Ninguém a fez sentir assim em anos.
Nenhuma mão em seus seios, nenhum dedo nos quadris, nenhuma exploração cuidadosa. E agora este homem, as mãos dele, a escuridão e o calor, a tempestade à sua volta.
- Isso doeu?
- Não. - Chantal pensou em tudo que perdera nos últimos anos.
Amor. Fazer amor. Sexo.
Talvez o sexo seja superestimado quando se tem, mas ao eliminá - lo, o corpo deixa de se sentir um corpo real. Limite o corpo a realizar apenas tarefas essenciais e a vida começa a se exaurir. Os corpos têm nervos, pele, espírito, um coração e uma imaginação infinita...
- A outra perna.
- Não.
- Estou quase acabando.
- Não está machucado - sussurrou ela.
Mas ele não tinha pressa. Nem um pouco.
Ela não devia precisar.
Não devia querer.
Nem sentir.
Finalmente a mão dele envolveu a coxa e começou a subir.
Chantal soltou uma respiração desigual, e depois outra, desconcertada por tudo que acontecera nas últimas horas.
Não devia tê - lo deixado tocá - la. Não devia responder ao toque.
- Você está muito machucada. Quebrou algumas costelas. Mas acho que isso é o pior.
Ele era homem. Era diferente dela. Em tudo.
- Você disse que era grego - comentou, fechando a blusa.
- Sim.
- Você vive lá? - Tremia tanto que mal conseguia abotoar a roupa.
- Sim.
- Em Atenas? - Ele começou a abotoar a blusa dela.
- Possuo minha própria ilha perto de Santorini.
Chantal achara que o exame tinha sido difícil. Mas o toque suave dele abotoando a blusa era pior. As lágrimas vieram aos olhos.
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