terça-feira, 30 de agosto de 2011

Havia muito tempo que tinha estado com uma mulher assim.
Não estava celibatário desde que a esposa morrera, mas não sentia nada com ninguém há tanto tempo que a emoção era atordoante.
Sentiu os seios de Chantal, sentiu o corpo dela tremer debaixo do dele, os quadris se erguendo, beijou - a mais uma vez.
Paz, pensou ele, os lábios separando os dela, a língua movendo - se pelo interior macio e entumecido do lábio, provando sua boca e a quentura e a humidade dentro dela. Não tinha paz a anos.
Perdera a família, a esposa, o círculo de amigos.
Perdera tudo quando percebera que não poderia continuar a tradição dos Mantheakis, pois ser um membro da família, co clã, o estava matando assim como matou sua esposa.
Tinha de desistir de algo.
Então desistiu do passado, do futuro, da alma. Mas agora, aqui, com a princesa, não estava tão desconectado. Quase sentia - se vivo novamente.
Fizera sexo inúmeras vezes nos últimos anos, mas nunca fizera amor.
E de alguma forma queria fazer amor com a princesa que parecia quase tão sozinha quanto ele.
Ela o estava fazendo arder. Sentia - se como um jovem apaixonando - se pela primeira vez. Mas não era amor. Era medo. Era alegria. Era gratidão por sobreviver a mais um dia.
Queria dar a ela tudo que havia negado às mulheres que haviam passado por sua vida desde que Katina morrera.
Sentiu a princesa respirar rápido quando a mão dele acariciou seu quadril. Era tão esbelta, delicada, e ele a puxou para perto, os seios macios contra o peito dele.
Ergueu brevemente o corpo, posicionou - se entre as pernas dela e sentiu o corpo buscá - la, procurando seu calor, e sentiu sua maciez, a maneira como seu corpo cedia.
Deslizou as mãos por entre suas pernas para sentir se ela pronta para ele, e estava. Seu corpo estava quente, molhado, desejoso. Isso era certo?, perguntou - se, enquanto a beijava.
Quando a penetrou, movendo - se com cuidado para não machucá - la, sentiu algo dentro dele se romper, uma pequena lágrima, e soube que cometera um enorme erro tático. Esta não era uma mulher que ele poderia ter. Mas também não era uma mulher que ele poderia esquecer.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

- O que há de errado?

Ela balançou a cabeça, com medo de falar. O que estava acontecendo com ela? Por que ela estava desmoronando agora?

- Venha cá.

No círculo que seus braços formavam. Chantal sentiu emoções opostas. - medo e necessidade.

- As princesas não podem chorar - disse ele.

- Eu sei. Regra número um.

- Qual é a regra número dois?

- Não fazer nada em público que possa envergonhar a família.

- Isso é um aviso?

- Não. Apenas uma regra.

- E isto é público? - Estavam no meio do nada.

- Não sei mais.

- Não há ninguém aqui. Apenas nós. O mar. O céu.

- E a tempestade.

- E seu medo. - completou ele.

- E meu medo - repetiu, o coração acelerando.

- Por que está com medo?

- Eu não faço... isto.

- Isto? Por que não?

- Não é permitido.

Sentiu a respiração quente e a textura dos lábios dele - a boca firme e tranquila. Fazia tanto tempo desde que beijara alguém que nem se lembrava como era, mas não conseguiu se afastar.

Ele a beijou muito lentamente, e sua boca estremeceu contra a dele, seus nervos se retesando, suas emoções à flor da pele.

- O que faço? Não sei o que fazer...

- Eu sei.

Sentiu o corpo grande e rígido dele deitar - se sobre o dela, sentiu o torso, os braços, as pernas. Seus ombros a cobriram, os quadris aninhados nos dele.

Demetrius conteve o peso nos braços, ciente de suas costelas frágeis e da dor que ela sentiria se ele soltasse o peso do corpo sobre o dela.

sábado, 20 de agosto de 2011

Ninguém a fez sentir assim em anos.

