- O que há de errado?
Ela balançou a cabeça, com medo de falar. O que estava acontecendo com ela? Por que ela estava desmoronando agora?
- Venha cá.
No círculo que seus braços formavam. Chantal sentiu emoções opostas. - medo e necessidade.
- As princesas não podem chorar - disse ele.
- Eu sei. Regra número um.
- Qual é a regra número dois?
- Não fazer nada em público que possa envergonhar a família.
- Isso é um aviso?
- Não. Apenas uma regra.
- E isto é público? - Estavam no meio do nada.
- Não sei mais.
- Não há ninguém aqui. Apenas nós. O mar. O céu.
- E a tempestade.
- E seu medo. - completou ele.
- E meu medo - repetiu, o coração acelerando.
- Por que está com medo?
- Eu não faço... isto.
- Isto? Por que não?
- Não é permitido.
Sentiu a respiração quente e a textura dos lábios dele - a boca firme e tranquila. Fazia tanto tempo desde que beijara alguém que nem se lembrava como era, mas não conseguiu se afastar.
Ele a beijou muito lentamente, e sua boca estremeceu contra a dele, seus nervos se retesando, suas emoções à flor da pele.
- O que faço? Não sei o que fazer...
- Eu sei.
Sentiu o corpo grande e rígido dele deitar - se sobre o dela, sentiu o torso, os braços, as pernas. Seus ombros a cobriram, os quadris aninhados nos dele.
Demetrius conteve o peso nos braços, ciente de suas costelas frágeis e da dor que ela sentiria se ele soltasse o peso do corpo sobre o dela.
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