terça-feira, 27 de setembro de 2011

- Desidrataçao.
- Recebeu transfusao. Voce estava sendo envenenada.
- Nao.
- Seu medico em La Croix alertou o rei e a rainha...
- Nunca ouvi nada sobre isso.
- E claro que nao. O medico foi proibido de falar sobre isso com voce. Disseram a ele que voce fizera isso a si mesma, que estava cada vez mais autodestrutiva desde a morte de seu marido e que isso era mais um comportamento para chamar a atençao.
- O que?
- Um pedido de ajuda. - Demetrius passou o dedo pela lateral do pescoço dela.
Assim como na noite anterior, o toque a incentivou e o desejo retornou, trazendo de volta a lembrança do prazer. Nada se comparava àquela sensualidade em sua vida. Ninguem a tocara como se ela fosse ao mesmo tempo bonita e real, e era incrivel amar seu corpo, sua pele, sua mente.
Sua mente sempre fora sua maior força. Sua disciplina. Contudo, ele estava dizendo que o rei e a rainha achavam que ela nao era mentalmente sadia. Pior, disseram ao medico que se envenenara para chamar atençao.
Que nojo. Como se ela fosse se ferir quando tinha tanto para viver!
- Isso é ridiculo. Posso ter problemas com meus sogros, mas nao tenho nenhum desejo de deixar esta vida.
- E eu nao tenho nenhum desejo de ve - la deixar esta vida.
- Quem me envenenou, entao?
- Se soubessemos, eu nao a estaria protegendo.
Protegendo. Que termo horrivel.
- Alguma ideia? Possiveis pistas?
- A segurança do palacio de Melio esta conduzindo a investigaçao. Minha equipe esta trabalhando com eles, mas nosso trabalho principal e mante - la em segurança, e nao resolver o crime. Mas no momento temos duas teorias diferentes. A primeira, que voce é alvo por razoes politicas. A segunda, que e puramente pessoal.
- Pessoal? Como?

domingo, 25 de setembro de 2011

- Sim, mas tenho um codigo de segurança neles. Ninguem pode usa - los sem eu digitar o codigo antes.
- Posso ao menos ligar para Lilly?
- Nao... Voce esta sensivel demais.
- E para minha irma, Nicolette? Ou meu avô?
- Nao ha razao para isso. Eles sabem o necessario: o aviao caiu, houve momentos assustadores, mas voce esta em segurança comigo.
Em segurança com ele? Chantal quase se engasgou com as lagrimas que prendia. Nada em relaçao a Demetrius era seguro. Ela se despira, abrira seu corpo, quase abrira seu coraçao para ele. Como isso poderia... ele... ser considerado seguro?
- Compreendo que tenha sido contratado para me proteger, mas nao ficarei isolada de minha casa e minha familia.
- Mesmo se isso a matar?
- Que exagero.
- Quando foi a ultima vez que os Thibaudet visitaram o palacio em Melio?
- Mais ou menos ha seis meses. Foram a Melio de aviao para o casamento de Niccolette com o rei Nuri.
- Foi mais alguem de La Croix?
- Muitas pessoas. Tanto o rei como a rainha tem irmaos e irmas, assim como primos. Por que?
- Alguem proximo de voce, alguem com acesso a voce quer... ve - la morta.
Morta? Ela empalideceu, mas manteve - se firme, todos aqueles anos de treinamento foram uteis para mascarar a profundidade de seu choque.
- Sabemos de duas tentativas. A primeira foi frustrada puramente por acaso. A segunda foi quase fatal.
- Eu nao... Nao sei de nada sobre uma tentativa, e certamente nada de uma ter sido quase fatal.
- Voce ficou doente depois do casamento da sua irma.
- Fiquei gripada.
- Foi hospitalizada.
- Por um dia.
- Dois dias.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

E era seu orgulho que mais a colocava em risco.
A princesa nao sabia quando e nem como pedir ajuda.
Estava certo em te - la trazido à Rocha. Este era o refugio final, uma zona proibida a todos. Ninguem chegava de barco, aviao ou helicoptero sem sua permissao.
Chantal passou pelos comodos praticamente vazios. Enquanto ia de um comodo para outro, percebia paredes vazias, a mobilia estava escassa, nenhuma decoraçao. Nenhum retrato, livro, televisao; nada para o divertimento ou prazer.
E de repente ele estava la, silencioso. Ele a aterrorizava. Nao porque a magorara, mas porque a fez sentir tanto em Sao Tome, a ilha em que o aviao aterrizava.
- Sua casa e vazia.
- Tenho o que necessito.
- O que voce faz aqui? Como passa o tempo?

