagarelava ate dizer chega e no minimo ela tava era falando mal de mim, e os dois dando toda a atençao do mundo, principalmente o Chris, que nao gostava nenhum pouco de mim, acho que pelo fato dela ter falado tao mal de mim, e pelo fato dos outros tambem falarem e me ridicularizarem como sempre o fizeram...

Entao ela chegou a falar pra nao sei quem la, que falou que eu e o Sandro nao ficamos, como todo mundo pensava, e o Chris completou, dizendo que nem iriamos ficar, com toda a raiva do mundo, nao me recordo no momento quem veio me contar o que o Chris havia dito, mas ate aqui, ta se cumprindo mesmo esse fato de nos nao termos ficado e nem sequer trocado uns beijinhos, foi isso que aconteceu, a praga dele foi tao brava e tao grande, que ate pegou e pegou bem feio mesmo...

Mas... Tudo bem... O que tiver que ser sera e o que e do homem, o bicho nao come...

Foram destruindo, destruindo, ate que conseguiram na epoca, que nao ficassemos juntos mesmo, de tanta difamaçao, o Sandro acabou catando uma difamada de vez para casar, agora quer largar e nao consegue porque ela nao quer larga - lo.

Pensando bem... Bem feito, quem mandou ele ir pelas ideias dos outros...

E essa menina sempre me aprontando...

E uma vez, que milagre que o meu pai deixou - me sair de casa, um pouco, com as meninas, eu, uma velha de vinte e tres anos nas costas, nao podia nem pensar em sair de casa pra nada, porque o veio horroroso nao deixava, ficava falando um monte de merda, com medo de eu fazer o que ele fazia.

E fomos ao cocao, e o cocao tava repleto de gente, tinha musica ao vivo e tudo, na praça de alimentaçao do shopping, e eu vi a Kelly ali conversando com uns meninos, estava rodeada de gente, pois é... Ela sim que era feliz, garantia na epoca, que ela nunca tinha tido uma desilusao amorosa, bonita demais, de olhos verdes e cabelos tingidos de Acaju, o popular vermelho puta, que ela dizia e dava risada depois... Seus cabelos lisos escorriam pelas costas, menina bela de pele clara e rosto cheio, muito bela, labios meio carnudos, tinha toda a sorte do mundo, pois havia sido namorada do Sandro, procurada pelos meninos, admirada por todos, cheia de amigas e amigos, uma pessoa bem popular, nao como eu, e acima de tudo, o pai dela nao era nojento, ela podia sair pra todos os lugares, acho que so balada das dez as quatro que ela nao ia, mais ja tava bom demais e o importante de tudo, ela era bem novinha pois se casou aos dezenove anos em noventa e quatro, e em noventa e dois, ela tinhas uns dezessete anos...

segunda-feira, 28 de março de 2011

E a Juliana falou que talvez assim ela ficasse feliz por eu estar me importando em passar o recado, do falecimento da mae dela, falar pras pessoas e disso, graças a Deus, nao teve nenhum comentario nao.

E os dias foram se passando, mas ha muitas passagens tristes a respeito dessa Iris, uma vez, logo que a mae dela morreu, ela veio falando que o irmao dela falou que era pra ela pensar que a mae dela tava no hospital, quando eu falei que deve ser tao chato e triste perder a mae e ela falou que pra ela se conformar, teria que ser assim...

Hora ela tava falando comigo, hora me ridicularizando...

Teve uma noite que o Cicero, meu cunhado, marido da minha irma mais velha, tava se preparando pra campanha politica dele e esse chegou aqui em casa, e estavamos pintando a casa, porque tava muito feia, quando, um pouco antes dele entrar, a Iris tava me xingando e me falando um monte, gritando bem alto pra todo mundo ouvir, coisas sobre mim, coisas pra que? Pra me fazer vergonha, mas ela quis me envergonhar, so que nao adiantou... Eu posso nao ter tido o Sandro pra mim, porque talvez nao me seria bom, mas pelo menos agora eu tenho os meus amigos e sou muito feliz, nao sei se ele o é.

Hoje, quem deve estar totalmente envergonhada é ela, porque, por mais que eu sofri eu to aqui vivendo a minha vidinha sem graça, sem sal e nem açucar, mas eu venci isso tudo, todos os preconceitos e hoje, as pessoas nao riem mais de mim, do meu jeito, das minhas roupas, e sim, das coisas que eu falo e eu fico feliz porque agora eu junto as minhas amizades e fico tranquila...

Ninguem, por mais que zuassem de mim, conseguiu me ver na pior, pode ter sido coisas do momento, mas ca estou eu... Firme e forte...

So nao junto dinheiro...

Mas eu vou começar a juntar pra ir pra Alemanha, que nem a minha irma me falou certa vez, vamos juntar dinheiro...

E pode ter certeza que eu vou colocar aqui no meu diario virtual, essa minha vitoria e realizaçao...

Porque esse sonho eu tenho certeza de que eu vou realizar, porque e uma coisa material e que so depende de mim mesma... Nem que seja pra eu ter que vender tudo e ir morar la. So passagem de ida, de volta nem precisa...

A minha mae olhou da janela, a luz da sala tava acesa, dava pra ver tudo, quando eu perguntei se a Galinha Preta ainda tava na viela, ela disse que sim e que tava com mais dois caras magrelos, esquisitos e compridos e que um deles tinha o cabelo espetado que parecia ate uma vassoura de tao espetado que era...

E eu, mais que depressa, falei que eram o Chris e o Jehan, irmaos do Sandro...

Ai, como eu era idiota mesmo!!!

domingo, 27 de março de 2011

Sempre bem vindos, ela nunca deixava de oferecer um cafezinho, nem que fosse um copo de agua, ela fazia questao da genta tomar na casa dela...

Ela nao gostava muito de ficar pelas casas dos outros, so de algumas pessoas, as mais chegadas... Como a Ana, a casa da Renata, e eu acho que na casa da Kuduru ela deveria de ir pouco, pois ali tem muitos cachorros e o fedor e demais...

E tambem ajudava a criar aquela cobra da Iris, fora isso, ainda tinha gente que dormia la, muita gente mesmo, a parentela que vinha la de Pernambuco, sempre começava a vida deles la na casa dela...

E essa Iris ainda tava na casa dela, junto com o irmao dela e a cunhada que ainda moravam ali, juntos com a mae que tava internada.

E eu fiquei sabendo que a mae dela havia falecido e eu e a minha mae fomos la dar os pesames pra todo mundo da casa e eu, como boa cidada, eu fui la e cheguei la e a vi sentada ali naquela parte que ainda era uma lojinha que tava fechada, antes de fazer a garagem que tem hoje.

So que ela nao tava chorando nao, parecia ate que nao tava nem ai pra hora do Brasil, continuou falando com uns moleques pequenos que ela tava falando e eu fui cumprimenta - la, e dei um abraço nela dizendo os meus pesames e que Deus confortasse o seu coraçao e mal ela me abraçou, entrei la e fiquei um pouco com a minha mae e esse abraço bem dado e mal recebido por ela, correu à solta, todo mundo me falando que ela ate se limpou quando eu a abracei, tipo querendo tirar o meu cheiro dela e proferiu palavras de nojo e mal estar e eu fiquei quieta, isso nao me magoou, agora eu falo isso, porque na epoca, eu fiquei muito chateada, com o ocorrido... E uma pessoa assim, nem sabe o que esta falando, e eu escutava de la, ela brincando com uma menininha pequena toda feliz, rodando a menina no colo e levantando - a pra cima e eu falei pra minha mae, que ela tava chorando e a minha mae me disse que nao parecia, porque a sujeita era tao ruim que nao ia nem derramar uma lagrima pela mae dela e foi verdade mesmo, fiquei sabendo que ela nem chorou...

Quem me falou que ela rejeitou o meu abraço foi as meninas, a Juliana e mais algumas que estavam com ela no momento e eu fui falando pra cada um que eu conhecia e que eu sabia que ela conhecia, sobre a morte da mae dela, eu ate falei pro Jehan, quando eu subi la na casa dele, pra avisar, e o Jehan ate ficou escandalizando, perguntando o que seria dela sem a mae dela, meu Deus, era a mae dela que dava apoio pra ela, agora ela ia ficar assim, sozinha no mundo e sem ninguem pra apoia - la...

