domingo, 31 de outubro de 2010

Ja estava proximo de fazer a matricula pra faculdade, afinal de contas eu nao pensei duas vezes... Logo depois do colegial eu iria fazer a faculdade... Pois era assim que eu queria, eu nao queria demorar pra fazer essa tal faculdade...
E eu tava na Rio Mearim, chegando logo aqui e vi o Sandro descendo pra vir ca e eu tava com uma calça de moletom cinza mesclado que eu nao me lembro a marca agora, o lugar da marca tava se acabando e era preto e eu comecei a pegar e a apertar a calça toda fingida por ve - lo passar, ja descendo a pontinha, todo lindo e faceiro...
E eu logo cheguei na lojinha e o vi passar, e uma outra vez, perto daquela tarde, numa outra tarde, quando ja tava mais proximo de eu fazer a inscriçao do vestibular em duas faculdades... Ja no mes de dezembro, bem pertinho dos dois vestibulares que eu ia prestar, eu, descendo a vielinha, o vi passar, no mesmo lugar que eu vi naquela outra tarde que eu ate apertei a minha calça de moletom cinza mescla e eu fique indignada que eu nao ia ve - lo passando e eu dei uma corrida e acabei torcendo o meu pe, porque eu tava com aquela sandalia plataforma azul cobalto que eu colocava tanto e no que isso me resultou? Isso me resultou numa dor tremenda que eu comecei a chorar na hora, porque na hora inchou e a Valeria me levou pra casa, segurando em meus ombros e eu fiquei assustada, quando eu vi inchando o meu tornozelo...
E resultou em tratamentos dolorosos que eu tive que fazer, no massagista, eu sempre tive que ir ao massagista e acabei enfaixando o que ate hoje me resta num grave problema que doi pra caramba e parece - me que esta deslocado... Conforme o tempo se passa, o meu tornozelo doi bastante, conforme a idade tambem...
E eu pensava que tava ate pronta pra outra... Que nada... Olha ai, vira e mexe eu me pego sentindo essa dor... quer dizer que o meu tornozelo ficou mais ou menos igual ao tornozelo do meu falecido irmao? Um dia eu chego la...
E ele passou e nem me viu chorando... Depois eu fui à faculdade, somente eu e a Valeria que queria saber como era la, e ela me ajudando, com aquele pe enfaixado, aquela bermuda jeans escura que era uma calça e a minha mae fez dela uma bermuda a meu pedido e a camiseta que eu dei pra ele e quando eu cheguei la no patio das inscriçoes, um cao chupando manga, vamos dizer que meio riquinho, começou a rir de mim, assim que eu entrei, a dar sonoras gargalhadas, sem ao menos eu conhecer o individuo me conhecer, ele me fez isso...
E a Valeria ficou indignada, falando - me que nunca tinha visto e me perguntou ainda se eu conhecia o cara eu falei que nao, era um loiro que tava de roupa branca, no minimo ele fazia Odontologia ou Fisioterapia, que eram os dois cursos relacionados à area da saude que tinha na epoca, e Enfermagem tambem tinha na epoca...
Belo dentista, fisioterapeuta ou enfermeiro esse cara deve ser... Zuando os pacientes...

