segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Menina legalzinha, metidinha, mas legalzinha, tambem nunca ficou zuando comigo e nem falava nada, quando as outras metidas ficavam reparando em mim, às vezes, ela dava uma risadinha, mas, logo disfarçava e me olhava e logo parava com a suposta risadinha.
Tinha um namoradinho chamado Oldano, namorava aqueles namoros modernos e avançados, dentro do carro dele, e sabe -se la o que mais eles faziam, alem do trivial, e claro... Gostava de dançar, ia muito pra Toco e pra Over Night, duas danceterias que bombavam na epoca, e vinha sempre falando pra gente que todo o dinheirinho que o pai dela lhe dava, ela sempre guardava a metade, porque assim, ela podia ir todos os finais de semana dançar ou na Toco ou na Over Night, ela gostava mais da Over, como ela falava com tremendo carinho do local...
Uma vez eu ouvi tantas conversas que ela falava com a Marcia que era a grande amiga e confidente dela, que o cara tava era querendo enfiar o dedo no cu dela e eu ate me assustei com o assunto e a Marcia falando que nao era pra ela deixar, porque era complicado isso... E as duas tinham esses papos macabros na sala de aula, que absurdo!!! E o pior que segredavam um pouco alto pra todo mundo escutar e ver o que elas faziam... E nao tinham nenhum pingo de vergonha e pudor, falavam mesmo...
E eu, inocentemente, acabei comentando com a Alessandra, na hora da saida e essa me disse que a Aids estava a solta e que isso nao podia acontecer, pois nao podiamos ver gente morrendo dessa doença maldita, inclusive colega de sala e ela falou que se fosse eu, ela escreveria uma carta e jogava na casa dela, falando que ela tava andando com um cara de grupo de risco de Aids, sem falar os detalhes, e pormenores da situaçao que tava acontecendo e eu fiquei tremendamente assustada... Imagine, eu? Tremendo golpe que eu ia dar... E eu teria que fazer essa carta, totalmente datilografada, porque naquela epoca ainda nao tinha o avanço tecnologico de hoje e ainda teria que tomar cuidado pra nao deixar as minhas impressoes digitais, porque ninguem poderia descobrir que era eu que tinha escrito aquela carta e ninguem da sala jamais iria suspeitar de mim, pois aquelas meninas ficariam totalmente admiradas se soubessem de um negocio desse e fora a Paulinha que ia ficar com um odio mortal de mim e a Marcia entao... Ia me pegar na rua e bater tanto em mim, que eu nao sei nem como eu voltaria para casa... Ou talvez nao voltaria...
E a Alessandra? A Alessandra iria sair ilesa da situaçao e sem se quer se importar comigo, riria nas minhas costas, iria rir muito e me chamar de trouxa... Grande amiga... E, eu sempre arrumei grandes amigas... Desse jeito era melhor eu fazer amizades com o diabo, do que com a representante dele, faço logo amizades com o chefe e nao com o sub - chefe, no caso ela...
Aquela Alessandra era uma bruxa mesmo, so aprontava com os outros e vivia falando em bruxarias so faltava colocar chapeu e sair voando... E sair voando, e dando aquelas tremendas gargalhadas de bruxa...
Uma vez, logo no final do ano, ela queria me dar uma pedra pra eu ficar pedindo coisas que eu queria e a pedra, conforme ia ficando dura, ela ia me atendendo aos meus pedidos e eu falei pra Juliana e a Juliana me falou que essa pedra deu ate perturbaçao na Deca, que falou que a tia estava ate variando por causa dessa maldita pedra que e que nem uma geleia, marron e conforme os pedidos que vamos fazendo e regando - a com bastante agua, ela vai endurecendo e eu so nao peguei a pedra, porque a Juliana me alertou, falando da tia dela que ate jogou a maldita da pedra fora.

sábado, 28 de agosto de 2010

Mas, ele poderia ser mesmo o grande amor da minha vida... Mas so que nao foi e quem sabe ele nao me faria sofrer tanto...