sábado, 26 de março de 2011

E todo mundo me abria os olhos, mas... Como sempre, eu teimava em continuar a minha amizade com a Valeria e de faze - la de minha confidente, como se fosse um diario, onde eu colocava todas as partes da minha vida, que se perderam com o tempo...
E ela sempre tirava barato e falava tudo pra Iris, e essa Iris se aproveitava de tudo pra ficar sempre remoendo e contando pra todo mundo da rua, o que se passava no meu coraçao...
A mae da Iris era uma mulher morena, muito doente, sempre humilde e sempre se vestia mal, pois ali ela so ganhava da aposentadoria por invalidez, pois sofria do coraçao e a Iris insistia em dizer que a mae dela se tratava no hospital do coraçao.
Uhn... Hospital do Coraçao? Ta ai um dia que eu e a minha mae, fomos num medico la no centro da cidade e a mae dela tava la, sozinha, sentada e esperando, acho que deveria de estar cansada, pois quem sofre do coraçao sente canseira mesmo...
E eu olhei surpresa pra ela e a cumprimentei e aproveitei o ensejo pra perguntar o que ela tava fazendo la e logo perguntei se ela nao se tratava no Hospital do Coraçao e ela falou que nao e que pra se tratar la, era totalmente impossivel e eu logo fui falando que era a Iris quem tinha me falado que ela se tratava no Hospital do Coraçao e ela so sorriu da minha inocencia, e deve ter ficado boba porque eu acreditava em quase todas as palavras que a filha dela dizia, demoramos pra sair de la, mas a minha mae passou no medico e o local tava era muito cheio.
Aproveitei e fiquei conversando com uma mulher branca, de cabelos negros e encacheados e ela começou a falar dos cabelos lindos da irma dela e eu fiquei imaginando que ela podia ser ate mais uma a sair com o Sandro, e ela falou que a irma dela ate cortou os cabelos, e logo cresceram...
A mae da Iris sempre me disse que gostava quando ela ia la na lojinha conversar comigo, pois pelo menos ela sabia onde ela estava e com quem ela estava, quer dizer... Ela sabia que a filha dela era uma praga e ela estando comigo, sob minha responsabilidade, pelo menos ela virava gente, naquele momento que estava ali, jogando conversa fora comigo.
Mas, nem sempre foi assim... Ela sempre virava a casaca, nao sei o que eu fiz de mal pra essa menina...
As coisas que ela me fez tambem, me deixaram muito triste, so que essas coisas sao mais faceis de se superar do que uma eterna desilusao amorosa como essa que eu sofri...
So que a dona Nildinha, mae da Iris, nao tinha saude mesmo, e a sua recuperaçao nao tinha que vingar, vivia internada, fazendo cirurgias perigosas do coraçao, e sempre correndo risco de vida, ate que... Ela morreu...
A ultima vez que ela foi internada, eu ainda me lembro, a casa da Diva ficou cheia, como sempre, la era uma casa cheia, cheia de gente e de alegria, era gente ali, gente aqui, parecia ate que as pessoas ja tinham a chave da casa dela, todas as pessoas que iam ali eram pessoas de alto astral, pessoas felizes, algumas fofoqueiras, como a Kuduru, que ninguem aguentava... Religiosas ou nao, ali tudo era bem vindo, ali sempre todo mundo que ia trazia alegria... Algumas pessoas iam la pra trazer tristezas, a Diva tinha um coraça enorme que cabia muita gente, e a casa dela tambem...

sexta-feira, 25 de março de 2011

So sei que ela namorou o irmao mais novo do Sandro, o Chris, que hoje encontra - se casado e com dois filhos gemeos lindos, todos os dois parecidos com o Sandro...
E eu fiquei pensando, como o Chris, um menino tao assiado, podia ficar com uma menina suja e porca daquelas do tipo que passavam oleo no cabelo, imagine... Que nojo!!!
Homem e porco mesmo, ne?
Se ate o meu sobrinho que hoje e falecido, catou ela no ano anterior...
Imagine o que a maioria dos homens nao fazem...
Deus me livre, se eu fosse homem eu ia ser padre, pra poder ficar com as freiras bem cheirosinhas... E nao ficar com qualquer uma...
Mas... So que ela insistia em dizer que eu era qualquer uma, e que se eu quisesse, mais tarde, quando eu trabalhasse eu podia sim sair com uma pessoa so se eu tivesse dinheiro e pagasse que o cara ia querer sair comigo...
Entao, ta...
Se for assim, eu prefiro continuar assim invicta do jeito que eu sou, assim, pelo menos eu nao sou cheia de doenças e nem tampouco com a alma impura, cheia de vergonhas, porque pessoas assim, sofrem de incertezas e eu graças a Deus, nao sou assim e todo mundo que me conhece ja sabe que eu sou pura de coraçao mesmo, ja sabe que o maior pecado que eu cometo e falar uma mentirinha ou alguma coisa de malicia e de palavrao e que eu nao perco mais o meu tempo com esse tipo de coisa e nem tampouco com qualquer um e nem quero mais perder o meu tempo com mais nada disso...
A vida e curta e bela, nao e necessario esse tipo de coisas pra gente vive - la decentemente...
Graças a Deus eu nao preciso, nunca precisei e nem precisarei desse tipo de coisa pra viver, so os pobres e necessitados de apagar o fogo acabam precisando desse tipo de coisas...
Essa menina era muito amiga da filha do sapateiro, a Valeria, que tudo o que eu contava pra Valeria, e nao queria que a Iris soubesse, a mesma ficava sabendo, entao era melhor eu chegar na Iris e contar logo tudo de uma vez...

quinta-feira, 24 de março de 2011

Ja contei uma boa parte da historia desse ano pra voces, agora falta ainda contar sobre uma menina que me odiava muito e que era muito intrigueira, sempre gostava de armar uma comigo, mas, graças a Deus nao era somente comigo que ela armava intrigas, eu acho que foi devido às intrigas dela, que o Sandro nunca quis sair comigo, ela sempre me zuava e fazia com que as pessoas que estavam ao meu lado, se virassem contra mim e acabassem me zuando tambem...
Infelizmente, como eu disse no capitulo anterior, o ser humano e totalmente diferente do ser animal, apesar de ser pensante, o ser animal defende sua propria especie, e o ser humano nao, ele extermina com a sua propria especie, nao gosta de concorrencia e se puder matar ele mata...
E essa menina era da pior especie, maloqueira, fedorenta e horrorosa, mas se achava cheirosa, bonita e gostosa, ficava com os caras a dar com pau e ate fiquei sabendo que o Sandro saiu com ela, e ate me deu um tremendo nojo dele, devido o ocorrido, devido ao tempo que ocorreu...
Porque eu sempre quis sair com ele, para pelo menos ter tido o gostinho gostoso de ter saido com ele, pelo menos uma vez na vida, mas, infelizmente ou felizmente, isso nao ocorreu ate agora, e eu acho que nem vai ocorrer, sabe?
Em se tratando do Sandro e das coisas que ele diz e afirma, eu acho impossivel ele vir mesmo falar comigo, devido a tudo o que ocorreu, a tudo o que eu sofri, gostando dele, a todas as desilusoes, mesmo eu falando que ia dar chance a ele, eu acho que ele nao tem, nem tampouco coragem de menino, pois o menino que gosta da menina sempre assume e infelizmente ele nao e assim e nem nunca sara... So se o mundo acabar e ele nascer de novo...
O apelido da Iris aqui em casa era Galinha Preta, pois era o que parecia, aquela vielinha vivia cheia de meninas novas agarrando os carinhas novos, era um galinheiro so, e ela passando, fazendo a inspeçao de quem tava beijando direito ou nao, isso eu fiquei sabendo de bocas passadas de umas às outras, que ela era chamada de Professora, porque ensinava os menininhos novos a beijar e alem do mais, ela era terrivel, quando ela nao gostava mesmo de uma pessoa, ela nao gostava, assim como foi no meu caso, ela zuava, pegava pra cristo, queria mostrar que ela podia e a pessoa com a qual ela zuava, nao podia, colocava a pessoa pra baixo de cachorro sendo que agora eu acho que ela tinha inveja das pessoas, pois as pessoas tinham mae e pai e nem isso ela tinha, jogada no mundo, na casa da tia, que hoje encontra - se falecida, assim era a vida dela, desde pequena era putinha, tinha perdido a virgindade aos onze anos de idade e isso era um absurdo, sabe - se la com que tipo de cara ela perdeu...

segunda-feira, 21 de março de 2011

Chorei uma vez la na frente da casa dele, paguei maior micao do mundo, um mico bem preto mesmo, porque eu acho que ele nao me aguentava mais, por isso e que ele nem falava e nem tampouco pensava em mim, eu deveria de ser uma peste na vida dele... O Jehan ate ficou nervoso, tentando me acalmar e algumas pessoas viram eu apavorada, chorando por causa do Sandro e ficaram me olhando com pena.
Na faculdade, ate que eu ia bem, nas semanas de provas a gente ia, fazia a prova e ia embora e pra mim isso era uma alegria, porque eu tava sempre sossegada, ia pra casa estudar, mas nao conseguia estudar coisa nenhuma...
So fiquei eu depe em Filosofia, na bruxa da Salete, aquela professora que falava que foi num lugar chique onde um uisque de nome esquisito era carissimo e vinha um copinho tao pequenininho que dava ate dó e um outro lugar que ela foi, o mesmo uisque era a metade do preço e vinha num copo maior e eu fiquei pensando... "Uisque, que coisa ruim..." Hoje eu prefiro um uisque do que uma boa cerveja...
Nao pago pau pra cerveja, pago pau pra um uisque que desce rasgando, que deixa tonta na hora, do que pra uma cerveja que desce amargando e deixa tonta depois...
Cerveja pra mim, é bebida de frutinha, uisque nao, uisque é bebida de gente de coragem e de peso... Tambem entra ai o conhaque, campari e todas as bebidas fortes do momento ou as do passado tambem, e eu ate misturo aos refrigerantes, ou ao suco e fico bebericando a vontade, assim a gente nao leva fama de pinguça, e ninguem percebe que voce ta bebendo, a nao ser que, e claro, que voce deixe a pessoa beber no seu copo ou entao voce deixe transparecer pra pessoa que ta bebada ou entao... Ainda, se a pessoa ver voce fuçando no copo de refrigerante e colocando bebida la, ai sim...
Mas, hoje em dia nao pode deixar qualquer um beber no copo da gente... Alias, nunca pode, ne?
Mas as pessoas eram e sempre foram muito teimosas quanto a isso...
E voltando à faculdade... Tinha um professor la que dava uma materia relacionada à economia, um bem pretao, que nao falava com ninguem, ele chegava todo engravatado na faculdade, mal cumprimentava e começava a falar sobre as suas apostilas, oh materinha chata...
Mas nele eu passei, graças a Deus e todo mundo falava que aquele professor era egoista, so olhava pra ele e so pensava nele, nao olhava para os lados, ele era egoista pra caramba, nao sei que fim deu aquele professor, deve estar ainda dando aulas em outras faculdades da vida...
O professor de portugues era engraçado, ele morava no Pacaembu, sempre reclamava que quando tinha jogo do timao ficava tudo cheio, e eu dava ate risada, e eu me lembro uma vez que eu pintei os meus dedos que nem uma boca, na aula dele, e enquanto ele falava, eu ria e imitava - o falando com a Rose que olhava nos meus dedinhos e via um monte de boquinhas pintadas de vermelho e morria de rir e ele passou pela gente e viu a minha mao toda pintada com um monte de boquinhas e falou pra mim que eu tinha uma criatividade tremenda, sempre sorridente, com aquele bigodinho charmoso que ele tinha...
E eu tambem fui bem na materia dele, graças a Deus...

