sábado, 20 de agosto de 2011

Ninguém a fez sentir assim em anos.

Nenhuma mão em seus seios, nenhum dedo nos quadris, nenhuma exploração cuidadosa. E agora este homem, as mãos dele, a escuridão e o calor, a tempestade à sua volta.

- Isso doeu?

- Não. - Chantal pensou em tudo que perdera nos últimos anos.

Amor. Fazer amor. Sexo.

Talvez o sexo seja superestimado quando se tem, mas ao eliminá - lo, o corpo deixa de se sentir um corpo real. Limite o corpo a realizar apenas tarefas essenciais e a vida começa a se exaurir. Os corpos têm nervos, pele, espírito, um coração e uma imaginação infinita...

- A outra perna.

- Não.

- Estou quase acabando.

- Não está machucado - sussurrou ela.

Mas ele não tinha pressa. Nem um pouco.

Ela não devia precisar.

Não devia querer.

Nem sentir.

Finalmente a mão dele envolveu a coxa e começou a subir.

Chantal soltou uma respiração desigual, e depois outra, desconcertada por tudo que acontecera nas últimas horas.

Não devia tê - lo deixado tocá - la. Não devia responder ao toque.

- Você está muito machucada. Quebrou algumas costelas. Mas acho que isso é o pior.

Ele era homem. Era diferente dela. Em tudo.

- Você disse que era grego - comentou, fechando a blusa.

- Sim.

- Você vive lá? - Tremia tanto que mal conseguia abotoar a roupa.

- Sim.

- Em Atenas? - Ele começou a abotoar a blusa dela.

- Possuo minha própria ilha perto de Santorini.

Chantal achara que o exame tinha sido difícil. Mas o toque suave dele abotoando a blusa era pior. As lágrimas vieram aos olhos.

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