Mas ao inves da Alessandra esperar... Ela ficou vendo coisas referentes a instrumentos musicais e eu vi violoes, violoncelos, mais pianos, mais orgaos e muito mais instrumentos musicais que tinha no mercado na epoca, e o carinha em momento algum entrou la pra me procurar, no minimo ele achou uma bela menina pra ele paquerar e eu... ja era...
Assim... Como todos os homens que se passaram por minha vida...
E eu, sem entender nada, ficava folheando as novidades das partituras e ela ficava tagarelando la com todo mundo e falando que tava começando a aprender e que la tambem tinha prova igual na escola e o meu pai sempre me falava que musica era igual a matematica e se eu nao gostava de matematica como e que eu iria gostar de musica?
Ouvir musicas e uma coisa, agora estudar musicas e outra completamente diferente...
Entao, ouvir nao implicava em nada, entao eu iria apenas ouvir e nao estuda - las... Porque era tao dificil quanto a matematica e como eu detestava matematica entao nao cabia a mim estudar musica...
Mas a Alessandra devia gostar de matematica, pois se ela se dava tao bem estudando musica, entao ela tinha sorte em matematica.
Mas eu... Eu como nao gostava de matematica, entao eu ficaria bem longe dessa materia terrivel...
Por esse motivo tambem que eu estava cursando o magisterio, como eu nao queria dar aulas pra criança, pois eu nao era mesmo simpatizante delas, entao... Eu fiquei fazendo o curso de magisterio... Ate terminar o quarto ano do magisterio e nao usar o diploma nem por decreto...
E os dias nao estavam muito quentes, ja estava começando a esfriar e eu e a minha mae adoravamos o tempo frio ou ate mesmo mais fresquinho e eu estava cansada de ir para aquela escola, onde tinham aquelas menininhas bem metidinhas, aquelas menininhas da Penha...
E eu tinha bastante amizade com a Marcia que vez por outra tambem zuava da minha cara, mas era na boa a zuada que ela me dava e eu nao me incomodava nao e tinha coisa que ela me falava que era verdade mesmo... Ela falava pra eu acordar pra vida e que era pra eu lutar pra vencer, porque eu tava ainda dormindo e eu agora tambem sou assim, tem vez que eu ate durmo na vida, mas ninguem me da corda e me acorda... As pessoas ja nao mais se incomodam com as coisas que acontecem comigo...
E a Paulinha? A Andreia Paula, cujo codinome era Paulinha, era uma morena muito bonita, a menina mais bela da sala, cabelos longos, negros e lisos, sempre usava franjinha, pois tinha vergonha da sua testa que era muito grande e larga, uma vez ela levantou e nos mostrou e depois morremos de dar risada e ela logo dava um jeito pra disfarçar aquela enorme falha que ela tinha, parecia ate que ela era descendente de Mexicanos, porque as mulheres Mexicanas sao assim... Elas tem uma enorme testona e tem que esconder sempre com franjas, nem todas e claro, mais uma grande maioria que a gente ve por ai...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Mas... Infelizmente eu nasci no ano de 1968, especialmente em dezembro e bem no dia onze, proximo ao Natal...
Mas, pela idade cronologica escolar, eu teria que ter nascido em 1972, para estar com pelo menos dezoito aninhos de idade, bem mais nova do que eu era...
Isso tudo porque eu reprovei quatro anos na escola, e quatro anos reprovados, sao quatro anos que eu nunca consegui recuperar na minha vida... Nunca... Jamais...
E esses anos reprovados, esses anos reprovados eu chorei duras penas por eles... Duras penas por ter repetido quatro anos, e ainda por causa da matematica, a minha maior desculpa por ter jogado quatro anos da minha vida, fora tambem as doenças, como hepatite, e os problemas que eu tinha no intestino...
Era o que me bastava... Os problemas de saude que eu tive, os problemas psicologicos que me afetaram devido a isso, os problemas de relacionamento com as pessoas, porque eu nao conseguia ser igual a todo mundo, ou pelo menos... Ninguem queria me aceitar como eu realmente era... Os problemas sentimentais que eu sempre tive, devido às rejeiçoes que eu passava com os rapazes que eu tanto amei e agora... Acima de tudo... Os problemas financeiros...