domingo, 20 de março de 2011

E eu adorava aquelas roupas... Nao tava nem ai com a lingua do povo, eu sempre gostei mesmo de vestir roupas coloridas, nao escandalosas, mas bem coloridonas e estampadonas...
E teve uma vez que eu dormi e acabei sonhando que eu tava na escadinha da faculdade, na parte onde iamos pra sala e o Avelar tava sentado ali no beiralzinho e passava alguem correndo, um molecote e empurrava o Avelar que ia ao chao, e eu olhei pra baixo e vi o Avelar estendido no chao com as pernas meio encolhidas e eu acabei me acordando assustada daquele tremendo pesadelo, mas so foi um pesadelo, nada demais...
E eu acordei totalmente assustada com o pesadelo que eu tive...
E as minhas alergias atacavam sempre com muita furia e eu ficava muito mal, nao aguentava mais de dores no corpo, mal estar e passava muito mal e teve uma noite que eu nem fui pra faculdade, acabei faltando, porque realmente eu estava mal e muito mal...
E o nariz escorria, dava um tremendo mal estar, espirrava muito, dores fortes pelo corpo e nao conseguia nem dormir direito, ate variava à noite...
Fiquei la deitada na cama que os meus pais dormiam, reclamando de cansaço, peito chiando e o Miguel ficou ajudando a minha mae a fechar a lojinha e a esconder os doces dele mesmo, acho ate que ele deve ter pegado alguns pra ele comer depois, porque... Do jeito que ele era... Nao sei nao...
Uma vez eu fui ate a casa do Jehan, pra ver se eu falava com ele, ja que nao dava nem pra eu falar com o Sandro mesmo, pois ele tinha aquela namorada terrivel, e quando o Jehan me atendeu, eu vi que ele tambem estava com alergia, o nariz escorrendo do mesmo jeito que eu ficava, e ele falou pra mim, depois que eu perguntei, que ele estava desse jeito, porque ele estava ajudando a mae dele a limpar a casa, e tirando o po das coisas, e ja era noite.
Dai eu comecei a pensar que o Jehan era um bom filho, assim como a Valeria tinha me falado a alguns tempos depois, porque o Chris nao devia se importar em ajudar a mae a limpar a casa...
E eu entrei em questao tambem, perguntando se o Sandro tambem era um bom filho e se ele tambem ajudava a mae dele a limpar a casa.
Eu sempre perguntava isso, porque o bom marido e aquele que cuida de seus pais e a boa esposa tambem, mas eu acho que o Sandro nao era assim e que quem era assim era o Jehan, entao, com certeza hoje, ele deve ser um bom marido e o Sandro talvez nao...
E o Chris pode ser que tambem nao seja um bom marido...
E eu sempre ficava pensando nisso, sempre correndo atras do Sandro, sempre... E ele so passava aqui pra atiçar os meus sentidos, pra eu correr la na rua dele e ate chorar por ele eu chorei...

sábado, 19 de março de 2011

E nos comemos bastante e tambem bebemos, e depois fomos embora, so que eles começaram a nos perseguir, pelas imediaçoes da faculdade, falando que eramos bichos e que iamos continuar sendo bichos o ano inteiro e que teriamos que pagar tanto castigo que nos nem imaginavamos e que o primeiro castigo seria esse...
E eles vinham com batons pra nos pintar e tinha um japones que nao queria deixar passar os batons e ele ate caiu e a Jo ate comentou que ele iria ficar imprecionado com o que estavam fazendo com ele e esse acabou escapando na surdina e com um tempo, ele nao apareceu mais na faculdade e ficamos sabendo pelo pessoal que ele tinha ido trabalhar no Japao.
E eu fui toda pintada pra casa e quem foi me buscar foi o meu pai, naquela noite chuvosa, que eu voltei conversando com uma moça morena de cabelo curtinho que falou que tava fazendo faculdade nao sei onde e o meu pai ja veio perguntando quem era aquela moça e eu falei que nao sabia e que eu havia encontrando a moça no onibus.
E eu fui pintada por um monte de gente, nao me lembro quem, me pintaram com um batom escuro, quase carmim, eu sei que quando eu cheguei em casa, eu tive que tomar banho e a minha mae achou estranho esse lance de eu vir toda pintada da faculdade pra casa e eu falei pra ela que era o trote da faculdade, o trote que era pra eles terem feito a duas semanas atras e eles deixaram tudo acalmar, todo mundo esquecer, pra aplicar o trote justo na hora que a gente tava sossegado...
E a Jo, ate havia comentado, numa sexta - feira, que tava tudo calmo, e que nao teve trote e a gente ate concordou com ela, e tinha gente la dando graças a Deus, falando que eles iam colocar uma lei acabar com esse negocio de trote...
E agora, depois de muitos anos, tem essa lei, me parece que em muitas faculdade o trote acabou...
Aquele japones novinho que eu mencionei, ele tava na turma de historia, foi morar no Japao, acabou trancando a faculdade, nao sei que fim ele deu, nunca mais o vi, tinha um moço la que parecia o Ronnie Von, de olhos verdes e pele morena, tambem eu nunca mais vi, numa aula uma das moças comentou que ele havia trancado a matricula tambem, quando uma delas mencionou do rapaz que parecia o Ronnie Von.
Tinha uma moça gordinha e morena, que ficou falando que fazia ponto nao sei que local da cidade e todo mundo ficou serio quando ela falou e eu fiquei pensando que ela podia ser ate uma prostituta e acabou saindo tambem, e nao sei que fim deu, tambem...
E a sala acabou ficando vazia, muita gente começa e depois tranca, falando que vai voltar ou acaba v0ltando em outro curso ou nao volta em nenhum...
E naquela noite do trote, choveu e esfriou um pouco e eu, tava bem mais magrinha, um corpo bem mais bem feito e usava calça jeans, aquela que a minha mae colocou ate um galao marrom e uma blusinha de seda azul sem manguinhas, que a minha mae comprou o tecido da loja Esplanada, que vendia tecidos la no Nordeste, quando iamos la... E eu chamava o estilo da blusinha de Javanesa.
E a minha mae me fez um monte de roupas lindas, que eu nunca me esqueço, eu tinha uma roupa de estampa preta com flores grandes vermelhas, que era a saia plissada e a blusinha de manga longa, toda estufadinha, tinha vez que eu usava a blusinha com uma calça e outras vezes eu usava somente a saia com outra blusa de qualquer outra cor, que ornava com a blusinha...

sexta-feira, 18 de março de 2011

E eu entrei na sala e fiquei perguntando... " - Mas, porque essa sala ta tao cheia desse jeito? Que estranho... E olha o cheiro de coxinha..." - continuei pensando e sentindo o cheiro forte de coxinha, no minimo alguem havia trazido coxinhas e ia acabar comendo todas, na frente de todo mundo sem dar nenhuma pra gente...
Entrou um cara alto, bonitao, de avental branco, todo esguio, sem olhar nem pros lados e nem pra ninguem, e falou um "boa noite" bem seco e começou a falar que tinhamos que ir em cemiterios pra pesquisarmos sobre o carbono quatorze e que quem faz historia ou assiste aulas de historia tinha que integrar com os grupos pra fazer as pesquisas nos defuntos e eu comecei a olhar pra um lado, olhar pra outro lado e ate comentei... " - Nossa, que horror, pesquisa em cemiterio?" - comentei olhando pra uma moça que tambem fazia parte do grupo de trote e eu nem desconfiava, ela acabou falando que o professor era fogo e que ela nao foi e ficou na materia dele e eu fiquei indignada, assustada, tava era pensando em desistir do curso, porque eu nao iria em cemiterio nao, pra fazer esse tipo de coisa, nem pensar... Ficar mexendo em morto pra saber sobre o tal carbono quatorze, era mais facil pegar umas folhas de papel carbono e pesquisar, porque eu sabia muito bem o que era e nao iria me assutar jamais... Afinal de contas eu havia feito magisterio e qual é a pessoa que faz magisterio e nao sabe o que é um papel carbono? Pelo amor de Deus...
Ja cometia um erro grave, porque eu nao sabia a diferença de folha de papel almaço pra folha de papel sulfite e o pior que a Celia, irma da Kelly era a mesma coisa...
Ai, uma daquelas meninas que fazia historia, a morena gordinha, que eu ate ai nao sabia que ela tava no segundo ano de historia, acabou se levantando, pedindo pra ir ao banheiro fazer chichi, ela interrompeu a fala do professor falando que queria fazer xixi...
Gozado... Mas me falaram que na faculdade, todo mundo saia a hora que queria, e nao pedia nem licença pra fazer nada e que nao tinha recreio e que so tinha era intervalo de meia hora ainda... Que bom!!!
Que delicia!!! Meia hora de intervalo e tudo... Tudo, pelo menos nao eram os quinze ou vinte minutos do magisterio e do ginasio...
Pelo menos era um bom tempo...
E eu ja tava bem mais acostumada, porque faculdade era outra coisa, nao era eu que pagava mesmo, eu queria pagar, mas nao tinha condiçoes ainda de arrumar aulas pra ganhar e pagar, entao assim... O meu pai pagou a minha faculdade toda e a minha mae pagou todinha a minha pos graduaçao...
A sala tava um tumulto so, coisa que ate naquele presente momento, nao era... E depois que o professor falou, falou, falou, assustou meio mundo, teve bastante reboliço na sala, bastante bafafa, entao ai sim eles acabaram falando que era um trote, e que ele nao era professor nao, ele era aluno do segundo ano de historia...
E todo mundo começou a se apresentar e de repente a mesa ja tava posta com docinhos, salgadinhos e ate um bolo pros bichos e eles começaram a falar que a gente ia ser bicho o ano todo e que ia ter castigo para os bichos, se eles nao fizessem o que lhes era mandado, tinha festas, jogos, bichos contra veteranos e etc...