sábado, 30 de outubro de 2010

E o pior e que ela caiu... Caiu na boca do povo e a Iris ja tava na boca do povo a muito tempo... Entao, ela nao tinha mais que cair na boca do povo.
Pois ja estava mesmo...
E em uma tarde a mae dela veio aqui e começou a me falar um monte, como se eu tivesse levado a menina pro mau caminho e a Iris contou depois pra minha mae, que a mae da Bigode subiu em cima de mim, no sentido figurado, como a Iris sempre vivia no mundo das girias, a minha mae ficou me olhando incredula... Como quem a mulher tivesse mesmo subido encima de mim...
E eu expliquei pra ela, falando que na realidade ela nao subiu encima de mim, assim como a Iris havia falado, ela falou em outro sentido e ai a minha mae entendeu e ficou ainda mais aliviada com o que tava acontecendo...
A mulher veio brigando comigo, meio de voz baixa, tipo apontando o dedo pra mim, se eu tivesse perto dela, ela tinha apontado o dedo na minha cara, e sorte e que eu tava atras da mesa, bem longe, ao passo que ela falava, falava, falava, naquela tarde meio chuvosa...
E a Iris somente olhava com os olhos esbugalhados de susto e a filha dela era santinha por acaso?
Depois ela ficou mais tranquila e foi embora pra casa dela e eu fiquei imaginando como seria se aquela Simone tivesse vergonha na cara e pensasse duas vezes antes de fazer as coisas erradas por ai...
E todas as vezes que ela me via, ela se esquivava de mim, sempre bufando com aquela boca esquisita dela, que o cara que beijou devia estar louco... Louquissimo...
Ficou sendo assim, por muito tempo... Ate o dia que eu nao fiz desfeita do casamento da filha dela, ai... Ai a coisa mudou... Ela passou a me cumprimentar e tudo... E eu fiquei mais sossegada com o comportamento da mulher em relaçao a mim...
Pois ela viu que eu enviei ate presente pra filha dela e tudo, so nao fui à festa porque nao teve...
Mas mesmo assim a minha rua sempre foi lotada de gente, e eu acho que colocamos a lojinha la na epoca certa, pois naqueles tempos sim... Tudo funcionava... Atras da minha casa, tinha uma favelinha que sempre compravam da gente e eles nao queriam passar pela rua de baixo que hoje e a avenida, a rua de baixo era muito feia com aquele riozinho cheinho de mato, que hoje ta grande e bem canalizado e a avenida passando ali no meio cheio de carros velozes, rapidos e fugazes, parecendo ate um autodromo de formula um...

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

E eu nem fiz nada, nao reagi, pois eu nao podia jamais ficar me descabelando com os outros na rua, nem tentei explicar nada, mas ela nao queria nem saber de explicaçao, acabou saindo com raiva, ela estava la no portao da casa da dona Lourdes comigo, nervosa e eu dei apenas uma risadinha sem graça, pra nao arrumar nenhuma confusao, pois aqui em casa ninguem ia ao meu favor nao...
E eu, como sempre... Ja sabia que nao iam me dar razao, e alem do mais eu havia feito coisa errada, entao, nem se eu quisesse... Nao me dariam apoio... Levando um menino menor ate a Penha comigo e ainda mais... Namorado da menina... Da putinha da rua... Assim como diziam...
E em uma tarde eu estava falando sobre o Sandro, ali no antigo banco de madeira da Juliana, com ela e a Paula, quando nos tres vimos a Simone sair da casa do seu Ze, o falecido Cabo Cruz e o Eduardo saiu logo depois que a Juliana ficou murmurando e nos tres nos olhamos admiradas e a Simone passou reto, sem quase nem olhar pra nos, apenas um olhar disfarçado e os cabelos encharcados...
"De cabelos molhados... Ela tomou banho com o Eduardo... Imagine so o que os dois nao fizeram?" a Juliana continuou admirada e nos, sem falarmos nada, pois eu nem podia, porque eu ja sabia como era a menina e a mae dela, que a segurava pra caramba e nem a deixava ir na casa da Juliana no Natal...
Uhn... Porque ela ja sabia se deixasse a filha solta por ai, ela iria aprontar ate demais da conta... Mais ainda do que ela aprontava...
E no dia seguinte a Juliana falou pra mim e pra Paula que ela perguntou pro Eduardo e ele falou que nao havia feito nada com ela nao, e que so passou o dedo no sininho e eu fiquei boquiaberta, nao acreditando no que eu tava ouvindo da parte do Eduardo, tao descarado e semvergonha, que ficou contando as coisas dele pra curiosa da Juliana que ficou perguntando, e que nao tinha nada que ficar perguntando... Mas a curiosidade... A curiosidade mata ate quem ta plenamente e satisfatoriamente morto...
E eu continuei duvidando e ainda falei pra Juliana que ele nao queria falar, entao ele falou so onde podia e correu um boato de que a Simone nao era mais virgem, devido ao banho que ela tomou com o Eduardo e nao foi so nos que vimos, mais alguem viu e contou pra fofoqueira da dona Elsa, nao a mae do Sandro, a Kuduru aqui da minha rua e ela, como sempre, se encarregou de contar pra todo mundo e dar aquelas gargalhadas de louca que ela sempre dava, satisfeita com a desgraça alheia das pessoas, por mais humildes que elas fossem...
E a mae da Simone, mais que depressa a levou ao ginecologista e esse a examinou e falou que ela ainda era virgem, dai, papo vai e papo vem, a Juliana, me falou que ele nunca ia falar porque ele tava ate correndo risco de ser processado, entao... Eles tem uma etica profissional de nao falar da conduta das pessoas...
E eu tambem falei que a responsabilidade e muita, entao, teria que ser ela a examinar a filha, ja que ela queria tanto provar pra todo mundo da rua que a menina ainda era virgem por causa do bendito banho que ela havia tomado com o Eduardo e em plena luz do dia ela sair de cabelos molhados e nem ai pra ninguem, atravessar a rua e ir direto pra casa dela, sem ao menos falar com a gente, e se ela nem se deu o trabalho de secar os cabelos ou entao de demorar mais um pouco por la pra ver se dava uma disfarçada e sair um pouco antes da mae dela chegar do serviço... Nao... Ela quis mostrar pra todo mundo que ela podia e que achava certo fazer isso e depois nao queria cair na boca do povo?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