- Eu trabalho.

- Voce tem um escritorio aqui?

- La embaixo.

- E guarda - costas a muito tempo?

- Ha algum tempo.

- Voce nao parece um guarda - costas.

- Eles vem num pacote padrao?

- Ja tive guarda - costas antes.

- Eram bons?

- Ainda estou aqui, nao estou?

Ele nao disse nada. Ela nao sabia como lidar com ele. Tambem nao sabia como se distanciar. Ele nao tinha nenhum impacto sobre ela.

Mas nao era verdade.

A palavra proteçao deveria evocar segurança. Conforto. Paz. Mas ela nao sentia nada disso agora.

- Voce tras todos os seus clientes aqui?

- Voce e a primeira.

- E a falta de vizinhos?

- Gosto da minha privacidade.

- Voce ao menos tem telefones?

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O vigilante tornara - se profissional, especialista em resolver e proteger de crimes.

Sua empresa de segurança era considerada uma das melhores do mundo, e ele fez fortuna atraves do medo das pessoas, construiu um imperio com a ideia de que o que acontecera a Katina nunca deveria acontecer a mais ninguem.

- Demetrius? Ainda esta ai? - Avel Dragonouis, o especialista grego em segurança que Demetrius enviara a Melio para trabalhar com os detetives do palacio, surgiu na linha. - Desculpe deixa - lo esperando.

- O que aconteceu?

- Havia uma camera no quarto dela aqui no palacio. Nos a encontramos disfarçada em uma parede. Nao e de alta tecnologia, nao deve ser da policia nem do governo.

- Onde estava a camara?

- Posicionada sobre a cama dela.

- Um voyer pervertido, alem de tudo.

- Alguem verificou os quartos dela em La Croix?

- Ate agora o rei e a rainha tem se recusado a cooperar com nossa investigaçao...

- Nos so queremos que o quarto dela seja verificado.

- Dizem que é invasao de privacidade.

- Melhor perder a princesa, certo? Muito bem. Mantenha - me informado.

Demetrius viu Chantal nervosa, esfregando as maos no carro.

Sua cabeça estava abaixada. Mas ele sentiu sua vulnerabilidade.

Os Thibaudet precisavam ser investigados.

Antes de entrar no chuveiro, Demetrius fez mais uma ligaçao, desta vez para seu escritorio em Atenas. Era hora de começar um inquerito sobre as vidas de Phillipe e Catherine Thibaudet. Queria saber tudo sobre eles. Tambem queria saber tudo sobre Armand, seu falecido filho unico, o principe com quem Chantal se casara.

No chuveiro, Demetrius refletiu sobre tudo que sabia sobre Chantal. A mae norte - americana. A influencia em Melio. A perda dos pais aos quatorze anos. Seu relacionamento protetor com as irmas. O casamento dificil. A filha pequena. Seu orgulho.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

- Esta nao e a minha casa.

- Sera durante o proximo mes.

Mes? Ele estava louco? Esforçou - se para sair do conversivel , o lado direito do corpo com uma dor latejante. Suas costelas ardiam desde que entraram no aviao, mas a dor fisica nao era nada comparada à perda de Lilly.

- Voce nao quer dizer realmente um mes.

- Nao esta em condiçoes de lutar comigo. Mal cosegue ficar de pe.

- Estou otima.

- O medico julgara isso. Ele esta a caminho.

Dentro da casa, Demetrius subiu ate sua suite no segundo andar, verificando os recados no celular.

A maioria das chamadas nao era urgente, mas a mensagem da segurança do palacio de Melio era. Ligou para o chefe de segurança enquanto se dirigia à janela do quarto. A princesa ainda estava apoiada no carro. Parecia furiosa. Frustrada.

Ele nao a culpava. Tambem estava frustrado. Transar fora um erro. Nunca deveria ter perdido o controle. Mas a culpa nao resolveria nada.

Naqueles primeiros anos depois de ter rompido com a familia.

- A familia - , ele esperava uma bala nas costas a qualquer momento. Nao se saia da familia. Ele era o primeiro em decadas. Mas sua raiva tinha sido tao grande, sua perda tao grave que os lados opostos respeitaram sua dor e deixaram - no ir.