quinta-feira, 17 de março de 2011

E falaram que tinha ate castigo pros bichos que nao iam nas festas da faculdade, mas pra mim nunca teve nao, eu acho que nao tinha muita importancia mesmo, pois ninguem nem ligava pra me castigar...
E sempre todo mundo comentava das festas, falavam o que tinha acontecido, tanto nos corredores como na cantina, nas salas de aula e a gente so ficava escutando o que era comentado sobre as festanças que havia la.
Uma vez eu passei perto de um casal, e fiquei olhando eles se beijarem, o moço tinha os olhos lindos, verdes meio pro marron e grandes e ele beijou de olhos abertos e a moça de cabelos pretos, agarrando - o e beijando - o com a maior fome do mundo...
E eu fiquei so contemplando e ansiando que fosse eu e o Sandro, mas infelizmente nao era a gente.
Parece ate que o Avelar tava afins de mim, porque bem quase nos primeiros dias de aula, ele ficou falando mais comigo, me levou numa lanchonete proxima à faculdade e me pagou um guarana, e eu nem falei nada de dar a grana depois, ele ficou conversando comigo, aquela coisa feia, como quem queria algo e eu logo fui falando que gostava de outra pessoa, entao ele resolveu ficar na dele e parar com aquilo tudo... Mas so que sempre todo mundo ficou brincando comigo e ele, querendo ate fazer o mapa da nossa fulga, com a ajuda ate da professora Eunice, que queria fazer o tal croqui.
E davamos muita risada, so eu que ficava um pouco seria, pois eu nunca me satisfiz com qualquer coisa e nem tampouco com qualquer pessoa...
So queria o Sandro... o Sandro... o Sandro...
Eu tinha ate um diario que eu colocava tudo sobre o Sandro, tudo mesmo... A cor da roupa que ele passava, com quem ele passava, o que ele tava falando quando ele passava... E assim ia... Ah, e se alguem me contava que ele passou, eu queria saber de tudo, so pra colocar no papel, acabei jogando uns dois ou tres cadernos devido a muita raiva que eu passei com ele, gostando dele... E o meu diario tinha ate nome... Sandrario...
E uma vez a Andreia me contou o sonho que ela teve, que eu tava me vestindo e catava uma roupa do meu guardaroupas e mandava ela anotar a roupa que eu tava pegando e ela tava escrevendo o diario pra ele, entao adivinha qual seria 0 nome?
Se ele iria entregar pra ele... O Mirario...
Pois e... Era isso mesmo... Eu era tao fa dele, que eu tinha ate Sandrarios, cada ano eu tinha um Sandrario, que era pra anotar tudo sobre ele...
Ah... E voltando à Faculdade... O trote foi bem mais tarde, nao foi logo nas duas primeiras semanas nao, se eu nao me engane, foi logo na terceira semana, quando a gente tava todo sossegado, sem nada o que fazer, apenas irmos para a faculdade era a nossa obrigaçao, naquela noite eu cheguei e a sala tava muito cheia...

quarta-feira, 16 de março de 2011

E isso tudo é atitude de mulher desesperada, mulher que nao tem o que fazer, que nao vive sem homem e que nao se garante nem com o que ela tem...
E eu passei por ela na minha, mas... Fazer o que? A menina so namorava bonitao, cara de presença, eu nao sei nao se ela nao ficou ou namorou ou ate saiu com o Sandro, porque o forte da menina so era cara bonitao...
So olha e consegue cara bonitao, nao e que nem eu nao, que so olha mais nao consegue sair com nenhum bonitao, agora feio... Feio tem de monte, e alem disso fedido... Credo!!!
Depois daquela ceninha ridicula da parte dela, eu nunca mais a vi e nem sei que fim ela deu, agora a Berenice... A Berenice deu muito trabalho, depois eu chego la, ainda vai demorar um pouco...
O que estragava naquela menina era o oculos branco que ela usava, que oculos mais ridiculo pra pele morena dela, nao tinha nada a ver com o tom da pele dela, ha gente que gosta, mais eu nao gosto...
Mais de corpo... De corpo ela era bem magrinha, usava calça jeans, blusinhas ou camisetas... Sempre na moda, vai ver ate usava roupa de marca, a gente nao sabe...
E os bailes rolavam a solta e eu sempre conversava com as meninas da faculdade sobre isso e a Rose me contou que ela tambem nao podia sair, mas o caso dela era outro, e que ela sempre teve problema na rotula do joelho e que sempre doia, entao os pais dela nao a deixavam ir com o intuito de protege - la com medo dela cair e se machucar, tirar o joelho do lugar, entao, ela ficava em casa.
Sempre rolava bailes no clube perto da casa dela, entao ela ia um pouquinho e ficava la, nao aguentava e ia embora, ja a irma dela ia muito...
Ela ia mais nas matinees, ou nas domingueiras, ia sempre de bermuda e camiseta.
E eu ficava conversando com uma nordestina morena que me falou que ia nos bailes e que adorava quando dava meia noite e o globo saia e ia ate o meio da pista e ela ficava louca com isso e pensando bem... Ate eu ficaria!!!
E eu so com inveja dela... Porque ela curtia e ficava ate as quatro da manha, agora eu nao sei se o
Sandro tinha essas coisas, so sei que ele conseguia um monte de menininhas novas, magrinhas e cabeludas...
Pensando bem... Eu ate me esqueci de contar sobre o inicio da faculdade, eu ate me esqueci, mais cabe a esse capitulo mesmo, porque eu fui bicho e nunca pude participar das festanças que rolava na faculdade, em sitios como churrascadas, festas da hora, bailes... Nada disso eu podia ir, quem sabe se eu fosse eu teria conhecido o amor da minha vida la, e ja teria ate me esquecido o Sandro e ele tambem bem esquecido...

terça-feira, 15 de março de 2011

E eu so dava mal respostas, falando que nunca iria me casar e etc, falando ate que se eu arrumasse alguem que nao fosse certo, eu iria la na casa da pessoa que tava me incentivando a me casar, pra almoçar e jantar, eu, marido e filhos e a pessoa ate parava de falar um pouco sobre o assunto.
Nessa vida, somos sempre cobrados por tudo, somos cobrados pra formar uma familia mais nao adianta a gente querer se apressar, quem e apressado sempre acaba comendo cru e quente...
Entao, nao adianta se apressar, principalmente pra essas coisas, pois vida a dois nao e facil nao...
Conheço muitas pessoas que nao sao felizes, pelo fato de terem se apressado, pelo fato de terem sido escolhidas pela pessoa errada e sempre sofrem...
E muitas das vezes, a maioria, voce nao tem como largar a pessoa, pois sempre sofre ameaças, sempre sofre injurias e humilhaçoes, chingamentos e etc...
Entao... Torna - se muito dificil ser feliz com uma pessoa, a gente precisa e pensar muito, bem que se diz... Quem pensa muito nao casa, e é verdade...
Às vezes, a gente gosta, quer porque quer aquela pessoa, que nem eu quis o Sandro, idealizo a pessoa do jeito que eu sonho e no fim... Morando junto com ele, compartilhando o mesmo quarto, as mesmas coisas, eu vejo que ele nao é e nunca foi e nem nunca sera o que eu sempre idealizei...
A mesma coisa, ele comigo, me idealiza de um jeito, quando ele for ver, eu nao sou do jeito que ele idealizou sempre, em toda a vida dele...
Tanto acontece de um lado, como do outro... Entao, torna - se dificil, por isso e que eu digo, a gente tem que casar ou viver junto com uma pessoa que a gente gosta, porque nao adianta nada voce pensar que o amor vem depois, que em muitos casos, nao vem nao... Na maioria das vezes é o divórcio e a separaçao que vem depois, ao inves do amor vir depois, ou entao... Ate mesmo a morte, um caixao enterrado debaixo de sete palmos e voce dentro...
Ja vi, ja vi muitos casos assim, ainda mais hoje em dia, que o diabo esta tomando conta de todos os coraçoes e havendo desgraças porque as pessoas deixam o diabo entrar e ele tomar posse, tomando posse ele nao sai mais...
Aquela menina, a prima da tal da Berenice, uma vez, pensando que eu queria o bonitao do namorado dela, passou por mim, quando eu tava andando la pela rua debaixo, que hoje é a avenida, e falou em alto e bom tom, tipo com o dedo em riste, ali era a mao toda, em tom de ameaça... "Se essa menina continuar olhando pra cara do meu namorado, ela vai tomar um tapa na cara..." E eu nem olhei, fiz de conta que nao era nem comigo...

