O Jogo da Vida
Nesse blog eu estarei relatando todos os momentos da minha vida... Tudo que eu me lembro em uma viagem aos velhos tempos... Quem gostar de ler, vai poder ler e fazer os comentarios... Estejam a vontade e participem da historia da minha vida... Um Abraço... A Autora...
quarta-feira, 19 de junho de 2013
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Por quase uma semana apos chegar na ilha, Demetrius deu a ela o espaço que desejava.
Nao faziam as refeiçoes juntos. Nao se sentavam para conversar. So se encontravam de passagem e, mesmo assim, Chantal se sentia tensa.
Nao estava apenas incomodada com o que acontecera entre eles. Estava envergonhada. O unico conforto era saber que nao ia se repetir.
Mas ainda assim, lamentava ter perdido o controle.
- Soube que voce estava saindo para uma caminhada.
Ela congelou na metade da escadaria. Nao se falavam ha uns dois dias e sua aparencia repentina, muito masculina, a desconcertou.
- Sim.
- Entao esta se sentindo melhor?
- Sim.
- As costelas nao estao mais tao doloridas?
- Nao sinto dor ha um ou dois dias.
- Bom. Vamos começar entao. Voce pode querer mudar.
- Mudar o que?
- Aulas de autodefesa. E essencial. Voce tem de saber se proteger. Entao, se voce vai mudar...
- Nao vou. Estou bem confortavel como sou. Alem do mais , isso nao deve levar muito tempo.
- Otimo. Voce e a princesa.
Ele a conduziu ao andar de baixo da casa. Ela so estivera no andar inferior uma vez. Era o andar de Demetrius. Sabia que seu escritorio era no piso inferior, junto com um quarto vago, mas nao sabia sobre a sala de ginastica.
Nao faziam as refeiçoes juntos. Nao se sentavam para conversar. So se encontravam de passagem e, mesmo assim, Chantal se sentia tensa.
Nao estava apenas incomodada com o que acontecera entre eles. Estava envergonhada. O unico conforto era saber que nao ia se repetir.
Mas ainda assim, lamentava ter perdido o controle.
- Soube que voce estava saindo para uma caminhada.
Ela congelou na metade da escadaria. Nao se falavam ha uns dois dias e sua aparencia repentina, muito masculina, a desconcertou.
- Sim.
- Entao esta se sentindo melhor?
- Sim.
- As costelas nao estao mais tao doloridas?
- Nao sinto dor ha um ou dois dias.
- Bom. Vamos começar entao. Voce pode querer mudar.
- Mudar o que?
- Aulas de autodefesa. E essencial. Voce tem de saber se proteger. Entao, se voce vai mudar...
- Nao vou. Estou bem confortavel como sou. Alem do mais , isso nao deve levar muito tempo.
- Otimo. Voce e a princesa.
Ele a conduziu ao andar de baixo da casa. Ela so estivera no andar inferior uma vez. Era o andar de Demetrius. Sabia que seu escritorio era no piso inferior, junto com um quarto vago, mas nao sabia sobre a sala de ginastica.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
- Nao preciso.
- Precisa. Pode escolher. Yolie ou eu.
- Voce?
- Ficarei muito feliz em banha - la e vesti - la.
- Como se eu fosse lhe dar essa oportunidade!
- Voce me deu ontem.
- Que baixo!
- Mas e verdade. Para sua informaçao, Yolie so fala grego. Se houver alguma confusao, sinta - se à vontade para mandar me chamar.
Certo. Sabia que ela nunca chamaria.
- Obrigada.
- Hoje à noite vou mandar servirem o jantar em seu quarto para que possa descansar. Mas amanha fique à vontade para explorar a casa, e aproveite a piscina e os jardins. A ilha é completamente segura. Voce pode relaxar ou explorar.
- Vou precisar de alguns artigos de toucador. Roupas.
- Vera que o closet esta repleto de tudo que podera desejar. Shorts, saias, vestidos, roupas esportivas, maios de todos os grandes estilistas.
- Para o meu tamanho?
- Tudo para o seu tamanho. Voce e a queridinha do mundo da moda, e quando os grandes estilistas souberam que voce estava precisando de algo para vestir, as roupas vieram aos montes.
- Em um dia?