Nenhuma mão em seus seios, nenhum dedo nos quadris, nenhuma exploração cuidadosa. E agora este homem, as mãos dele, a escuridão e o calor, a tempestade à sua volta.

- Isso doeu?

- Não. - Chantal pensou em tudo que perdera nos últimos anos.

Amor. Fazer amor. Sexo.

Talvez o sexo seja superestimado quando se tem, mas ao eliminá - lo, o corpo deixa de se sentir um corpo real. Limite o corpo a realizar apenas tarefas essenciais e a vida começa a se exaurir. Os corpos têm nervos, pele, espírito, um coração e uma imaginação infinita...

- A outra perna.

- Não.

- Estou quase acabando.

- Não está machucado - sussurrou ela.

Mas ele não tinha pressa. Nem um pouco.

Ela não devia precisar.

Não devia querer.

Nem sentir.

Finalmente a mão dele envolveu a coxa e começou a subir.

Chantal soltou uma respiração desigual, e depois outra, desconcertada por tudo que acontecera nas últimas horas.

Não devia tê - lo deixado tocá - la. Não devia responder ao toque.

- Você está muito machucada. Quebrou algumas costelas. Mas acho que isso é o pior.

Ele era homem. Era diferente dela. Em tudo.

- Você disse que era grego - comentou, fechando a blusa.

- Sim.

- Você vive lá? - Tremia tanto que mal conseguia abotoar a roupa.

- Sim.

- Em Atenas? - Ele começou a abotoar a blusa dela.

- Possuo minha própria ilha perto de Santorini.

Chantal achara que o exame tinha sido difícil. Mas o toque suave dele abotoando a blusa era pior. As lágrimas vieram aos olhos.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O calor da mão dele parecia explosivo.
Chantal engoliu ar, a cabeça girando ao contato inesperado.
Havia tanto tempo que ninguém a tocava. Nos últimos anos, só Lilly. Os abraços de Lilly.
Oh, Deus, ter trinta anos e ser tão solidária...
Ser uma mulher e não se sentir uma mulher.
- Relaxe. Não vou machucá - la.
- Eu sei.
Com os olhos fechados, quase pôde imaginar uma vida que nunca tivera. Pôde se ver esposa de alguém com uma linda casa com cortinas azuis e vista para o mar. Entrou no devaneio e não pensou em mais nada.
- Desabotoe sua blusa, princesa.
A voz dele embalou seus sentidos. Ele esperava obediência.
Esperava que ela fizesse extamente o que dissera.
- Vamos, princesa. Ou eu desabotoarei.
Ela tremeu e levou as mãos ao primeiro botão. Não conseguia acreditar que estava realmente desabotoando a blusa. Onde estava sua cabeça? O que estava acontecendo? Como podia ter perdido o controle? E mesmo assim não parou.
Ele não se moveu. Não olhou para os seios dela.
Ela se agitou ao toque investigativo dele. A sensação era vigorosa, quente. Chantal sibilou.
- Isso dói?
- Está... sensível.
- Recostou - se. Estou preocupado com suas costelas.
Sentia arrepios. O toque dele era quente e a deixava em alerta.
O que estava acontecendo dentro dela, em volta dela, com o mundo? O céu escuro agitava - se, ouvia - se o estrondo de um trovão e um som mais profundo refletiu de uma extremidade a outra do céu.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Inconscientemente cruzou os braços sobre o peito, com medo, tremendo, arrepiada por que? Por causa do olhar de um homem?
Ninguém a tocara nem olhara para ela desde que Armand morrera, e quando estavam juntos, ele não era muito... delicado.
Armand casara - se com ela para criar uma aliânça política e econômica e, embora os países tivessem se beneficiado, Chantal falhara.
Fora pior do que imaginara. Não era a vida que pensou que teria. Era a mais velha, a mais corajosa, a mais segura de si. Ela ia fazer as coisas funcionarem para as irmãs, os avós, o povo de Melio. Poderia fazer qualquer coisa, ser qualquer coisa e... falhara.
Estava errada sobre tudo.
Armand não a amava. Nem tentou amá - la. Ela era qualquer coisa exceto o que ele realmente queria.
Pobre Chantal, pobre princesa desiludida vivendo na torre.
A mão de Demetrius se posicionou no meio das dela, e depois a palma quente e firme envolveu seu ombro.
- Sua blusa, princesa, agora.