segunda-feira, 14 de março de 2011

So que ele nem sequer ligava pra mim, ate podia ligar, mas nao dava conta o tanto que ele ligava...
Uma vez, la na Toco, estavamos dançando e eu fiquei dançando encima de uma ilhota que tinha la, e o Jehan subiu ate onde eu estava, e eu, aproveitando o encejo, fui la falar com ele, ja que esse estava proximo de mim, e acabei perguntando como era que ele estava e como era que o Sandro estava tambem, e ele falou pra mim que o Sandro estava la na casa da namorada dele.
Na verdade, o Sandro nao tinha terminado ainda com a Luciana e nem tampouco tinha ficado noivo dela, entao, ainda ela era a namorada dele.
E eu continuei dançando, o baile tava otimo e como sempre... La na Toco era tudo de bom... Mesmo na matinee, ô lugar maravilhoso!!!
E depois que eu falei com o Jehan, ele acabou ficando ali mesmo, onde eu estava, conversando com os amigos dele, falando bem alto, devido às musicas que tocavam... Eles davam muitas gargalhadas, devido ao que era falado entre eles...
Na epoca, soltavam bastante daquelas fumacinhas brancas e tinha vez que a Ligia ia com a gente nos bailes da Toco, porque na Overnight eu so ia com a Valeria, porque ela falava que na Over dava mais gente mais ou menos e na Toco so ia maloqueiros, mas eu nem ligava para o estresse da nervosinha da Valeria, so ligava para o que eu gostava, e eu gostava mais da Toco do que da Overnight...
Mas... Comparando - se as duas casas noturnas que tambem funcionavam pelo dia, a mais chique mesmo era a Over, nao pelas pessoas que iam la, mas porque o lugar era menor e mais chique, agora a Toco era maior e melhor...
E o house rolava a solta e tinha ate sessao de lentas, tanto na Over, como na Toco, e eram mais ou menos umas dez musicas que rolavam nessa tal sessao de lentas, e eu as ouvia e sentia ate vontade de chorar, chorar por uma pessoa que nunca, e jamais tinha ligado pra mim...
E eu ate vi uma meninota chorando e as outras amigas dela falando pra ela se esquecer e que tudo passava e dando bastante conselhos pra coitada da desiludida, que no minimo tava chorando por causa do idiota do cara que nem merecia isso...
E eu fiquei pensando em quantas vezes que eu ja chorei por causa do Sandro, por causa do Acacio, e por causa do Gilberto, os tres grandes amores da minha vida...
So que cada um desses meus tres amores, vieram de formas diferentes, em epocas diferentes e so o Sandro que foi um amor tardio, o ultimo amor da minha vida, ate aqui, e o que mais contribuiu para fechar de vez as portas do meu coraçao...
O que me feriu mais, e o que me dilacerou ainda mais...
E uma vez, estavamos prontas pra ir pra Toco, quando a minha mae, que ia ficar la na lojinha pra que eu pudesse sair, falou que eu tinha que ir la buscar o geladinho para que ela pudesse vender, pois ela nao ia poder deixar a lojinha sozinha pra ir la buscar o geladinho e eu acabei obedecendo e indo la pegar os geladinhos e os coloquei dentro de uma caixinha de isopor, daquelas que usavamos pra levarmos as coisas quando iamos pra praia, e fui la entrega - los, ja com todas as coisas na mao, pra ir pra Toco com as meninas e nisso o Sandro passou todo belo e faceiro e ele tava ate parecendo um Deus, todo serio e eu quase soltei a caixinha de isopor na mao da minha mae, ela demorou muito pra pegar e depois ela me xingou de Brutabestia e as meninas cairam na gargalhada e ate uns tempos desses a Juliana ainda lembrava disso pra mim.
So de ver o Sandro, indo pro ponto, todo gostosao, eu derrubava tudo o que eu tinha na mao.
A vida foi dura, foi dificil, eu tinha despreso da parte dele, mas eu ainda era feliz e bem feliz, porque eu tinha as meninas pra dar risada junto comigo e tinha tambem os meus pais, por mais que o meu pai implicasse comigo e a minha mae sempre segurava as broncas, eu era feliz, pois nao era totalmente abandonada, apesar de desejar muito uma liberdade a mais pra eu poder sair, me relacionar, namorar e ate me casar, ja que eu era muito cobrada pelo meu pai e pelos demais que me conheciam e assim me viam solteira, e sempre me falavam que eu tinha que me casar, e as pessoas me perguntavam, quando era que eu iria me casar, como quem... "Voce ja esta ficando velha, nao vai se casar nunca..."

domingo, 13 de março de 2011

A menina era gordinha, de rostinho cheio, morena clara, cabelos curtissimos, cacheados e pintados de acaju claro e os olhos castanhos escuros.
E ela começou a perguntar da tal Berenice, e a Juliana informou que nao sabia nao, e que da ultima vez que a viu, ela tava la na casa dela, terminando de arrumar as suas coisas.
E eu nao vi mais o Jehan e nem mais ninguem, pois eu acabei indo embora pra minha casa.
Antigamente, tinha muitas festas nas casas das familias, hoje em dia nos nao vemos muitas festas nas casas das pessoas, como antigamente, hoje sao mais festas de familia mesmo.
Na casa da Chris mesmo, tinha muitas festas e eu sempre era convidada para ir, o ruim era que eu tinha que estar em casa antes da meia noite, como se fosse uma cinderela, antes de perder o sapatinho.
E eu culpo tudo isso, pelo fato de nunca ter conseguido sair com o Sandro, mas agora eu consigo ver que as coisas nao sao bem assim, e que se o Sandro me quisesse mesmo, ele viria falar logo comigo, e ate poderiamos namorar em casa.
E uma vez que a Juliana acabou me contando um sonho que ela teve, que o Sandro vinha me pedir em namoro, e a minha mae fazia um jantar pra toda a familia dele, os pais dele, o Jehan e o Chris e eu tava sentada perto do Sandro que tava com a roupa do exercito, e eu falava bem alto que a minha mae tinha comprado aquele jogo da sala de jantar, a mesa com as cadeiras e a cristaleira, so porque eles iam jantar em casa e a minha mae, que tava perto, me cutucava pra eu ficar quieta...
Ah... Antes isso tudo tivesse sido verdade mesmo, seria a maior realizaçao da minha vida...
Vira e mexe iamos pra Toco, so que iamos sempre nas matinees, porque as meninas ainda eram menores e nao podiam entrar das dez as quatro da manha, mas a Juliana falava que quando fizesse dezesseis anos,ninguem a segurava, que ela iria sim em bailes das dez as quatro e foi o que ela acabou fazendo junto com a Marta, mas... Acabaram enjoando...
E eu que queria tanto ter tido esse tipo de liberdade, nao pra ficar saindo com todo mundo, mas pra sair, pra ver como era, e realmente, na minha casa as coisas eram muito dificeis pra eu conseguir esse tipo de coisa...
E numa outra vez a Marta me contou que sonhou que eu passava na rua do lado do Sandro e ele tava segurando um menininho que nem o Gordo, o primo dela, e eu passava toda metida segurando no braço do Sandro e eu nem olhava pra ninguem...
Ah... Quem me dera novamente, se isso tudo fosse verdade... Ainda mais naquela epoca que eu era muito, mais muito apaixonada pelo Sandro...

sábado, 12 de março de 2011

Como sempre, em todas as epocas, temos festas pra recordarmos, pois eu nao tenho varias, mas tenho algumas pra recordar aqui e deixar a minha marca, falar mais sobre o meu grande amor, o grande amor que eu senti pelo Sandro...
Certa vez, eu tava falando com a Juliana e tinha uma festa pra gente ir la na Avenida Maraial, a festa era da prima da Berenice, Irma de um cara que era colega do meu irmao, o Bill, essa Berenice morava ai atras da minha casa e tinha uma prima muito metida, nao era muito bonita, era bonitinha...
Comum... Moreninha, rosto cheio e baixinha, de olhos e cabelos negros, essa menininha magrinha, era cismada comigo, achava que eu ficava olhando pro namorado dela e a Cris falou pra mim que ela namorava um cara parecido com o Super Homem...
E essa menina no minimo estaria na festa que ia ter na Avenida Maraial, numa casa de nao sei quem, que era parente delas, a mulher havia cedido a casa dela, e eu, como sempre, queria ir mas nao podia ir, alias eu nao era a convidada da festa, mas eu nao me ofereci, falando que ia tambem e a Juliana falou num tom meio estupido que a tal da Berenice nao ia gostar nao e que ela perguntaria o que eu estaria fazendo la na festa dela sem ser convidada e a prima dela tambem nao gostava nenhum pouquinho disso e alem do mais ela tambem nao gostava de mim, entao... Tudo conspirava contra mim, porque eu nao poderia ir naquela maldita festa...
Mas, mesmo assim eu fui com elas, a Juliana, a Marta, que nao gostava muito de sair, e o negocio dela era ficar dentro de casa.
Chegando la, a casa tava lotada... Tinha gente ate no meio da rua e eu vi o Jehan ali, falando com uns moleques, colegas dele e eu cheguei nele e perguntei aonde estava o Sandro e ele falou que ele tava no exercito la em Brasilia, e por causa disso eu cai no choro... E o Jehan ficou me olhando com cara de idiota e olhando para os colegas dele.
E todos ficaram em silencio, vendo - me chorar...
Depois disso, eu fiquei la fora, nao entrei na casa nao, e a Juliana la falando com as meninas e dando risada, realmente ela era uma pessoa mais dada do que eu, tambem ninguem zuava dela, ela andava muito pra la e pra ca, o pai dela nao ficava implicando com ela, e nem tampouco com o que ela fazia ou deixava de fazer...
Ja comigo, comigo, o negocio era aos extremos, eu era zuada, meu pai implicava comigo e com tudo que eu fazia, nao queria que eu saisse pra lugar nenhum, eu nao tinha amigos e quase nao falava com ninguem, eu so falava dele, tanto e que quando me viam ja corriam pra dentro de suas casas, ja sabiam que as palavras que eu proferia eram somente sobre o Sandro...
Reclamei da hora e a Juliana olhou pra mim e falou que nao ia embora agora e que era melhor eu ir, pois a hora ja tava muito adiantada e o meu pai logicamente que iria brigar comigo, e eu fiquei mais um pouquinho la na calçada, com elas e depois eu fui pra minha casa, e tinha uma musica la, que parecia: "Ah, ah, que loira..." e a menina ficava cantando e dançando, segurando no pilarzinho da escada e eu so olhando pra menina, se ela quisesse ela podia formar uma briga ali, perguntando o "porque" de eu ficar olhando tanto pra cara dela, mas ela parecia ate legal...