Ah, eu nao sei mesmo... Nao sei mesmo viver sem os meus problemas, sem os problemas que eu nao os desconheço e nao os deixo nunca...
E quando nao e um problema e outro... E assim por diante...
E eu fico assim, vivendo os meus problemas...
Parecia ate que o mundo me odiava... Que eu fedia... Que todo mundo me desprezava...
A Alessandra adorava musica, tinha um orgao na casa dela, e tava aprendendo a tocar o bendito instrumento e um dia eu fui com ela, ou melhor... Numa tarde que nao tinhamos aula, eu fui com ela la no centro da cidade e ficamos entrando e saindo nas lojas de partituras de musicas e ela ficava vendo e cantando as musicas, sabia ler como ninguem todas aquelas partituras musicais que podiam ser dificeis demais pra mim, ela impressionava a qualquer um e solava a musica cantando com a boca mesmo, sem a letra e todo mundo parava proximo e ficava admirando...
E fomos para uma rua onde tinha um monte de gente e eu acho que eram todos musicos e tinha um rapaz tao lindo la, meu Deus do ceu, o que era aquilo? O cara era meio moreno claro de olhos bem verdes e de um verde tao lindo que eu fiquei boquiaberta e ele ate levantou quando ficamos nos olhando, ai meu Deus... Sera que ele era o meu novo e grande amor? Nao... Nao foi, porque a Alessandra saiu do local com mais partituras na mao, que ela havia comprado e me puxou pra irmos pra outro local e eu fiquei olhando pra tras, ao passo que ela me falava palavras... Palavras que eu nao podia ouvir... Pois a minha atençao estava todinha voltada pro cara lindo de olhos verdes de gato puxados pro cinza e os cabelos dele eram bem pretos, meio cacheados e o rosto ovalado, vestia jeans preto delave e eu ainda continuei olhando e depois eu nunca mais o vi... Que chato!!!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

É... É dificil viver num pais desse...
E os trabalhos trabalhosos continuavam a chegar novamente...
O Almerio passava teatros absurdos, os tais teatrinhos infantis que ele falou que nos iamos fazer com ele...
E a Eunice havia dito pra gente que ia passar aquela pasta enorme que todo mundo que conclui o magisterio faz e tem bronca, mas faz... Pode ficar nervoso, mas faz as pastas mesmo brigando, mas so que quando nao faz, quando nao faz... O que acontece? A pessoa sai do magisterio com alguma coisa faltando... A bendita pasta de datas comemorativas e ela deu ate prazo pra gente entregar, teriamos meses para entregarmos as pastas...
E eu cheguei em casa, encapei logo a pasta que o meu pai havia ganhado para colocar o arquivo das coisas da marcenaria, mais como ele tinha duas, acabou me dando uma, fiz uma capa bem linda, linda mesmo e eu tava adorando pesquisar em livros, revistas e tudo... Eu sempre procurando enriquecer o meu trabalho para ganhar uma nota rica e linda...
E eu fiz a pasta bem enriquecida, so que no final a professora viu somente a metade da pasta, nao conseguiu cobrir toda a nota da pasta pra todo mundo, e eu fiquei satisfeita com a minha açao de fazer um pouquinho da pasta...
O Almerio passou um teatrinho que tinhamos que fazer e a Alessandra queria que eu me virasse em dez pra poder fazer os trabalhos, porque ela e quase todo mundo da sala achava que eu so queria era me encostar nas pessoas e nao queria mesmo era fazer os trabalhos e sim, que os outros fizessem pra mim, nao era bem assim... E que as vezes eu nao tinha muito tempo de fazer todos os trabalhos que me eram propostos, o magisterio era bem mais trabalhoso do que a faculdade que eu fiz...
Trabalhoso... Muito trabalhoso mesmo... E ainda tinha as meninas que trabalhavam em escolinhas particulares de prezinho somente pra comprar roupas de marca, que era a moda naquela epoca, quem tinha roupas de marca sempre saiam ganhando namorados, festas, amigos...
Era Pakalolo, Print Hip, Artmanha, X - Ray e muitas outras...