domingo, 14 de agosto de 2011

Evitou olhar para o peito dele e fixou o olhar nos músculos das coxas.
- Se pudesse desabotoar a blusa, princesa.
- Sr. Mantheakis.
Ele não respondeu. Estava esperando. Era paciente. Muito paciente.
Chantal ficou em pânico, sentindo que perdera poder.
- Não vou tirar minha roupa.
- Só estou pedindo que desabotoe a blusa. Você não está nua por baixo dela. Está usando um sutiã.
Nua. Sutiã. Blusa. Era sobre o corpo dela que estavam conversando, suas roupas, sua privacidade.
- Sim, mas...
- Preciso desabotoá - la pra você?
- Não se atreva. Não tem o direito... - Ela parou, assustando - se quando as mãos dele a tocaram, os dedos roçando a curva dos seios. - Pare!
- Não estou a fim de discutir.
- Afaste - se.
- Quieta.
Ela ficou boquiaberta. Meu Deus, outro Armand. Esses homens arrogantes e rudes estavam por toda parte. Bateu na mão dele.
- Posso ser uma princesa boba de trinta anos, mas não sou uma idiota. Não tem de tirar minha blusa para verificar se quebrei algum osso. Pode muito bem examinar por cima da blusa.
- Estou procurando contusões profundas.
- Muito obrigada, mas tenho meu próprio médico em La Croix.
- Vamos ficar aqui a noite inteira, talvez amanhã o dia inteiro. Não podemos esperar até La Croix. Agora, por favor, desabotoe a blusa. Prometo que não vou perder o controle.
- Não zombe de mim.
- Estou falando sério.
- Não estou acostumada a me despir em público.
- Entao pode relaxar. Isto é privado.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

- De jeito nenhum.

- Não vai doer.

- Quero voltar ao avião.

Tentou se levantar com força quando sentiu o calor do corpo dele através da camisa, as partes duras de seu peito contra as costas dela.

- Deixe - me ir.

- Não vou machucá - la.

A voz grave lhe deu um calafrio e ela sentiu um soluço no peito. Ele era tão mais forte que ela.

- Não tem o direito de me tocar.

- Você está dificultando tudo.

Ela fechou os olhos e virou o rosto, a face roçando no peito dele. Sentiu o músculo do ombro, a quentura da pele e a batida firme do coração.

Ele era forte. Muito forte. Passou pela cabeça dela que nada ultrapassava essa parede de braços. Ele era poderoso. Como os antigos guerreiros e conquistadores gregos que fundaram a civilização.

- Por favor, me deixe ir.

- Depois de me certificar que não há outros ferimentos.

- Não há nenhum. Acredite em mim.

- Não acredito em sua palavra, princesa. Desculpe.

A respiração dela estava mais acelerada, e Chantal olhou para ele ao abrir os olhos, percebendo as linhas duras de seu rosto.

Sabia que ele não era alguém com quem queria negociar.

- Não quebrei nada.

- Tenho de checar mesmo assim...

- Não. Não, não, não e não. - De jeito nenhum deixaria as mãos dele percorrerem o corpo dela. - Eu saberia se tivesse machucado algo.

- Você não sabia que estava sangrando.

- Achei que era a chuva.