sexta-feira, 11 de março de 2011

E foi ai que eu percebi que aquele laguinho nao era tao inofensivo assim...
Passeamos pela pracinha que era muito limpa e que dava ate gosto de passear la e ficamos admirando o tal laguinho monstrinho, enquanto o guia falava que nem uma tramela.
Circundamos a cidade toda pelo onibus e o hotel que estavamos era bonito.
Entao o guia falava toda a historia da cidade, e eu achei lindinha uma pracinha pelo centro da cidade, que tinha gente circulando pra la e pra ca, e o guia contou a historia do coreto da cidade, foi muito bacana mesmo.
E era quente o local, mas a diferença e que era muito lindo mesmo, dava pra se comparar com a cidade de Natal, so que sem a magia...
Natal era e sempre foi muito especial pra mim, tinha uma magia total...
Tinha um restaurante por la que era por quilo e se chamava Cheiro Verde e eu e a minha mae sempre comiamos la, gostavamos da comida do local, fiquei sabendo que la tambem fechou e tinha o mesmo sistema do Come Come, Restaurante e Lanchonete que os empregados de la serviam a gente, e era um monte de gente servindo e a gente falando o quanto queria, so que fechados la dentro, ao contrario do restaurante de Fortaleza, que quem servia ficava do lado de fora quase que junto com a gente.
La parecia mais aqueles restaurantes de induistrias, que eles perguntavam do outro lado, o que nos queriamos e eles estavam fechados pelo concreto e escolhiamos e eles colocavam.
So que la nao tinha as comidas com o tal Murici, como no restaurante de Fortaleza.
E eu acabei descobrindo depois, que era uma frutinha azedinha e ha uns tempos ai era nome de tecnico de futebol, Murici Ramalho...
La tinha tudo com Murici, menos em Joao Pessoa, era Arroz ao Murici, Carne Assada ao Molho de Murici, Maionese Com Murici...
Ai tudo com Murici...
Ate que comiamos bem, quando nao comiamos porcaria por ai, ne?
E estavamos passeando em outra pracinha na cidade de Joao Pessoa, com uma blusinha bem verao mesmo, preta com bolinhas grandes, nao muito grandes, pode - se dizer que eram bolotas medias e a calça da sete sete cinco que era bem pesadona, que eu comprei pra ver se conquistava o Sandro logo.
Coisa que eu nao consegui nem com roupa de marca, infelizmente.
E eu tava um tanto chateada e conturbada ali naquela pracinha, muito quente e eu acabei disfarçando para os meus pais nao perceberem jamais, que era por causa do calor, ou ate mesmo do... Sandro.
Enfim... Fomos rumo à cidade de Recife, cidade intitulada "Sao Paulo Com Praia"...
Eu ficava toda entusiasmada quando iamos pra la, pois eu me sentia mais perto de casa ainda e bem mais em casa...

quinta-feira, 10 de março de 2011

Nao sabia ate quando eu iria te - los comigo, entao eu teria que cuidar bem deles ate quando eles vivessem.
E eles perguntaram se eu havia gostado ou nao do passeio e eu contei tudo do buggy e do skibunda nao, porque o meu pai nao podia nem sonhar em saber com quem eu havia ido no skibunda, se eu fui sozinha ou nao.
So quando chegamos no hotel e que eu contei pra minha mae sobre o skibunda e ela pediu pelo amor de Deus pra eu esconder aquela foto porque senao o meu pai iria ate pensar besteira, do jeito que ele era ja viu...
E foi o que eu acabei fazendo, devo ter ate hoje essa foto escondida debaixo de sete chaves, foto que eu olho e que agora eu dou ate risada.
E o passeio foi otimo, maravilhoso, uma coisa que e pra eu guardar na memoria e nao esquecer nunca mais.
Tambem fomos ao maior cajueiro do mundo, coisa que eu nunca tinha visto e fui pela primeira vez no ano anterior e adorei, repetimos o passeio novamente.
Mas fomos de novo, repetir a mesma dose, e de um ano para o outro, as coisas acabaram mudando muito.
Tiramos bastante fotos do maior cajueiro do mundo e o meu pai viu que o pe de caju cresceu mais ainda e ele ate comentou conosco.
Era bom porque podiamos ate roubar uns cajuzinhos pra leva - los como lembrança, nao sei se dava pra levar pra casa, porque ate voltarmos, os cajus poderiam estar ate podres e estragados.
Tinha muitas barracas de artesanatos, la ao lado do maior cajueiro do mundo e o meu pai nao deixou a gente levar os cajus que estavam lindos, pois ele disse que era patrimonio historico e que ninguem podia mexer, depois que colocamos os tres cajus um do lado do outro e tiramos fotos deles ali juntinhos e os abandonamos ali, que dó, ele perguntou dos cajus e a minha mae falou que tinha deixado la, e ele falou que era pra trazermos e eu nao entendi qual era a dele...
E nas barracas eles vendiam roupas artesanais de ir à praia e vendiam lembrancinhas do maior cajueiro do mundo.
Saimos de la e fomos rumo à Joao Pessoa, pois quase todas as viagens de um tempo pra ca, passavamos em Joao Pessoa, desde 1991.
A cidade de Joao Pessoa, capital do estado da Paraiba, onde as mulheres recebiam sempre o titulo de "mulher macho sim senhor", por serem mulheres fortes e de fibra, era uma cidade linda, parecia ate cidade de boneca.
E seu cartao postal era aquela pracinha com um laguinho no meio, lago que eu achava que era totalmente inofensivo, mas eu acabei descobrindo pelo guia turistico, que falava que um professor foi levar seus alunos pra dar uma voltinha, num barquinho e que esse barquinho afundou e o lago era de total profundidade que fazia ate medo, pois todos os alunos, inclusive o professor, morreram afogados.

quarta-feira, 9 de março de 2011

E nem tampouco dado o meu primeiro beijo.
Ficaria esperando o Sandro ate hoje, ne?
Pra tirar a virgindade da minha boca.
E eu disfarcei e continuei andando com medo de levar uma tremenda bronca porque eu olhei pela frestinha a boate do hotel.
No dia seguinte, quando nos passamos pelo aeroporto, nos vimos um comercial de uma praia, a Praia do Cumbuco e o meu pai reolveu logo em seguida que teriamos que levantar cedo no dia seguinte para podermos ir a essa praia, mas que eu teria que prometer que eu andaria de buggy, pois a minha mae nao aguentava mais eu grudada com ela, entao ele ficaria na praia com ela, junto com algumas pessoas que nao iam andar de buggy e eu iria com os demais.
E foi dito e feito.
Eu fui à praia do Cumbuco e andei de buggy, justo eu que sou tao medrosa, que nem de bicicleta eu ando.
Justo eu...
Uma daquelas moças que estavam naquela piscina conosco, foi comigo nesse passeio à praia de Cumbuco.
E passeamos no skibunda e eu nao queria ir naquele negocio nao...
Ai um rapaz cabeludo, que parecia mais com o cantor Ovelha, me cnovenceu. falando que ate ia comigo enquanto outra pessoa tirava a foto.
E eu acabei topando e fui naquele tal de skibunda.
Ate que foi gostoso, eu tava com aquela saida de banho vermelha, por cima do biquini e eu acabei me molhando toda, chegando do outro lado do laguinho que tinha ali.
E depois fomos andar de buggy e o cara que tava pilotando o buggy ainda perguntou pra gente: "Com emoçao ou sem emoçao?" e todo mundo que tava la escolheu sem emoçao.
Foi bom e o cara falava que ia passar no paredao, que ia passar nas curvas, tudo o que ele ia fazer, ele descrevia e eu fiquei ali imaginando estar junto com o Sandro e ele me segurando, tentando conter o meu medo.
Porque coragem eu achava que ele tinha de sobra.
Eu adorei e fui pra praia onde os meus pais ficaram e eles estavam la sentadinhos assim como eu os deixei na hora que eu fui.
Na verdade, eu me preocupava muito com eles, porque eles ja estavam cansados e com a idade avançando, cada vez mais a idade avançando mais.