Naturalmente houve tentativas de leva - lo de volta "para casa" , de influencia - lo, persuadi - lo, - dinheiro, intimidaçao psicologica , ameaças fisicas -, mas Demetrius estava insensivel demais para temer a morte. E teve sua vingança e buscou sua liberdade , um trabalho de cada vez.

sábado, 17 de setembro de 2011

Fora simplesmente uma companhia. So era vista ao lado de Armand.
De vez em quando, guias e interpretes conversavam com ela quando estava sozinha. Mas quando Armand aparecia, a energia e a atençao eram voltadas exclusivamente para ele.
Para a maioria dos homens de La Croix, uma mulher devia ser vista, mas nao ouvida; devia submeter - se.
- Nao posso responder a seus medos se nao me disser o que a esta preocupando...
- Nao estou com medo.
- E nao posso ajudar voce se nao me disser do que necessita.
Ajuda - la? Como poderia? Ele era um homem.
- Chegamos - disse Demetrius, estacionando na frente de uma casa alta completamente simples.
O ar travou em sua garganta. Nunca vira uma casa tao simples em sua vida. Como ele podia viver aqui? Parecia um hospital.
Ou uma prisao.
Demetrius desligou o motor.
- Bem vindo à sua nova casa.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

As ilhas gregas deveriam ser bonitas. Isto era um pedaço de rocha preta no meio do mar.
Momentos depois, o jato pousou na menor pista de decolagem imaginavel e, quando desceram do aviao, entraram em um Mercedes conversivel escuro com Demetrius ao volante.
- Estamos quase em casa.
- Uma casa de verdade?
- Com encanamento interno. - Ele riu.
Mas ela nao estava feliz. A ultima coisa que gostaria de fazer era rir.
- Quando posso ligar para minha filha?
- Nao pode.
Ele nao podia impedi - la de se comunicar com a propria familia. Nao tinha esse poder.
- Voce esqueceu, Demetrius, que trabalha para mim.
- Na verdade, prinecesa, trabalho para o sultao.
- Ele nao vai aprovar a maneira como esta me tratando.
- Ele conhece meus metodos.
- Eu nao teria tanta certeza assim.
- E meu povo tambem conhece. Nao pense que eles te emprestarao um telefone, um barco ou um aviao.
- Seu povo?
- A Rocha e meu mundo. Tudo nesta ilha e parte desse mundo, o unico em que confio. Aqueles que vivem aqui trabalham para mim.
- Tem certeza de que nao os possui?
- Claro que nao. Eles nao sao objetos. Mas possuo a lealdade deles. Sao meu povo.
Como sabia que podia confiar nele? Podia ser ele a ameaça.
E se nao tivesse sido realmente contratado pelo sultao? E se trabalhasse para outra pessoa? E se...?
- Se existe algo em sua mente, diga.
Dizer isso? Perguntou - se silenciosamente, pensando no passado. Tinha perdido muitos anos em silencio.
Foram anos e anos sendo educadamente ignorada. Em La Croix, nunca fora uma mulher, muito menos uma princesa real.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

- E ela vai sentir sua falta, mas é melhor mantermos voce segura.
- Quando seu aviao chega?
- Logo.
- E seu aviao vai me levar para La Croix?
- Nao vamos voltar para La Croix.
- Nao vou para casa?
- Nao imediatamente.
- Minha filha está em La Croix.
- Eu sei. Mas nao estamos indo para la.
- Para onde estamos indo, entao?
- Para a Rocha.
- A Rocha?
- Minha ilha.
- E Lilly?
- Estará segura em La Croix com sua familia.
A familia de Armand. Ela conteve um arrepio. Nao queria estar aqui quando a proxima tempestade caisse. Poderia nao sobreviver a outra tempestade com Demetrius Mantheakis.
- Minha filha devia estar comigo.
- Ela estara.
- Eles nao a deixarao sair do pais. Parte do meu... contrato... como princesa é que eu posso sair, mas Lilly, que herdara o trono, deve permanecer. Ela é a unica herdeira de La Croix.
- Por enquanto ela permanecera com a familia do pai.
- Eu preciso dela.
- Voce estara com ela de novo. Quando for seguro. Para as duas. Voce nao acredita que esta em perigo, nao é?
- Nao.
- Mas esta.
- E quando chegarmos em sua ilha...?
- Eu serei capaz de mante - la segura da minha maneira.
- Sua maneira?
- Meu povo, minha ilha, meu controle.

Ele chamava isto de ilha?, perguntou - se Chantal, inclinando - se no assento para ver a terra abaixo deles.

domingo, 11 de setembro de 2011

- Por que?

