- De jeito nenhum.
- Não vai doer.
- Quero voltar ao avião.
Tentou se levantar com força quando sentiu o calor do corpo dele através da camisa, as partes duras de seu peito contra as costas dela.
- Deixe - me ir.
- Não vou machucá - la.
A voz grave lhe deu um calafrio e ela sentiu um soluço no peito. Ele era tão mais forte que ela.
- Não tem o direito de me tocar.
- Você está dificultando tudo.
Ela fechou os olhos e virou o rosto, a face roçando no peito dele. Sentiu o músculo do ombro, a quentura da pele e a batida firme do coração.
Ele era forte. Muito forte. Passou pela cabeça dela que nada ultrapassava essa parede de braços. Ele era poderoso. Como os antigos guerreiros e conquistadores gregos que fundaram a civilização.
- Por favor, me deixe ir.
- Depois de me certificar que não há outros ferimentos.
- Não há nenhum. Acredite em mim.
- Não acredito em sua palavra, princesa. Desculpe.
A respiração dela estava mais acelerada, e Chantal olhou para ele ao abrir os olhos, percebendo as linhas duras de seu rosto.
Sabia que ele não era alguém com quem queria negociar.
- Não quebrei nada.
- Tenho de checar mesmo assim...
- Não. Não, não, não e não. - De jeito nenhum deixaria as mãos dele percorrerem o corpo dela. - Eu saberia se tivesse machucado algo.
- Você não sabia que estava sangrando.
- Achei que era a chuva.
- Exatamente.
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