- Nao se subestime, Chantal. As roupas chegaram ha uma hora. Voce e a princesa favorita de todos.
domingo, 9 de outubro de 2011
Demetrius ficou num canto distante do quarto, de costas para dar a Chantal um pouco de privacidade enquanto o medico de Atenas a examinava. O unico momento em que olhou de relance para a cama foi quando o medico pediu a Chantal para se sentar e ela gritou de dor.
Poucos minutos depois, o doutor concluiu o exame. Trouxera alguns analgesicos para aliviar a dor, para aliviar a dor, principalmente durante a noite, se a princesa tivesse dificuldade para dormir.
- Alem disso, recomendo descanso. Sua alteza precisa deixar os musculos lesionados se recuperarem. Nada de esforço.
Demetrius acompanhou o medico ate a saida e retornou poucos minutos depois com a jovem empregada grega.
- Essa e Yolie. Vai ajudar voce enquanto estiver aqui.
Chantal sentiu como se sua vida tivesse sido arrancada. Primeiro, o medico. Agora, a jovem empregada grega.
- Nao preciso de ajuda.
- Voce nao consegue sentar sem choramingar como um bebe, princesa...
- Por que me chama assim? - Achava - o arrogante. Controlador. Nunca usava Sua Alteza nem Sua Alteza Real, o titulo apropriado.
- O que prefere? Seu primeiro nome?
- Sua Alteza serve.
Seu labio superior se contraiu.
- Tentando me colocar no meu lugar, princesa?
Ela enrubesceu, mortificada por ele ter percebido sua intençao, e prendeu a respiraçao, lutando contra a raiva. Nao queria estar aqui. Queria Lilly. Queria paz. E se nao pudesse ter isso, gostaria de ao menos ficar sozinha.
- Eu gostaria de um pouco de privacidade, por favor. Voce pode ir.
- Posso?
- Sim. E pode levar sua empregada. Prefiro ficar sozinha.
- Que bom. Infelizmente nao vou deixa - la sozinha, nao enquanto ainda estiver tao machucada. Vai precisar de ajuda para sair do banho e se vestir. Entao deixe o orgulho de lado e admita que necessita de ajuda...
Poucos minutos depois, o doutor concluiu o exame. Trouxera alguns analgesicos para aliviar a dor, para aliviar a dor, principalmente durante a noite, se a princesa tivesse dificuldade para dormir.
- Alem disso, recomendo descanso. Sua alteza precisa deixar os musculos lesionados se recuperarem. Nada de esforço.
Demetrius acompanhou o medico ate a saida e retornou poucos minutos depois com a jovem empregada grega.
- Essa e Yolie. Vai ajudar voce enquanto estiver aqui.
Chantal sentiu como se sua vida tivesse sido arrancada. Primeiro, o medico. Agora, a jovem empregada grega.
- Nao preciso de ajuda.
- Voce nao consegue sentar sem choramingar como um bebe, princesa...
- Por que me chama assim? - Achava - o arrogante. Controlador. Nunca usava Sua Alteza nem Sua Alteza Real, o titulo apropriado.
- O que prefere? Seu primeiro nome?
- Sua Alteza serve.
Seu labio superior se contraiu.
- Tentando me colocar no meu lugar, princesa?
Ela enrubesceu, mortificada por ele ter percebido sua intençao, e prendeu a respiraçao, lutando contra a raiva. Nao queria estar aqui. Queria Lilly. Queria paz. E se nao pudesse ter isso, gostaria de ao menos ficar sozinha.
- Eu gostaria de um pouco de privacidade, por favor. Voce pode ir.
- Posso?
- Sim. E pode levar sua empregada. Prefiro ficar sozinha.
- Que bom. Infelizmente nao vou deixa - la sozinha, nao enquanto ainda estiver tao machucada. Vai precisar de ajuda para sair do banho e se vestir. Entao deixe o orgulho de lado e admita que necessita de ajuda...
sábado, 1 de outubro de 2011
- Voce tem um fã obcecado.
Chantal sentou - se lentamente em um dos sofás cobertos de um tecido azul e esforçou - se para assimilar isso tudo. Fora envenenada. Envenenada. Isso significava que alguem tinha se aproximado o bastante de sua comida, sua bebida... essa pessoa podia ir à cozinha ou à sala de jantar sem levantar suspeitas.
- Isso é loucura. E quanto a Lilly? Há alguma indicaçao de que ela possa ser alvo?