E eu nao ficava encabulada nao, eu continuava olhando... E ele tambem olhando...
E eu me lembro de muita coisa que houve, muita coisa que eu fiquei sabendo mais depois de anos a fio... A Bigode adorava ficar cantando os meninos, so nao gostava que a gente se aproximasse do Eduardo...
E eu fiquei sabendo pela boca dela que ela mexeu com o Sandro e ficou falando bem baixinho, mas pra ele escutar que ele era maravilhoso, pintudo e tudo mais e eu nao gostei muito disso nao, pois ela gostava mesmo era de se aparecer...
E ela ficou de me dar uma simpatia que passava mel na banana, selava a banana com o nome da pessoa escrito num papelzinho dentro e ela nao me deu ate hoje, a banana tinha que ser colocada debaixo da arvore depois da meia noite e so ser retirada na meia noite do dia seguinte e que essa simpatia era tiro e queda e ela sempre falava que ia me dar, mas nunca me deu a simpatia que eu tava tao ansiosa por faze - la...
Uma vez o Eduardo foi ate a escola comigo, e eu ate paguei o onibus pra ele, mais o moleque era muito novinho e nao aconteceu nada demais e fomos ate a Penha e voltamos tranquilos, ele somente ficou conversando comigo e ficamos dando muitas gargalhadas e a Simone dizia que amava de paixao o Eduardo, so que nao se casou com ele, acabou se casando com um cara que ela dizia que era bem parecido com o Carlinhos, e teve um menino lindinho como os cabelos de anjinho e os olhos azulados...
Mas... Bem antes dela se casar com aquele rapaz... Ela aprontou muito... Sempre mal falada na rua e quando se casou... Quando ela se casou, ela tinha orgulho de sair toda de branco da casa dela pra todo mundo ver... Mas, sorte que o dia estava chuvoso, porque assim ninguem a viu de branco, so nao deu festa, pois falou que nao queria festa, porque a colega dela deu uma festa perfeita e sairam falando ate dizer chega... E nada... Isso e desculpa de quem nao tem grana e nao quer dar comida de graça pra todo mundo...
Mas... Ela podia dar uma festinha para as familias das colegas dela, nao e?
Mas... Infelizmente ela nao quis dar a festa pra ninguem comer de graça, mas ela teria que pensar... Teria que pensar nas colegas dela, a nao ser se todos os padrinhos se juntassem pra dar a festa pra ela, nao e?
E a Simone descobriu que o Eduardo tinha ido pra escola comigo e ela veio nervosa pra cima de mim bem proximo a minha casa, perto do portao da dona Lourdes e ficou olhando pra minha cara feito doida varrida, e o Marcos saiu pra fora e viu o que ela tava falando...
"- Ai, voce hein, Miriam!!! Eu nao acredito que voce fez isso!!! Eu to por aqui com voce..." ela disse fazendo gesto com a mao na garganta, que ela tava pela garganta comigo.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