- Voce esta em perigo.

Não. Não estava. Que absurdo.

- Alguem teria me dito alguma coisa. Minha irma... meu avo.

- Tenho vigiado voce a duas semanas, princesa.

- Duas semanas?

- Em todo lugar que voce estava eu tambem estava.

- Nos desfiles de moda?

- Nas recepçoes e coqueteis.

- No cafe da manha no hotel?

- Sei exatamente qual e o garçom de quem voce falou.

- Por que acha que estou em perigo?

Mas antes que ele pudesse responder, houve um barulho alto. O jato que havia pousado ha quinze minutos estava levantando voo.

Por um longo momento ela olhou fixamente a barriga do jato branco.

Tomada pelo panico, ela gritou.

- Não. Não sem mim!

Correu atras do aviao ao longo da praia. As lagrimas encheram seus olhos ao ver o jato se afastar no ceu azul.

Queria ir para casa. Precisava. Nunca tinha estado longe de Lilly por mais de uma semana. Aquele era seu limite. Tinha deixado claro desde o começo que cumpriria seus deveres reais, mas nunca deixaria a filha por mais de uma semana.

Deveria ter chegado em casa na noite anterior. Este era o oitavo dia.

- Meu jato pousara logo.

- Eu queria estar naquele aviao. Voce nao tem ideia de quanto eu sinto falta de Lilly.

Ela estava errada sobre uma coisa, pensou ele, prestando atençao à brisa soprando seus cabelos. Ele sabia o quanto ela sentia falta da filha. Perdera a esposa e uma filha. E nunca deixara de ter vontade de ve - las, toca - las, abraça - las mais uma vez.

Fizera muitas barganhas com Deus, prometido seu coraçao, seu lar, sua alma se Katina e a filha pudessem ser poupadas.

Deus, ele aprendeu, nao fazia barganhas.

- Sinto falta dela.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

- Nao é o nosso aviao - repetiu.

- Me solte.

- Assim que voce se sentar.

- Nao quero sentar. Quero ir junto com minha equipe no aviao.

- Estamos esperando um aviao diferente, princesa.

- Acho que voce nao me entendeu. Demetrius. Nao quero esperar outro aviao. Quero este.

- Sinto muito.

Ela puxou o tornozelo com força.

- Chega. Pare com esse jogo agora. Eu quero ir.

- Voce nao pode.

- Voce esta começando a me assustar.

- Nao tenho nenhuma intençao de assusta - la. É meu trabalho protegê - la. Sua segurança é meu interesse número um.

- Por quê? O que quer dizer?

- Você não tem idéia de quem eu sou, tem?

- Não. - Havia muito mais que queria dizer, mas tinha aprendido a só fazer as perguntas mais urgentes, só lutar as batalhas mais essenciais. Certamente, esta era uma dessas batalhas. - Quem é você?

- Sua sombra.

- Minha sombra? Como... um guarda - costas?

- Exatamente.

- Eu não contratei você.

- Não.

- Então...?

- Seu cunhado, rei Nuri, me contratou...

- Malik?

- Com a bênção de seu avô.

- Acho que o calor está me fazendo mal. Eu não entendo. Nada que você está dizendo faz sentido...

- Então não está escutando.

Ela precisava de um banho. A areia e o mar cobriram sua pele. O calor e a umidade também não estavam ajudando.

- Então diga outra vez.

- Sua família me contratou para protegê - la.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

- Obrigada - disse ela com rigor e se afastou. Ficou feliz por parecer tao calma quando por dentro sentia - se exaltada mais uma vez.

Como alguns homens sabem exatamente o que fazer? Armand, com toda a experiencia, nunca lhe proporcionara prazer algum. Como podia ter tido a noite mais sexual de sua vida com Demetrius aqui na praia?

- E as calcinhas? - perguntou ele.

Chantal ficou gelada e quente ao mesmo tempo.

- Posso ajuda - la. - lembrou a ela.

- Por favor. Isso foi um erro, sr. Mantheakis.

- Acho que deixamos as formalidades para trás, Chantal.

A maneira como ele disse seu nome produziu outro arrepio quente.

- Voce pode vestir suas roupas, por favor?

- Claro, princesa.

- O que exatamente voce faz?

- Tenho meu proprio negocio.

Ela tentou imaginar que tipo de negocio.

- Voce é bem sucedido?

- Bastante?

- E tem sua propria ilha?

- Tenho.

Chantal ouviu um som ao alto, um distante zunido de motor.