- Nao. Nada. Os avós a mantém bem protegida. É com você que estamos preocupados. E não eliminamos a possibilidade de que a ameaça possa vir dos Thibaudet...
- Nao.
- Nao podemos elimina - las, princesa. Ambas as tentativas aconteceram ou no castelo ou proximo.
- Nao... Nao tive um relacionamento cordial com os pais de Armand, mas eu os conheço, e nao posso acreditar que fariam parte de algo tao... repreensivel. Podem ser insensíveis, mas nao sao maldosos.
Ele nao disse nada. Simplesmente a fitou em silencio.
Seria um adversario implacavel.
Nunca aceitaria a derrota.
- A rainha Thibaudet praticamente foi criada com minha avó. Eram amigas de infância. Os Thibaudet sao pessoas boas.
- Pessoas boas que querem a custodia de Lilly. E estao cansadas de lutar contra voce...
- Eles nao lutam contra mim. Amarraram completamente minhas maos!
- Mesmo assim, voce os preocupa. Voce é... uma pedra... no caminho deles. - Seus olhos se estreitaram. - Eles nao disseram isso a voce?
Ela fechou os olhos. Disseram. Mas como ele sabia?
- Como voce pode ter ouvido?
- Todo palacio tem ouvidos.
Batidas soaram na porta e uma jovem empregada apareceu na entrada. Inclinou a cabeça e falou com Demetrius em grego. Ele respondeu e virou - se para Chantal.
- O doutor esta aqui. Esta esperando la em cima.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
- Desidrataçao.
- Recebeu transfusao. Voce estava sendo envenenada.
- Nao.
- Seu medico em La Croix alertou o rei e a rainha...
- Nunca ouvi nada sobre isso.
- E claro que nao. O medico foi proibido de falar sobre isso com voce. Disseram a ele que voce fizera isso a si mesma, que estava cada vez mais autodestrutiva desde a morte de seu marido e que isso era mais um comportamento para chamar a atençao.
- O que?
- Um pedido de ajuda. - Demetrius passou o dedo pela lateral do pescoço dela.
Assim como na noite anterior, o toque a incentivou e o desejo retornou, trazendo de volta a lembrança do prazer. Nada se comparava àquela sensualidade em sua vida. Ninguem a tocara como se ela fosse ao mesmo tempo bonita e real, e era incrivel amar seu corpo, sua pele, sua mente.
Sua mente sempre fora sua maior força. Sua disciplina. Contudo, ele estava dizendo que o rei e a rainha achavam que ela nao era mentalmente sadia. Pior, disseram ao medico que se envenenara para chamar atençao.
Que nojo. Como se ela fosse se ferir quando tinha tanto para viver!
- Isso é ridiculo. Posso ter problemas com meus sogros, mas nao tenho nenhum desejo de deixar esta vida.
- E eu nao tenho nenhum desejo de ve - la deixar esta vida.
- Quem me envenenou, entao?
- Se soubessemos, eu nao a estaria protegendo.
Protegendo. Que termo horrivel.
- Alguma ideia? Possiveis pistas?
- A segurança do palacio de Melio esta conduzindo a investigaçao. Minha equipe esta trabalhando com eles, mas nosso trabalho principal e mante - la em segurança, e nao resolver o crime. Mas no momento temos duas teorias diferentes. A primeira, que voce é alvo por razoes politicas. A segunda, que e puramente pessoal.
- Pessoal? Como?
- Recebeu transfusao. Voce estava sendo envenenada.
- Nao.
- Seu medico em La Croix alertou o rei e a rainha...
- Nunca ouvi nada sobre isso.
- E claro que nao. O medico foi proibido de falar sobre isso com voce. Disseram a ele que voce fizera isso a si mesma, que estava cada vez mais autodestrutiva desde a morte de seu marido e que isso era mais um comportamento para chamar a atençao.
- O que?
- Um pedido de ajuda. - Demetrius passou o dedo pela lateral do pescoço dela.
Assim como na noite anterior, o toque a incentivou e o desejo retornou, trazendo de volta a lembrança do prazer. Nada se comparava àquela sensualidade em sua vida. Ninguem a tocara como se ela fosse ao mesmo tempo bonita e real, e era incrivel amar seu corpo, sua pele, sua mente.
Sua mente sempre fora sua maior força. Sua disciplina. Contudo, ele estava dizendo que o rei e a rainha achavam que ela nao era mentalmente sadia. Pior, disseram ao medico que se envenenara para chamar atençao.