E o engraçado e que eu nao sabia, mas ele tava fazendo aniversario por aqueles dias, que interessante... Depois eu descobri que ele completava aniversario um dia depois de mim... Achei muito bacana mesmo, as duas datas tao aproximadas... Muita coincidencia...
Descobri naquele dia mesmo que eu tava pedindo para que todos assinassem na minha agendinha preta que tava aqui em casa, toda zuada e o meu pai nao ia usar mesmo, entao eu coloquei, ou melhor... Pedi pra cada um colocar o seu nome e endereço juntamente com a data de aniversario e eu fiquei feliz, quando ele passou naquela mobilete velha e eu o chamei, porque a Juliana pediu pra eu chama - lo e ele voltou com a mobilete e a Juliana ficou toda empolgada e quase que pulando de tanta alegria e a Valeria me olhava ate vermelha de tanta emoçao pelo ato cometido por ele...
E eu fui la na calçada e ele lindo e sorridente, me perguntou o que eu queria e eu falei que eu queria que ele assinasse a minha agenda e colocasse o endereço dele e a data de aniversario dele e assim ele o fez... So que ele colocou o nome dele como Alex Sandro da Silva e a Valeria morreu de rir, quando ele deu a agenda, com aquela letra feia que doia, e eu descobri mais um ponto em comum... Ambos tinhamos a letra feia...
E enquanto ele escrevia o nome dele, ele olhava pros meus poucos peitos e a Juliana me falou depois e eu falei que nem havia notado, e ele ate ficou vermelho, enquanto ele escrevia na minha agenda...
E a blusinha que eu tava, era de um verde bem chamativo, tipo abacate e o decote dela valorizava bastante os meus seios e foi por isso que ele deve ter ficado embobecido...
Ah... Ja tava me esquecendo da camiseta... Surgiu uma conversa, no minimo vinda da Iris, que ele tinha dado a camiseta pra mae dele e um dia, quando ele passou, eu o parei e perguntei: "Gostou?" e ele respondeu, meio malandro... "Da Hora!" E eu fiquei satisfeita, mas sem saber o que ele tinha feito da camiseta, qual era o destino da camiseta que eu dei pra ele... Ah... Eu acho que a mae dele deve ter guardado pra nao me chatear mais, ou entao a Silvia deve ter achado no local em que a mae dele guardou e feito um inferno tremendo ate ele falar quem foi que deu e no fim ele deve ter falado, o bobao... E ela deve ter queimado, ou dado o fim, ou ate mesmo levado pra macumba... Que e bem a cara dela mesmo!!!
E num domingo a tarde, eu e a Valeria estavamos sentadas feito duas bobonas na lojinha, como sempre ficavamos, e ele passou sentido ponto todo com aquele macacao delave que eu o vi pela primeira vez, e so que dessa vez, ele tava com uma camiseta branca de manga longa por baixo, no minimo de marca... Porque da primeira vez que eu o vi, da primeira vez que eu o vi, ele tava sem a camiseta, somente com aquele macacao, entao... Acho que ele se apaixonou pelas minhas pernas e eu... Pelos ombros dele...
E a Valeria me falou, naquela tarde, que eu nem precisava me levantar, porque ela olhava dali da porta mesmo e ela acabou gritando bem fininho... "Ele sentou, voce nao acredita! Ele sentou no chao..." e ai eu nao aguentei e acabei indo olhar, e realmente ele tinha sentado no chao com a galerinha do Reinaldo, o primo da Ligia e nos ficamos olhando e eu acho que ele deveria de se sentir mesmo, pois quase sempre quando ele passava, ficavamos olhando, e quando eu ficava sozinha la na lojinha, eu ficava pagando pau, como todo mundo falava na epoca, e muitas vezes, ele ate olhava pra tras... Pra se certificar, ja que ele estava acostumado ter todas as meninas a seus pes...

