segunda-feira, 8 de agosto de 2011

- Preciso voltar ao avião.
- Não.
- Nunca vou me perdoar se estiverem feridos e eu ficar aqui sentada sem fazer nada.
- Não posso deixar você voltar.
- Você não entende...
- Entendo. Shh. Tem alguém vindo.
Seu olhar estava fixo no arvoredo e ele tocou a lateral do corpo logo abaixo do braço. Ela conhecia o gesto. O destacamento do seu serviço secreto já tinha feito a mesma coisa inúmeras vezes . Estava procurando uma arma.
Ele carregava uma arma de fogo?
- Quem está aí?
Uma voz masculina respondeu em grego.
Demetrius relaxou um pouco, mas não muito. Ela sentiu o poder no corpo dele, em suas costas largas, músculos contraídos, preparados. Ele falou com o outro homem rapidamente, a voz grave, curta, sem evasivas.
Era um homem acostumado a ser obedecido.
Chantal olhou para ele, para a nuca, a largura dos ombros e imaginou quem ele realmente era e o que exatamente estava fazendo em seu avião.
O homem perto das árvores desapareceu na escuridão e Demetrius a deixou na areia. Sentou - se junto a ela.
- Pode descansar agora. Era o piloto. Há alguns feridos, sem mortos.
- Tem certeza?
- Todos foram contados e, embora alguns ferimentos não sejam leves, ninguém parece estar correndo risco de vida.
- Graças a Deus.
- Eles pediram ajuda pelo rádio. Vamos ficar aqui até a ajuda chegar. É mais seguro.
- Certo.
O tempo passou. Lentamente. Chantal sentiu - se sonolenta, mas esforçou - se para manter os olhos abertos. À medida que as horas passavam, um vento quente começou a soprar.
- Siga - me.

Nenhum comentário:

Postar um comentário