sexta-feira, 26 de agosto de 2011

- O que há de errado?

Ela balançou a cabeça, com medo de falar. O que estava acontecendo com ela? Por que ela estava desmoronando agora?

- Venha cá.

No círculo que seus braços formavam. Chantal sentiu emoções opostas. - medo e necessidade.

- As princesas não podem chorar - disse ele.

- Eu sei. Regra número um.

- Qual é a regra número dois?

- Não fazer nada em público que possa envergonhar a família.

- Isso é um aviso?

- Não. Apenas uma regra.

- E isto é público? - Estavam no meio do nada.

- Não sei mais.

- Não há ninguém aqui. Apenas nós. O mar. O céu.

- E a tempestade.

- E seu medo. - completou ele.

- E meu medo - repetiu, o coração acelerando.

- Por que está com medo?

- Eu não faço... isto.

- Isto? Por que não?

- Não é permitido.

Sentiu a respiração quente e a textura dos lábios dele - a boca firme e tranquila. Fazia tanto tempo desde que beijara alguém que nem se lembrava como era, mas não conseguiu se afastar.

Ele a beijou muito lentamente, e sua boca estremeceu contra a dele, seus nervos se retesando, suas emoções à flor da pele.

- O que faço? Não sei o que fazer...

- Eu sei.

Sentiu o corpo grande e rígido dele deitar - se sobre o dela, sentiu o torso, os braços, as pernas. Seus ombros a cobriram, os quadris aninhados nos dele.

Demetrius conteve o peso nos braços, ciente de suas costelas frágeis e da dor que ela sentiria se ele soltasse o peso do corpo sobre o dela.

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