- Exatamente.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Ele encontrou um local na praia de que gostou. Ficava de frente para a água, tinha uma duna alta atrás e oferecia uma vista não obstruída da floresta e da clareira. Se alguém se aproximasse, ele veria.
Reunindo alguns galhos caídos, ele montou um minialpendre na areia. Não levou muito tempo para montar o abrigo, mas quando terminou, nuvens negras de tempestade tinham praticamente obscurecido a lua branca.
- Vai chover.
Ele a viu se arrastar cautelosamente para o alpendre, os lábios contraídos, o rosto concentrado. Sentia dor.
Sentira que ela estava tensa quando a erguera alguns minutos atrás, e achou que ela talvez estivesse simplesmente se fortalecendo. Mas também podia ser algo sério.
Não queria confrontá - la, mas fora contratado para um serviço e o faria. Sentou - se ao lado dela no pequeno abrigo, a areia quente contra as costas.
- Por que não tira os sapatos, princesa? Pode ficar mais confortável.
Mordendo o lábio, abaixou - se para tirar os sapatos. Quando os tirou, os lábios se contraíram novamente.
- Onde dói?
- Estou bem.
- Não foi o que perguntei.
- O que disse?
- Você está ferida.
- Não.
- Você treme sempre que se move.
- Um pequeno machucadoi, sr. Mantheakis.
Ela se esforçava para colocá - la em seu devido lugar, mas não sabia que ele não acreditava no sentido de castas. Viera de muito longe para aderir a classes ou hierarquias sociais. No mundo dele, as pessoas eram pessoas. Ponto.
- É pior que isso.
- Não é.
Atemorizá - la não resolveria nada. Tentou abrandar a voz.
- Preciso verificar seus ferimentos.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

- Preciso voltar ao avião.
- Não.
- Nunca vou me perdoar se estiverem feridos e eu ficar aqui sentada sem fazer nada.
- Não posso deixar você voltar.
- Você não entende...
- Entendo. Shh. Tem alguém vindo.
Seu olhar estava fixo no arvoredo e ele tocou a lateral do corpo logo abaixo do braço. Ela conhecia o gesto. O destacamento do seu serviço secreto já tinha feito a mesma coisa inúmeras vezes . Estava procurando uma arma.
Ele carregava uma arma de fogo?
- Quem está aí?
Uma voz masculina respondeu em grego.
Demetrius relaxou um pouco, mas não muito. Ela sentiu o poder no corpo dele, em suas costas largas, músculos contraídos, preparados. Ele falou com o outro homem rapidamente, a voz grave, curta, sem evasivas.
Era um homem acostumado a ser obedecido.
Chantal olhou para ele, para a nuca, a largura dos ombros e imaginou quem ele realmente era e o que exatamente estava fazendo em seu avião.
O homem perto das árvores desapareceu na escuridão e Demetrius a deixou na areia. Sentou - se junto a ela.
- Pode descansar agora. Era o piloto. Há alguns feridos, sem mortos.
- Tem certeza?
- Todos foram contados e, embora alguns ferimentos não sejam leves, ninguém parece estar correndo risco de vida.
- Graças a Deus.
- Eles pediram ajuda pelo rádio. Vamos ficar aqui até a ajuda chegar. É mais seguro.
- Certo.
O tempo passou. Lentamente. Chantal sentiu - se sonolenta, mas esforçou - se para manter os olhos abertos. À medida que as horas passavam, um vento quente começou a soprar.
- Siga - me.

sábado, 6 de agosto de 2011

- Entre outras coisas.

Eles estavam realmente vivos?

Parecia impossível. Impossível.

Cautelosamente, levantou a mão para tocar a testa, que latejava. Sentir dor ao erguer o braço. Examinou um pouco e sentiu algo viscoso, ainda quente e pegajoso. Sangue.

Deve ter colidido com algo muito duro. Não se lembrava de ter atingido nada, mas quando o avião estava caindo, tudo parecia voar na direção dela - uma bolsa de couro, um salto alto, um livro. Era como se estivessem no espaço: astronautas em gravidade zero.

- Você chegou a perder a consciência?

- Não.

- E não está ferido?

- Não.

Podia vê - los no jatinho, sentir o terror, a fumaça, o sangue e o medo, e ainda assim estavam aqui, em uma ilha remota da costa de onde? No meio do Atlântico?

- Onde estamos?

- Perto da costa da África, acho.´

- É impossível. Não havia terra...

- Nossa excelente tripulação encontrou.

- Onde está o avião?

- Lá. Todos estão do outro lado das árvores.

- Estamos assim tão perto da água?

- Paramos muito próximo da praia.

- Temos sorte de estar aqui.

- Muita.

Ela olhou ao longe, vendo a interminável linha de água escura, sentindo a umidade pesada no ar.