E todas essas marcas que estavam no mercado na epoca e algumas outras que entraram depois, fazia a cabeça de todo mundo na epoca e quem nao tinha? Quem nao tinha, nao tinha chances de ir às festas badaladas, namorados bonitos e badalados, e amigos da hora...
Entao... Como eu nao tinha chances com essas tres coisas basicas da vida, porque eu nao podia nem colocar o nariz pra fora, entao... Eu nem andava com roupas de marcas, por causa de grana e porque tambem o meu pai nao dava nem roupa normal, quanto fara de marcas, e eu nao andava com roupas de marcas, ate o momento que eu achei que era necessario, e no mais... Nao tinha grana mesmo pra satisfazer as minhas vontades e desejos...
Já as minhas professoras, pareciam nao viver a epoca, ate mesmo as mais jovenzinhas, pois a realidade delas era outra, talvez ate por terem passado daquela fase de roupas de marca ou por na epoca delas nao ter tido ou por eu estar vivendo epoca atrasada, com idade adulta, iniciando os meus vinte e dois anos, com cabecinha e mente de quinze aninhos, podia ser... Podia ser uns dezoito entao... Que era a idade cronologica escolar cuja qual eu deveria estar, se eu tivesse nascido quatro anos depois e tivesse sido uma menina mais esperta pra terminar os meus estudos em epoca certa...

sábado, 14 de agosto de 2010

Depois o professor concertou, falando que eu podia ser uma nutricionista, trabalhar em hospitais, fazendo os cardapios dos doentes, em firmas pra fazer os cardapios dos empregados e assim por diante... Dai eu gostei da ideia e mal sabia que o professor Almerio ja tava prevendo que mais tarde eu seria fissurada pra seguir a area e a carreira de Gastronomia, porque eu sempre gostei de colecionar receitas, e agora eu pego as receitas pelos sites e tenho ate mesmo blog de culinaria e fico feliz, muito feliz, por eu ter conseguido enriquecer os meus conhecimentos... Pelo menos os meus conhecimentos...
Pelo menos, quando o professor me falou isso, ninguem zuou de mim, graças a Deus por isso eu fiquei satisfeita por saber que todas respeitavam o professor Almerio e às suas aulas tambem... Mas, se zuaram, zuaram por dentro, achando graça e achando que eu nao tinha mesmo competencia por estar ali no quarto ano do magisterio...
O portugues que eu sei, devo muito a uma antiga professora que eu tive que era a falecida dona Adjalmas e ao professor Almerio em epocas mais remotas...
Esses dois professores de portugues poe qualquer um no chinelo, eu nao acredito em mais nenhum, nem nos meus proprios colegas de trabalho que sao professores de portugues, e nem naquele professor de portugues que eu fui ter na faculdade um ano depois, aquele bigodinho la que deu aulas pra mim no meu primeiro ano de faculdade, durante um ano da minha vida...
Ele era legal, mas nao era um bom professor, tao bom quanto aqueles dois professores que me deram aulas no passado, nao era...
E eu ficava a maior parte na escola do que em casa, chegava muito cansada da escola, era como se fosse um trabalho sem remuneraçao e quando eu fazia estagio? Quando eu fazia estagio era o dia inteiro que eu ficava fora de casa, nao era somente um pouquinho nao, era uma boa parte do dia e so vinha a noite pra casa descansar e semana de estagio era assim... Me levantava cedo pra ir pra escola e vinha de conduçao e so voltava depois das seis e chegava quase as oito horas da noite, sacrificio por nada... Sacrificio pra fazer faculdade e ganhar menos de tres salarios minimos... Daqui a pouco, menos de um...
E eu fiquei me sacrificando durante quatro anos de colegio, mais quatro anos de faculdade, com mais um de depe cinco, mais dois anos de pos graduaçao, pra ganhar bem menos do que um peao...
Que tristeza... Estudar tanto pra isso... Pra quando chegar no final do mes eu olhar pro meu saldo bancario, ir pegar dinheiro no banco porque eu preciso e ouvir um "lamento muito mas a senhora ta sem saldo na sua conta..." Ai que tristeza!!! E os meus sonhos todos indo por agua abaixo...