domingo, 24 de outubro de 2010

Quem nao gosta de dar um presente para a pessoa amada? E quem nao gosta de receber um presente da pessoa amada?
Entao... Passeando pelo shopping junto com a Valeria e com a ideia fixa de comprar um presente que seria uma lembrança minha para o Sandro, e a Valeria que gostou da ideia, continuou firme, falando que se eu desse um perfume, que era uma ideia que eu tinha desde o inicio, eu estava chamando - o de fedido, mas eu nunca tive essa ideia absurda, mais ate ai tudo bem, e ela me disse que era bom eu dar uma caneta dourada ou prateada e eu fiquei pensando que deveria de ser muito caro, e ela continuou falando que se eu tinha ideia de dar um perfume, eu poderia dar a coleçao inteirinha do SrN da Natura e eu fiquei boquiaberta imaginando em como seria o preço daquilo e se ele, como pessoa, valia tudo aquilo, pela beleza... Pela beleza ele valia tudo aquilo e muito mais... Os perfumes e os presentes mais caros do mundo...
E ela sempre dando ideias, nos fomos passear no shopping sozinhas e eu me encantei com uma camiseta de fundo azul escuro da Artmanha que dava muito bem pro meu bolso... Com a bandeira dos Estados Unidos desenhada e era linda... Demorei pra busca - la, porque ela começou a falar que se fosse dar roupa pra ele, teria que ser de marca e nao de uma marca vagabunda como era a Artimanha e vimos um cara horroroso no metro com a mesma camiseta que eu queria dar pra ele e achamos linda, ate gritamos de tanta comoçao ao ver a camiseta no corpo do cara, e o cara ate ficou nos olhando... Talvez ele ate se assustou com as duas loucas que olharam pra ele e gritaram. Mas... Quando chegamos na loja, eu fui perguntar e infelizmente nao tinha mais a camiseta que eu tanto amei e so tinha modelos semelhantes àquela e eu acabei comprando uma semelhante mesmo e mandando embrulha - la pra presente e o cara da loja embrulhou e ela, na falsidade, acho que pra nao falar que ele nao iria gostar, ela falou pra mim que ele iria adorar o presente e eu fiquei toda cheia e feliz e com uma esperança a mais... A esperança de ficar com ele... Coisa que eu nunca fiz por ninguem, por mais que eu gostasse da pessoa...
E eu fui toda feliz pra casa, so que nao tinha como eu ficar com aquele presente na minha mao, senao a minha mae iria perguntar pra quem era e ela falou pra eu ficar do lado de fora e assim que ele passar, era melhor eu entrega - lo logo pra ele...
E assim foi... Eu fui pra casa com o pacote na mao e disfarçadamente, esperei - o passar e sorte que ele passou bem na hora exata e no momento oportuno... Quando ele passou eu dei a camiseta pra ele, e ele todo sem graça, pegou o presente, e apenas agradeceu e guardou - o na mochila dele...
Que coisa nao? O cara nem pra me dar um beijinho no rosto? Nao me deu... Mas... No minimo alguem poderia falar pra Luciana, nao e? E se ela descobrisse?

