sexta-feira, 12 de agosto de 2011

- De jeito nenhum.

- Não vai doer.

- Quero voltar ao avião.

Tentou se levantar com força quando sentiu o calor do corpo dele através da camisa, as partes duras de seu peito contra as costas dela.

- Deixe - me ir.

- Não vou machucá - la.

A voz grave lhe deu um calafrio e ela sentiu um soluço no peito. Ele era tão mais forte que ela.

- Não tem o direito de me tocar.

- Você está dificultando tudo.

Ela fechou os olhos e virou o rosto, a face roçando no peito dele. Sentiu o músculo do ombro, a quentura da pele e a batida firme do coração.

Ele era forte. Muito forte. Passou pela cabeça dela que nada ultrapassava essa parede de braços. Ele era poderoso. Como os antigos guerreiros e conquistadores gregos que fundaram a civilização.

- Por favor, me deixe ir.

- Depois de me certificar que não há outros ferimentos.

- Não há nenhum. Acredite em mim.

- Não acredito em sua palavra, princesa. Desculpe.

A respiração dela estava mais acelerada, e Chantal olhou para ele ao abrir os olhos, percebendo as linhas duras de seu rosto.

Sabia que ele não era alguém com quem queria negociar.

- Não quebrei nada.

- Tenho de checar mesmo assim...

- Não. Não, não, não e não. - De jeito nenhum deixaria as mãos dele percorrerem o corpo dela. - Eu saberia se tivesse machucado algo.

- Você não sabia que estava sangrando.

- Achei que era a chuva.

- Exatamente.

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