terça-feira, 8 de março de 2011

Ou melhor... Quase sempre...
E naquele dia mesmo, no alto daquela serra, vimos uma mulher trabalhando com a rende de bilro, eu nao curtia muito esse bordado, coisas lindas eram feitas, mas o que eu gostava mesmo era da renascença.
E a minha mae ficou olhando e perguntando como era, se era muito trabalhoso ou nao e a mulher explicando tudo com muita atençao, sentada numa cadeirinha e falando e fazendo o trabalho ao mesmo tempo.
No dia seguinte, nos fomos para um outro passeio com outro guia turistico.
E aquele passeio eu curti pra caramba, fomos num local parecido com um clube, com piscinas.
Adorei a piscina, ficamos la um bom tempo, enquanto o guia ficava la falando com o pessoal, aquele tambem tava parecendo com o do dia anterior.
Hoje em dia, se fossemos fazer isso, realmente eu tenho certeza que eu nao estaria aqui pra contar.
Porque hoje o perigo esta imenso e intenso.
Tinha uma moça bem proxima de mim, loirinha, bem clarinha, so que com um corpao e eu logo pensei na possibilidade do Sandro querer ficar com ela, essa estava de biquini.
Depois que fomos pra piscina, nos trocamos e fomos almoçar, tiramos muitas fotos daquela bela piscina.
E eu sempre junto com a minha mae.
Sempre sorridentes, e o meu pai falando com todo mundo, como sempre.
E eu sempre dando gargalhadas, com aquelas brincadeiras dele.
E a comida tambem era maravilhosa, muito boa mesmo, e a minha mae adorou, nao era de qualquer coisa que ela gostava nao, e nem tampouco em qualquer local que ela comia.
Chegamos bem mais tarde em Natal e tinha um hotel la que hoje fechou e que eu me hospedei la seis anos mais tarde.
O hotel chamava - se Tres Reis Magos, muito chique mesmo.
Recebiam muita excursao e tambem as pessoas que iam la eram muito bem de vida.
E tinha uma boate que fechou, começou o fracasso pela boate e o meu pai me pegou olhando pra dentro da boate, pelo buraquinho que tinha la na porta e eu fiquei com vergonha depois.
Afinal de contas, nos meus vinte e tres anos, eu nunca havia entrado em uma boate, se bobeasse eu nao tivesse arrumado as minhas amigas pivetinhas, que eu tenho amizade com duas delas ate hoje, nem em uma discoteca eu tinha ido.

segunda-feira, 7 de março de 2011

O meu pai e bem facil de fazer amizades, como e facil de fazer amizades tambem.
Eu me lembro que fomos passear pela orla maritima e aquela orla maritima, na epoca, tinha tudo de especial pra mim, pois me lembrava sempre de poesias, porque a pessoa que eu conhecia ha tantos anos atras ate fez poesia para a cidade de Natal e isso eu acabei memorizando bem, pois ele falava que la a praia era tao rasa que a gente andava, andava e nunca encontravamos o fundo e eu me apaixonei pelo local.
Aquela bagunça na beira da praia, os turistas passeando, era tudo de bom...
E eu vi muitas barraquinhas de artesanato, muitas pessoas bonitas, ate as prostitutas de la eram bem diferentes daquelas horrorosas de Fortaleza, elas nao eram tao vulgares, e eram bem mais bonitas e delicadas, com peles bem tratadas, roupas bem bonitas, nao andavam pra se aparecer e tinham muita presença.
Realmente o lugar era maravilhoso...
Fomos passear pela orla de carro, à noite, junto com um guia turistico que nos mostrou varios bares, um mais lindo do que o outro.
Tinha um barzinho, cujo qual eu nunca fui e nem nunca vi em lugar algum, bem proximo à praia, que chamava - se Charlie Chaplin, que era maraviolhoso, segundo o que eu vi, ali as pessoas mais jovens, mais ou menos da minha idade, na epoca, talvez ate mais novas, de grana no minimo, ficavam conversando e tomando sucos, comendo petiscos, bebidas.
E todas as pessoas que estavam ali eram jovens e lindas.
Talvez essas pessoas nem ligassem para o Sandro e nem tampouco passariam perto dele, ate mesmo aquelas prostitutas chiques e bonitas.
E eu sempre sonhando acordada...
Ficamos la alguns dias, almoçando nos self services da vida e olhando a beira da praia, indo pro hotel descansar e sempre passeando pelo centro da cidade.
Tambem passeamos em um local, juntamente com um homem de taxi que nos levou para um restaurante delicioso chamado Panela de Barro, dali de cima dava pra se ver os golfinhos proximos à Barreira do Inferno, onde se faziam os testes para futuras viagens para a Lua, segundo a explicaçao do guia.
E eu me encantei com a comida do restaurante, o meu pai gastou muito dinheiro tambem e o cara era muito legal mesmo, falava um pedaço da historia pra gente do local e eu me diverti muito.
E ele ganhou tambem um prato delicioso, todos feitos na panela de barro e vinham nas tigelas de barro tambem e o meu pai falou que ele nos levou ate la somente pra ganhar a comida e que ele era bastante espertinho tambem.
Mas a comida estava gostosa, o que o meu pai tinha que ficar criticando, às vezes eu nao o entendia.

domingo, 6 de março de 2011

E continuo achando ate hoje...
E chegamos a Natal, e ja tinhamos um hotel la, esquematizado, pelo menos o que nós nos hospedamos no ano anterior, o Marina Hotel, eu odiei aquele lugar, gostei de um hotelzinho beira mar que ficava bem na costa, onde dava pra se ver as ondas do mar batendo bem nas rochas vizinhas ao quarto, dava uma tremenda vontade de estar com o Sandro la naquele hotelzinho maravilhoso e confortavel demais...
Ja no Marina, aquelas mulheres morenas que ficavam de saia curta, gordas e mal feitas de corpo so falavam de forró.
Coisa que eu mais detestei na vida.
E eu e minha mae tinhamos bronca daquele hotel, pois eles enganavam aos turistas, mostrando uma realidade, e no final era outra, completamente diferente daquela realidade que eles mostravam.
Mandavam pras revistas de turismo, que tinha frigobar nos quartos, televisao, ar condicionado e no fim tinham que devolver o dinheiro das reservas dos turistas, porque os turistas chegavam la, com seus pacotes prontos, olhavam o hotel e exigiam a grana de volta, tudo por causa do filho do dono que fazia propaganda enganosa do hotel.
E quem caia nessa era trouxao, e a gente era obrigado a ir la ver se tinha vaga.
E o meu pai devia gostar de la devido àquelas vagabundas que ficavam la, todas indecentes, na porta do hotel, que tinha uma recepçao nada agradavel, bem feinha pro meu gosto.
Eu nao me sentia a vontade la, por sinal, nem eu e nem a minha mae.
Mas acabamos achando aquele hotelzinho la e ficamos os quatro dias que se passaram la na cidade de Natal e dessa vez o meu pai fez um passeio na praia do Cumbuco e eu andei de buggy.
Fomos à praia e eu achei uma delicia, afinal de contas a minha mae ate me defendeu, falando que bem que o meu pai podia marcar pra ficar mais tempo la em Natal, que era a cidade que eu mais gostava.
Mas nao...
Mais tempo era em Maceio, e a minha mae perguntou o "Por que ele nao mudava o roteiro, so ficava mais tempo la em Maceio..."
E ele falava que era porque ele gostava mais de la, afinal de contas era a terra dele.
Iamos passear na praia à noite, e o meu pai sempre falava daquela mulher que encontramos no Zen Praia Hotel e falava que ela comentou que às vezes ate a gente que é mulher casada pensa coisa errada fora dos maridos, porque nao os outros nao pensarem tambem?
E ele falava quando se lembrava e dava tremendas gargalhadas.

sábado, 5 de março de 2011

Mas quem eu queria que me desse os parabens, nem se importou, quando ficou sabendo que eu tinha entrado na faculdade.
Mas ate ai tudo bem... Eu tava em Fortaleza, curtindo as minhas ferias e ele, no minimo tava sabendo da minha viagem, porque todos os passos que eu dava, eu contava para o pessoal da rua dele, porque eu ja sabia que eles iam falar pra ele.
E eu gostava de falar e de que ele soubesse da minha vida.
Porque pra mim isso era muito importante.
Ai o casal foi acompanhando - nos de longe ate o aeroporto, e eu ate que tava querendo dar uma voltinha la, mas com medo de louca pra ir, ate que a minha mae, sorridente falou que eu deveria ir.
E eu fui, morrendo de medo mais fui ao buggy.
Fiquei sentada atras, e o homem dirigia devagarzinho.
E eu, sentada ali, de calça jeans apertada, como usava na epoca, e um trapezinho azul ceu de marca, da Print Hip ou da Artmanha, nao me lembro no momento.
E a calça nao era de marca nao, mas o trapezinho era...
E eu ate que gostei de estar la, andando no buggy, e o casal era muito bacana e se despediram da gente, e fomos rumo à Natal, trocamos endereço e telefone e o casal nos prometeu de nos chamar pra irmos ate a casa deles e nós nos comprometemos de retribuirmos a visita.
Mas so que o meu pai nunca trocou o sofa pra podermos chama - los e fazermos um almoço pra eles, porque minha mae falou que era so quando trocasse o sofa, que chamaria o casal pra comer em casa.
Porque ela tinha vergonha daquele sofa velho que tinhamos em casa, e nao eramos tao pobres assim...
E é verdade mesmo...
Eu nunca precisei de trabalhar pra me sustentar, pois o meu pai sempre me sustentou e agora ele ia ate pagar a minha faculdade...
Coisa que eu nao queria, mas nao tinha como...
Eu planejava isso no ano anterior, que eu iria trabalhar pra poder pagar, pois eu queria ser independente pra poder sair à noite, e dançar na Toco e na Overnight, as duas discotecas mais badaladas de Sao Paulo, que por coincidencia ficavam na zona leste de Sao Paulo, bem onde eu resido ainda no momento.
Nos despedimos de Fortaleza prometendo pro casal que iriamos almoçar na casa deles quando chegassemos em Sao Paulo.
Rumo a Natal, a cidade mais bela do Nordeste...
Pelo menos o que eu acho, né?