- Voce ouviu isso? - perguntou, fazendo uma busca pelo céu azul. Nao esperou a resposta. Levantou - se, pressionando o braço ao lado para manter as costelas e os musculos em volta imobilizados.

De repente, um aviao surgiu atras das arvores altas da floresta tropical. Chantal deixou escapar um grito de alivio.

- Eles nos encontraram!

O aviao sobrevoou a ilha. Planou e fez uma aproximaçao final.

- Vamos. Ele esta aterrissando.

- Nao e o nosso aviao.

- E um aviao de resgate. Esta bem. Fique aqui. Eu nao me importo.

Ele estendeu o braço, envolveu o tornozelo dela e a segurou.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Demetrius estava irritado. Não tinha o direito de estar irritado.

Sabia que a noite anterior fora a única vez, que nunca perderia o controle de novo e, no entanto, saber isso em nada facilitou as emoções quentes dentro dele.

Tinha estado vigilante por tanto tempo que não pensava que poderia se importar com as pessoas, as necessidades e os sentimentos. Isso era um erro. As emoçoes atrapalhavam seu trabalho.

- Como estão as costelas?

Seu corpo enrijeceu. Era impossível esquecer como ela ficara debaixo dele. Estava pronto para fazer tudo outra vez, para senti - la se contorcer e gritar de prazer.

- Muito bem. Você se importa em virar? - perguntou friamente.

Ele rangeu os dentes. Ela realmente achava que ele nao vira tudo? Que não tinha memorizado cada curva de seu corpo?

O coração de Chantal se apertou quando Demetrius ficou de pé.

Como ela poderia ter caído assim em seus braços?

Ele era enorme. Musculoso. Intimidador.

Quis desviar os olhos, mas era tarde demais. Tinham ficado... íntimos. Muito.

Com ele de costas, ela se esforçou para tirar a blusa outra vez, gemendo no esforço de tentar fechar o sutiã. A cada levantar do braçom a dir a atravessava. Piscando para evitar lágrimas, tentou novamente.

- Basta. É um absurdo não me deixar ajudá - la. - Fechou o sutiã.

- Nao quero sua ajuda.

- Que pena. - Abaixou - se e pegou a blusa para ela.

- Voce não devia... - Nao podia recrimina - lo. Deixaria aquilo acontecer. Pior, desejara aquilo tudo.

Ele abotoou a blusa para ela, ajudando - a a se vestir.

sábado, 3 de setembro de 2011

Sua expressão estava fechada. O que estava pensando? Ela queria correr, mas não havia para onde ir. Foi até ele.

Ao chegar perto, viu o sutiã e a calcinha na mão dele.

- Por favor - pediu, a mão em um gesto imperial - Obrigada - rangeu, lágrimas de vergonha tomando seus olhos.

- O prazer é meu. Princesa.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A tempestade acabara. Devia ser de manha, mas Chantal não queria abrir os olhos. Não queria acordar até Demetrius ter ido embora. Mas ele não se movia. Estava deitado junto a ela, as mãos sobre seu quadril nu.

Passara a noite nos braços dele. O amor que fizeram foi intenso, explosivo.

Estivera desejosa durante anos.

Sentia dor. Mas forçou - se a ficar de pé. A tempestade destruíra o abrigo.

Mancando ao longo da praia, Chantal procurou suas roupas e tentou fingir que não estava nua.

Fizera sexo com um desconhecido.

Não apenas uma vez, mas duas, três vezes.

Quem diabos era ele? Não sabia nada sobre esse homem. Poderia ser um repórter. Um amigo de seu sogro. Poderia ser casado. Poderia ter uma infecção.

Poderia estar grávida.

Fizeram sexo sem proteção. Três vezes.

Nunca fora muito fértil - ela - ela e Armand transaram sem proteção por um ano antes de Lilly ser concebida - e não devia estar nessa fase do ciclo.

Além disso, muitas transavam sem proteção e não engravidavam. Era quase impossível.

O que foi feito, estava feito, lembrou a si mesma. Não fique histérica. Pegue suas roupas. Vista - se. Saia daqui.

Procurou as roupas e avistou - as na praia, molhadas, enlameadas. A arrebentação deve tê - las carregado e depois trazido de volta. As roupas estavam frias, úmidas e cheias de areia, mas Chantal vestiu a blusa assim mesmo e entrou na saia curta, agora manchada.

Aflita, Chantal deu as costas para o oceano e congelou. Demetrius estava acordado, olhando para ela.