Nao da nem pra sonhar... E tem gente... Tem gente que fala que dinheiro nao e importante... Entao passa o saldo da sua conta bancaria pra mim, bem...
Tive professore muito bons, muito bons mesmo, mas garanto que eles tinham mais vontade de dar aulas, iam bem mais motivados do que a gente pra cumprir a sua funçao, porque, alem da posiçao do Brasil estar melhor, o ganho era maior apesar da inflaçao ser alta, mas pelo menos tinha os juros bancarios, os juros no nosso dinheiro, e claro...
Nao os juros a favor dos banqueiros nao... Como nos dias de hoje, que o banco come ate a sua alma se voce vai fazer um acordo com eles e pedir um emprestimo, fica dificil, nao e?

sábado, 7 de agosto de 2010

Mas... No final deu tudo errado, tudo ao contrario... Mas so que demorou muito para fecharmos a lojinha... Demorou anos e anos...
Eu relato esse ano de 1991, porque foi de extrema importancia em minha vida, foi a minha direçao... Chegada do meu novo e grande amor... Meu ultimo ano de magisterio e foi o ano em que eu conheci algumas pessoas...
E na escola eu ia mais ou menos bem, nunca fui uma aluna cheia de notas altas e exemplar, talvez fosse por isso que eu me importasse tanto com o que os outros pensavam de mim... Tudo bem... A minha mae podia ate falar pra todo mundo que eu tinha notas boas e etc, eu sempre fui uma aluna de media, com exceçao da Matematica, que era a pedrinha do meu sapato, mesmo sem salto... Eu sempre tirei nota de acordo com a media exigida da escola, e quando eu tirava menos, eu fazia de tudo pra recuperar...
Eu nunca me matei de estudar pra tirar nota porque eu nunca liguei e nem ligava pra me destacar em notas, nunca me importei com isso...
E nem ligava pra destaque em nota, a melhor aluna da sala e etc... Pois eu ja sabia que nao ia ser isso mesmo... Sempre ia ter alguem tentando puxar o meu tapete...
Mas... O que eu gostava de fazer eram as poesias, minha inspiraçao... E as meninas me conheciam por essa qualidade que eu tinha e algumas pessoas ate me pediam poesias, por indicaçao de outras, e declamavam em festas importantes, pois sabiam que eu fazia e eu fazia muito bem... So nao sei se as pessoas declamavam os poemas e poesias nos locais que elas falavam que iam declamar, entao disso eu tenho duvidas, mas sei que eu era bem requisitada devido à minha qualidade e o sonho de ser poetisa, mas ate aqui eu nao consegui realizar esse sonho, porque poetisa ganha pouco e muito pouco mesmo... Menos ate do que professora...
Entao, eu larguei esse sonho de lado, como eu sempre gostei de mexer com culinaria eu agora sonho em fazer faculdade de Gastronomia e espero em um dia realizar esse sonho, mas eu gosto da area da confeitaria e a minha mae falou que confeiteira tambem ganha pouco... Mas... Depende ate do local que for trabalhar...
Caramba!!! Sera que eu nao consigo nem sequer sonhar com uma profissao que me da dinheiro? So sonho com coisa pobre?
Uma certa vez, na sala de aula, 0 professor Almerio falou que sabia olhando pra cara da pessoa o que ela poderia ser, sem perguntar se ela ia ser isso ou nao e começou a falar pras meninas da sala e pra muitas ele falava coisa boas e pra mim nao... Pelo menos foi o que eu interpretei na epoca... Pra mim ele veio falando que eu ia mexer com panelas, e eu nao gostei muito dessa ideia nao... Alias... Nenhum pouco... Pois eu nao queria me casar pra ser dona de casa nao... Foi isso que eu interpretei na epoca... Agora nao... Agora eu sei o que ele quis dizer... Que eu deveria ser cozinheira... Ou melhor... Culinarista, Banqueteira e etc...