Ela não conseguiu assimilar isso tudo.

O perigo ainda era tão recente, tão real, não podia acreditar que sobreviveram relativamente incólumes.

Seu coração se apertou. E os outros? Tinha de saber sobre sua equipe. A maioria das mulheres que trabalhava para ela ainda não era casada, mas ainda era a filha, a irmã, a namorada de alguém. Tinha de vê - las. Tinha de saber os fatos.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Depois de analisar os arquivos. Demetrius soube que não poderia recusar o trabalho. O rei Malik Nuri e os membros da realeza dos Ducasse não sabiam como lidar com esse tipo de ameaça. Demetrius sabia. Oferecia a forma mais sórdida de proteção e intimidação.
Normalmente não cometia erros.
Cometera um hoje e nunca mais se esqueceria. Nem o repetiria.
O solo ficou macio sob os pés dele e as vozes e gritos dos passageiros se distanciavam. A tripulação havia encontrado terra no meio do Atlântico. Seriam recompensados por isso.
Ouviu o som interminável e monótono da água contra a areia. O jatinho aterrissara perto do oceano. Se tivessem ultrapassado a pista um pouquinho, teriam se despedaçado na água. Outro milagre.
Demetrius se agachou e deitou Chantal na areia quente e imóvel. Verificou os sinais vitais e ela parecia bem. A pancada na cabeça dela o preocupava. Parte da parede acolchoada voaram na direção deles.
Desejou ter uma lanterna. Queria verificar os olhos dela, ver se estavam tão dilatados quanto temia.
- Lilly?
- Ela está bem. Chantal. Deite - se, relaxe.
- Onde ela está?
- Em casa.
- Ela não estava no avião.
- Não.
- Graças a Deus. Nós sobrevivemos. E os outros?
- Sei que há sobreviventes. Vi alguns passageiros reunidos do lado de fora dos destroços.
- O avião, você quer dizer? - Temos de ir. Precisamos estar lá. Eu tenho de estar lá. Preciso ajudar. As pessoas estão feridas...
- Não pode.
- Eu preciso.
- Não é seguro.
- Por quê?
- Muito volátil.
- O avião, quer dizer?

terça-feira, 2 de agosto de 2011

- A parte da cauda esta pegando fogo.

- Onde está?

- Atrás de nós.

Um enorme pedaço de folha de metal prateado projetava - se, retorcendo - se em direção ao céu como uma escultura pós - moderna.

- Cuidado.

Ela o teria seguido para qualquer lugar naquele momento.

- Posso andar - protestou ao ser levantada no colo.

- Você está sangrando.

- Não estou sangrando.

Ele não respondeu. Continuou andando.

Demetrius carregou - a do avião em chamas até a clareira logo adiante. Levou - a para longe dos outros sobreviventes. Deu graças por ela tre desmaiado. Não queria conversar nem tentar explicar o que acontecera.

Ele falhara. Simples assim.

Fora contratado para protegê - lo. E não a protegera. O acidente fora culpa dele.

Havia substituído a tripulação. Trocara as comissárias de bordo também, sem querer correr o risco de o perigo vir de alguém que era pago parar servir à princesa. Rastreara todos os que viajavam com Chantal, e estava confiante de que aqueles que voavam com ela eram leais.

No fim, o problema tinha sido o jatinho. Ele o inspecionara. Obviamente a inspeção não tinha sido completa.

Acho que depois de dez anos tinha aprendido alguma coisa. Entrou nesse tipo de trabalho à revelia. Um tiro saiu pela culatra na segurança familiar e ele pagou o preço. A tragédia o transformou em especialista no assunto. Era implacável e frio demais para ser um bom guarda - costas. Não aceitava serviços individuais, mas depois que o rei Nuri de Baraka, o novo cunhado da princesa Chantal, lhe explicou a situação. Demetrius não pôde dizer não. A situação da princesa Chantal Thibaudet era diferente.

Viúva aos 27 anos, era um belíssimo membro da família real com uma filha de quatro anos e alguém queria que ela desaparecesse. Morta.