Que nojo. Como se ela fosse se ferir quando tinha tanto para viver!
- Isso é ridiculo. Posso ter problemas com meus sogros, mas nao tenho nenhum desejo de deixar esta vida.
- E eu nao tenho nenhum desejo de ve - la deixar esta vida.
- Quem me envenenou, entao?
- Se soubessemos, eu nao a estaria protegendo.
Protegendo. Que termo horrivel.
- Alguma ideia? Possiveis pistas?
- A segurança do palacio de Melio esta conduzindo a investigaçao. Minha equipe esta trabalhando com eles, mas nosso trabalho principal e mante - la em segurança, e nao resolver o crime. Mas no momento temos duas teorias diferentes. A primeira, que voce é alvo por razoes politicas. A segunda, que e puramente pessoal.
- Pessoal? Como?
domingo, 25 de setembro de 2011
- Sim, mas tenho um codigo de segurança neles. Ninguem pode usa - los sem eu digitar o codigo antes.
- Posso ao menos ligar para Lilly?
- Nao... Voce esta sensivel demais.
- E para minha irma, Nicolette? Ou meu avô?
- Nao ha razao para isso. Eles sabem o necessario: o aviao caiu, houve momentos assustadores, mas voce esta em segurança comigo.
Em segurança com ele? Chantal quase se engasgou com as lagrimas que prendia. Nada em relaçao a Demetrius era seguro. Ela se despira, abrira seu corpo, quase abrira seu coraçao para ele. Como isso poderia... ele... ser considerado seguro?
- Compreendo que tenha sido contratado para me proteger, mas nao ficarei isolada de minha casa e minha familia.
- Mesmo se isso a matar?
- Que exagero.
- Quando foi a ultima vez que os Thibaudet visitaram o palacio em Melio?
- Mais ou menos ha seis meses. Foram a Melio de aviao para o casamento de Niccolette com o rei Nuri.
- Foi mais alguem de La Croix?
- Muitas pessoas. Tanto o rei como a rainha tem irmaos e irmas, assim como primos. Por que?
- Alguem proximo de voce, alguem com acesso a voce quer... ve - la morta.
Morta? Ela empalideceu, mas manteve - se firme, todos aqueles anos de treinamento foram uteis para mascarar a profundidade de seu choque.
- Sabemos de duas tentativas. A primeira foi frustrada puramente por acaso. A segunda foi quase fatal.
- Eu nao... Nao sei de nada sobre uma tentativa, e certamente nada de uma ter sido quase fatal.
- Voce ficou doente depois do casamento da sua irma.
- Fiquei gripada.
- Foi hospitalizada.
- Por um dia.
- Dois dias.
- Posso ao menos ligar para Lilly?
- Nao... Voce esta sensivel demais.
- E para minha irma, Nicolette? Ou meu avô?
- Nao ha razao para isso. Eles sabem o necessario: o aviao caiu, houve momentos assustadores, mas voce esta em segurança comigo.
Em segurança com ele? Chantal quase se engasgou com as lagrimas que prendia. Nada em relaçao a Demetrius era seguro. Ela se despira, abrira seu corpo, quase abrira seu coraçao para ele. Como isso poderia... ele... ser considerado seguro?
- Compreendo que tenha sido contratado para me proteger, mas nao ficarei isolada de minha casa e minha familia.
- Mesmo se isso a matar?
- Que exagero.
- Quando foi a ultima vez que os Thibaudet visitaram o palacio em Melio?
- Mais ou menos ha seis meses. Foram a Melio de aviao para o casamento de Niccolette com o rei Nuri.
- Foi mais alguem de La Croix?
- Muitas pessoas. Tanto o rei como a rainha tem irmaos e irmas, assim como primos. Por que?
- Alguem proximo de voce, alguem com acesso a voce quer... ve - la morta.
Morta? Ela empalideceu, mas manteve - se firme, todos aqueles anos de treinamento foram uteis para mascarar a profundidade de seu choque.
- Sabemos de duas tentativas. A primeira foi frustrada puramente por acaso. A segunda foi quase fatal.
- Eu nao... Nao sei de nada sobre uma tentativa, e certamente nada de uma ter sido quase fatal.
- Voce ficou doente depois do casamento da sua irma.
- Fiquei gripada.
- Foi hospitalizada.
- Por um dia.
- Dois dias.
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