sexta-feira, 4 de março de 2011

Nao sei se a mulher morreu, mas eu acho que no minimo e eu perguntei pra minha mae se o cara era parente dela e a minha mae disse que podia ate nao ser, pois ha pessoas que se doem pelo que acontecem com as outras.
E aquele casal?
Ah... O casal...
Eles nao se aguentaram e vieram se apresentando, depois do cafe da manha, a mulher, muito simpatica e muito doidinha, assim como eu sou agora, de voz fininha como a minha sempre foi, parecia ate uma criança.
Simpaticos, tanto ele como ela, nos cumprimentaram e ela falou que tava olhando tanto pra gente porque o meu pai parecia muito com o pai dela e o marido dela disse que a minha mae parecia muito com a mae dele.
Olha so que coincidencia...
Às vezes eu ate penso que ele nao queria ficar atras, ja que o meu pai era muito parecido com o pai dela.
Eu nao sei tambem, se ele falou isso pra minha mae ficar feliz, pois era muita coincidencia, a mae dele ser parecida com a minha.
Entao ele pediu pra minha mae deixar ele abraça - la e dar um beijo na testa dela pra ele matar a saudade da mae dele.
E ela sorrindo acabou consentindo e ele assim o fez e eu fiquei feliz por isso e faltava pouco pra gente ir pra Natal, que foi e sempre sera a cidade que eu mais gosto, tirando a minha, e claro...
E a mulher falou que ia levar umas roupas na lavanderia e se eu nao me engano, eles tinham um casal de filhos, ou dois filhos, ou era um menino so, uma coisa assim, nao me lembro bem.
E depois a minha mae comentou que ela tambem podia fazer isso, pois era ela quem lavava as roupas la no hotel mesmo e as colocava pra secar ali mesmo no quarto, bem nas beiradas das camas.
Ficava que nem um varal.
E a mulher ficava falando, toda entusiasmada, da lavanderia pra minha mae e eu somente escutando.
" - É logo ali, a senhora sabe ir? Na mesma calçada, e so ir ali, levar as roupas e deixa - las la, marcando um horario pra buscar, e claro..."
E eles tinham ate alugado um buggy, eu nunca tinha andado no tal buggy, tambem eu sempre fui medrosa, nunca tinha andado nem de bicicleta, Deus me livre!!!
Morro de medo ate hoje...
E a minha mae falou toda orgulhosa que eu tava fazendo faculdade, ou melhor: Que eu ia começar a faculdade.
E a mulher ficou feliz e me cumprimentou, me dando os Parabens e eu fiquei feliz e satisfeita.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Gente que nao faz nada pra denegrir a sociedade.
Mas, enfim, cada qual com seu igual, cada qual pensa como quer e fala o que pensa.
No ano anterior ja haviamos pisado la e o meu pai quis fazer a mesma rota, porque ele havia gostado do lugar.
E eu, o unico lugar que eu havia gostado mesmo foi a cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte.
La tambem tinham prostitutas, mas elas eram muito mais bonitas, andavam muito bem arrumadas e maquiadas.
Eram bem mais comportadas e a gente via que elas estavam tratando desses assuntos com os caras, mas nao era tao explicito quanto em Fortaleza, que acabava sendo uma tremenda nojeira...
E la em Natal as coisas eram muito bem camufladas, e elas nao ficavam tao perto da gente, ficavam um pouco mais retiradas.
E eram bonitas mesmo...
E voltando à Fortaleza, tinha ou ainda tem, nao sei, uma tapioca redondinha deliciosa la, com queijo de minas e leite moça depois de prontas, que depois que eu comia, so ficava no banheiro porque dava uma tremenda dor de barriga.
Mas mesmo assim eu teimava em comer as deliciosas tapiocas.
Era o unico tipo de tapioca que eu gostava...
Ela vinha quentinha e era maravilhosa!!!
A fila para adquiri - la era imensa!!!
O homem ali faturava e no ano anterior era so ele, agora nesse ano corrente, pode - se dizer que quase todas as partes da praia tinha um tapioqueiro que vendia tapiocas daquele tipo.
E sempre fazendo o maior sucesso, so que a diferença, era que a dele era de primeira e ninguem reclamava, muito pelo contrario, eram so elogios...
E no decorrer dos cafes da manha que a gente tomava la no Zen, havia um casal que so ficava encarando a gente toda hora e la no Zen, da sala de refeiçao dava pra ver a avenida que corta o local, uma avenida perigosa, mais perigosa do que a Radial Leste aqui em Sao Paulo, porque os motoristas ali passavam como se fossem uns loucos...
E no ano anterior, eu vi uma mulher sendo atropelada quando eu fui jantar com a minha mae no restaurante simples que tinha la e a minha noite acabou, ate chorei, porque a mulher tava no canteiro e foi atravessar, quando o carro a pegou e a jogou no chao e o cara do outro carro gritou: " - Seu filho da puta!" e arrancou com o carro, na famosa perseguiçao com o carro que tinha atropelado a coitada da mulher, e a mulher caiu desfacelada no chao da avenida.

quarta-feira, 2 de março de 2011

E os dias iam passando e ate ai eu ainda estava viajando, e todos os dias iamos à praia, mas eu nao gostei muito das praias de Fortaleza nao, pois eram muito perigosas, ainda bem que so ficamos la em Fortaleza por apenas quatro dias.
E eu nao gostei nenhum pouco da cidade, tinha pesadelos em relaçao ao local, uma coisa muito estranha e aquele calor que parecia ate o inferno!!!
Iamos passear todas as noites na beira da praia como no ano anterior, que fomos la tambem e a beira da praia era cheia de gente, ainda mais nessas epocas de ferias.
Nao sei agora, porque faz anos que eu nao vou la, mas deve ser a mesma coisa, ou pior ainda.
E ali as putinhas se misturavam junto com os turistas e o papo era "pegar turista" e é claro, arrancar a grana deles, dos coitados dos trouxas...
Os shorts das putinhas eram bem cavados mesmo, mostrando a bunda delas.
Mas eram todas ou quase todas mais ou menos do tipo das meninas que o Sandro gostava na epoca.
Nao tinha nenhuma Miss Brasil nao, e nenhuma era de parar o transito nao, é claro...
Mas elas eram baixinhas, novinhas, bonitinhas e a maioria de cabelao, loiras, morenas, branquinhas e assim vai, pra todos os gostos e bolsos...
Tinha de todos os tipos de meninas que se podia imaginar, pra turista nenhum botar defeito.
E logo eles se iludiam pela namoradas de aluguel, que na minha linguagem e so mais um nome chique pra prostituta.
Mas se alguem falasse que elas eram prostitutas, o pau comia, alem da pessoa que falou apanhar, ainda levava um processo, porque na verdade elas eram mesmo Garotas de Programa, era assim que elas queriam ser chamadas.
Elas acompanhavam o cara, e se rolar... Rolou...
Era esse o discurso desse tipo de gente que se pode classificar como Gente de Quinta Categoria, que ainda casava e nao levava nome de puta, enquanto que a maioria das mulheres direitas levam nome de puta e depois seus maridos esquecem que as chamaram disso.
Nao gostei da cidade, porque alem da prostituiçao rolar a solta ali, o calor era demais, e alem do mais eu nao sou obrigada a gostar dos lugares, ou sou?
E eu comentei com a minha mae desse negocio das prostitutas passearem no meio da gente, assim normal, como se elas fossem gente normal, assim como a gente.

terça-feira, 1 de março de 2011

Olha que mulher besta, que mulher assanhada...
Assanhada demais pro meu gosto nao?
E assanhada demais pro gosto de todo mundo, que ficava comentando sobre ela.
Mas ela era assim mesmo, agora ta muito mais calma, nem parece aquela mulher de antes...
Ela ficava dentro dos carros dos caras, quase em frente ao comercio do marido dela, e os vizinhos sempre comentando, inclusive o meu pai, que saia por ai falando, inclusive dentro de casa.
Em uma tarde, os pais do Sandro entraram aqui na loja e compraram uma linha verde exercito de costura e logo eu fiquei imaginando que era pra costurar a roupa do Sandro que deveria ter descosturado, poderia ter descosturado bem ali na barguilha da calça dele, ne?
E a Juliana ficou me perguntando o "porque" de eu nao ter puxado assunto com eles e perguntado logo "pra que" eles foram comprar a linha de costura verde exercito, se foi a roupa do Sandro que ele usava no exercito descosturou e eu disse que na hora eu fiquei ate sem assunto, pois a minha mae tambem estava la dentro da lojinha comigo, eu acho que foi porque a emoçao foi tanta de ve - los entrar la, que eu me esqueci de falar e perguntar qualquer coisa,.
Infelizmente, porque eu deveria mesmo era ter perguntado tudo o que tinha direito e ter puxado assunto mesmo com os dois velhos, mas eu tambem nao perguntei, devido a minha mae, que estava ali atendendo os dois.
Apesar que a minha mae nunca me perguntou nada a respeito do Sandro nao, e o unico que comentava na epoca era o Miguel, que nao aceitava o fato de eu gostar de um cara que ja tinha namorada, e certa vez ele falou pra minha mae, e essa veio me dando uma enorme bronca que ficava feio eu gostar de um cara que ja tinha namorada, e era muito feito pra mim...
E eu ate acabei ficando quieta, porque nao adiantava nem discutir, ele so ficava curiando a minha vida e contando tudo que era feito e o que era faldo ali, na lojinha, na hora que a minha mae nao tava la junto comigo.
E ele chegou ate a acusar as meninas de ladronas, e a minha mae acreditava em tudo o que ele falava, porque depois ela falava um monte pra mim, por causa disso, e elas no minimo nem tinham roubado nada, mais fazer o que, eu nao podia falar nada pra elas, Deus me livre, ja tinha poucas amizades, se eu falasse entao... Ja era!!!
Ai que eu ficava sem amizades mesmo...