Eu queria era trabalhar fora e ficar solteirona mesmo... Pra poder viajar e conhecer o mundo... Principlamente a Alemanha e hoje em dia nao sonho mais com isso nao... Ainda tenho vontade de ir pra Alemanha, desgastei - me ate de sonhar... Acabei com a minha vida na educaçao... E agora... Agora eu sonho em ganhar bem, pra poder sonhar com as outras coisas que eu deixei pendentes tudo denovo...
Entao... Me dou ao luxo de sonhar com empregos temporarios mesmo... Ja concursos nao sao a minha praia e sao complicados demais, parecem mais as provas da Nasa... Que voce tem que se matar de estudar e alem disso... Estuda, chega la... Nunca cai o que voce estudou... Pois eu sonho assim... Porque grana e luxo sao dificeis... So sao possiveis para ladroes e politicos...
Pelo menos aqui nesse pais de merda...

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ah... Sera que esse seria o meu novo amor? O amor que eu pedi ao romper o ano? Porque eu ja estava cansada de ficar pensando em gente que eu nunca vi na vida, pra poder adormecer as minhas noites em paz? Sera? Sera? Sera que esse seria o amor que iria me levar pra longe? Pra longe de todo mundo? Pra longe daquelas meninas e todas elas comentarem depois que eu nao era nada e que eu fui morar com um alemao, la na Alemanha, riquissimo, menina... Dono de um castelo la na Bavaria, alem de tudo... Alem de tudo e lindo...
Puxa... So no sonho mesmo, ne? Mas se aconteceu com aquela professora que nao era nada bonita, por que nao acontecer comigo? Que nao era tao feia?
A professora nao tinha nada a ver, meu... Ela era feia demais... Com aquela cara esfoliada, cheia de espinhas antigas, enterradas na carne da face, cabelo liso e totalmente lambido e desbotado, meio claro, oxigenado, ou eu acho que ela deveria mesmo era de lavar os cabelos com candida, olhos escuros e um rosto esquisito, baixinha, meio fortinha, ou sera que o cara era ridiculo? Nao... Nao era nao... O pior que o cara nao era nada ridiculo... Uma vez a professora nos mostrou, um italiano ate que simpatico... Po... So comigo que nao acontece uma coisa dessas, so comigo que a vida nao me da um presente desses... Nao quer me dar nem o Sandro, quanto fara um alemanzao desses... E mas o alemanzao ta mais facil do que o Sandro... Sabia?
Ja pensou? Ja pensou que sonho? Ah... Esse era o sonho que eu queria que tivesse me acontecido no lugar de eu ter conhecido o Sandro...
E no final... Deu no que deu... E ate agora nada!!!
A professora se vestia muito mal, muito mal mesmo... A professora Eunice se vestia muito melhor do que ela e era muito mais bonita, so que era solteira... Certa ela... Nao sei se era por opçao dos homens ou por opçao dela mesmo...
Tinhamos diversas materias relacionadas à educaçao, como... Psicologia da Educaçao, Didatica e Estagio que a professora Eunice ministrava e ela ficava dando encima dos estagios pra ver se saiam logo e bem do jeito que ela queria, pra podermos assim concluirmos o curso de magisterio com muito mais segurança e destreza... Filosofia da Educaçao, Sociologia da Educaçao, Historia da Educaçao, Metodologia da Lingua Portuguesa que era o Almerio que ministrava, Metodologia da Matematica, Metodologia da Ciencias, Metodologia dos Estudos Sociais e enfim... Cansei de cita - las... Mais como seriamos professoras de primeira a quarta series entao... Teriamos que ter todas essas materias relacionadas à aprendizagem dos nossos futuros aluninhos...
E o nosso intervalo era curto demais, era mais ou menos uns quinze minutos e a cantina ficava cheia, totalmente cheia de alunas do magisterio comprando as coisas pra comer, porque aquelas criancinhas do periodo da tarde nao tinham nem o que comer... Coitadas... Eram crianças pobres, porem moravam na Penha, um bairro de classe mais ou menos, da zona leste de Sao Paulo, onde tinham algumas casas noturnas, algumas diversoes e agora... Agora, iria ter um shopping, olha so... Que seria inaugurado no proximo ano, onde era o ponto de onibus, onde parava o onibus que pegavamos pra irmos pra casa... Mas, primeiramente, seria inaugurado o shopping center Arthur Alvim, pois a construçao dele iniciou - se primeiro...
Entao... Logicamente, a inauguraçao dele seria primeiro e eu esperava sucesso e nao fracasso nas nossas vendas da nossa lojinha, e eu sempre falava pra minha mae que iriamos pra frente, depois que o shopping fosse inaugurado, porque seria concorrencia de preços...
Grande ilusao...

domingo, 1 de agosto de 2010

É... Realmente o povo nao gostava mesmo de mim... E o que eu teria que fazer para gostarem? Me pintar de verde? Virar um doce delicioso? Nao sei...
Entao... Eu ia vivendo como eu podia... E nao como eu queria viver...
Mas... Ate a ai, ia tudo bem... Eu tinha que ficar a tarde inteira na escola, e nao podia nem pensar em passar as minhas longas tardes em casa... E nao dava tempo de nada... nada... nada... nada... E o que eu podia fazer, meu Deus?
Se a minha vida era assim e tinha que ser assim... Entao... Que continuasse sendo... Ate onde desse...
Sempre fui romantica e sonhadora, mas ate que eu achava que nao iria sofrer... Porque eu queria mesmo era ser recompensada e muito bem recompensada... Porque eu sofria, e sofria muito, sofria rejeiçao dos amigos, dos rapazes e ate mesmo do povo da familia...
So nao do povo da igreja porque eu nem ousava me misturar com ninguem, mas ja fui discriminada na igreja tambem, e bem na igreja que o meu pai era pastor... Depois eu chego la...
E a professora Eunice, aquela professora magrinha e baixinha, de cabelos curtos, meios lisos e negros e olhos da mesma cor dos seus cabelos, rostinho delicadinho mas era uma peste, uma peste de mulher...
Deus me livre!!! Vai ver que era por isso que ela era sozinha... Mandava fazer cada trabalho, mais cada trabalho que nos deixava doidas...
E o pior de tudo e que eramos so mulheres, entao, pra ter briga ali na sala, era facinho, facinho, facinho...
Desentendimentos? Desentendimentos nunca tinham... Era dificil, so era mais facil ter desentendimento comigo, mas eu me sentia fraca pra rebater, morria de medo de briga e ate mesmo de apanhar e de passar vergonha depois... O pior dali, se houvesse briga comigo e mais alguma menina, era bem capaz de se juntar todas elas pra me dar uma surra ao mesmo tempo e o pessoal em geral, me matar... Deus me livre!!! So de pensar nisso eu sinto arrepios, porque todos iam contra mim e eu nem tinha voz ativa na sala e eu acho que todos os professores notavam isso, mas nao podiam fazer nada e nem mesmo a direçao da escola fazia alguma coisa em respeito a esse tipo de coisa que ocorria comigo, e que hoje tem nome, e bulling...
Era dificil de fazer amizades com alguem, pois eu sempre fui tapada pra essas coisas, agora, graças a Deus eu tenho bastante amigos e amigas, nao sei se sao falsos comigo, so sei que esses amigos me tratam muito bem e ninguem mais me discrimina... Graças a Deus...
Mas... Tudo bem... Essa fase ja passou...
Tinhamos uma outra professora, que eu nao me recordo o nome dela no momento, que disse pra nos que ja havia morado na Italia e que o italiano dela a viu la na Avenida Paulista quando ela tava passeando por la juntamente com uma amiga e se apaixonou por ela e a levou embora... Eles estavam num carro e ele mexeu e a amiga dela perguntou se era com ela e o italiano apontou a professora e eu a achava bem feinha de cara furada e pele morena, cabelo liso lambido e meio tingido de reflexos, so que bem magrinha...
E quando ela contava essa historia pra gente, bem na sala de aula, eu ficava me imaginando passeando de pe na Paulista e me aparecem um alemao, um loirao bem lindo e parar o carro e dizer que se apaixonou por mim e me levar embora pra eu morar no lugar que eu mais sonho em ir... A Alemanha...
Ai eu sumiria desses conflitos todos e ninguem mais iria ouvir falar de mim...
So quando eu publicasse meu primeiro livro...