sábado, 23 de outubro de 2010

E a professora que tava dando a reuniao tentou defender a classe, falando que era luta deles, e que no futuro... No futuro ia ser bem mais dificil os professores lutarem pela sua classe e que uns iam querer e a maioria nao, e que essa maioria que nao ia querer movimento algum como greves e manifestaçoes, ia ser a maioria escrava do governo, que o governo ia ameaçá - los e eles iam ficar com medo e que os alunos tinham que aproveitar nesses tempos que os professores estavam querendo lutar pela classe...
E hoje e assim mesmo... Somos ameaçados pela minoria desses politicos safados e sem vergonhas... E a maioria nao quer movimento algum nem com greve e nem com manifestaçoes, pois o governo pisa de pe e ameaça a todos nos e so os mais corajosos... So os mais corajosos que merecem aplausos e que param para fazer greve e para se manifestar contra a politica abusiva e desgraçada desse governo maldito...
E mesmo assim nos resistimos e continuamos trabalhando... Era coisa de pararmos se quisessemos, ja que ele fica aplicando essas politicas abusivas e nao nos da aumento, entao... Poderiamos ate parar de trabalhar pra fazermos um grande protesto contra esse maligno que so quer ferrar a vida dos professores...
E naquela epoca as greves eram sempre bem mais longas e bem mais estruturadas, pois tudo que se reinvindicava, se conseguia e sem pestanejar o governo dava o que os professores estavam pedindo...
O poder de compra era bem melhor... Apesar da inflaçao que tinha, e hoje a inflaçao e so nas mercadorias, porque o nosso salario... O nosso salario nao sobe nem a cassetada, se sobe e so cinco por cento, enquanto que as mercadorias... Enquanto que as mercadorias sobem quase cinquenta por cento todo ano, e ainda assim mesmo ha pessoas que acreditam que nao tem inflaçao e ainda que o Brasil vai melhorar... Da vontade de rir e rir muito...
E enquanto o tempo corria, como sempre, eu adorava ficar sonhando... A Elisangela se afastou da escola, porque seu filho ou sua filha iria nascer logo, entao, ela nem foi na formatura e a nossa sala continuava na muvuca, pois quando os professores faltavam, quase ninguem vinha adiantar aula e nem tampouco aparecia eventual, eventual era coisa rala naquela epoca e naquela escola e quando aparecia, as professoras eram muito novinhas, novinhas de tudo, bem mais novas do que eu, no minimo...
E eu nunca gostei de ser considerada a mais velha da sala, alias, eu nao era considerada a mais velha da sala, eu era mesmo...
Entao eu tinha que me conformar, pois eu ja estava absolutamente velha pra estar no meio daquela meninada toda, e ainda no meio daquela meninada toda que frequentava a minha lojinha e que a gente ficava rindo e falando besteirol, somente besteirol...
E na sala tambem e sempre quando ficavamos sozinhas, tinha gente que adorava ficar dançando la na frente somente para aparecer quando entrava gente nova ou gente estranha na nossa sala e ficava la conosco, assim como a Claudia e compania limitada, que adorava se aparecer, so nao colocava uma melancia no pescoço, porque a melancia e pesada, e nao dava pra carrega - la ate a escola, principalmente quem morava longe, assim como eu, a Alessandra e a Angelica que morava no Jardim Coimbra, um pouco mais longe...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Houve outra tarde, na entrada, enquanto aguardavamos o portao abrir, a Marcia, comentou que tinha uma colega que ia se casar e que tava tudo pronto pro casamento... Tudo, tudo, tudo... A cozinha, a sala... E ela descobriu que nao gostava mais do cara e foi falar pro cara e esse ficou louco, querendo ate voar encima dela... Mas que absurdo!!! Deixar o cara comprar todas as coisas pra depois nao querer se casar com o cara? Isso e loucura... Uma tremenda loucura... Nao sei que fim essa historia deu... Mas com certeza, o fim nao foi bom...
A Marcia falava muita coisa, que talvez ela nunca tivesse feito, nao sei, eu acho que ela queria mesmo era impressionar a gente, queria ser notada, sei la... Uma coisa assim, e nao demorou muito ela desmanchou do rapaz, o Morel e foi namorar um outro que ela contou que se fez de santa e começou a falar para algumas meninas da sala que ficaram impressionadas, tamanho a falta de nexo dela de ficar fazendo - se do que nao era... Ou do que nao queria ser... Ela falava que ficou com o rapaz e se fazia de santinha e que nao deixava demonstrar o que ela era mesmo... Ela se escondia, e falava dando sonoras gargalhadas e quando o rapaz a levou pro motel, ela se fez de sonsa o tempo todo e se fazendo de timida e tudo mais, se escondendo e quando o rapaz descobriu... Eu nao me lembro se ele continuou com ela ou se entao... Acabou por ali mesmo... So sei que ela falava coisas que talvez quem faz nao fala, quem faz esconde... Eu acho dificil de se acreditar...
Falava que o orgao sexual masculino ficava mole dentro dela e ela pedia pro cara deixá - lo mole... E assim dava sonoras gargalhadas, agora nao sei a que trouxa ela tava querendo enganar, ou se era a gente mesmo... Que faziamos rodinhas pra ficarmos ouvindo as conversas dela, quando o professor tava corrigindo os trabalhos ou entao... Nao se encontrava na sala...
E uma vez que a Alessandra queria que ela fosse ate a casa dela e me pediu um passe emprestado e eu, com o passe na bolsa, nao emprestei, pois eu ja sabia que receber mesmo... Receber mesmo poderia ser dificil, pois ela nem trabalhava... E ela so ia à casa da Alessandra, se ela emprestasse um passe ela falou que nao tinha nenhum e a Alessandra, nao ia emprestar o dela, nao e?
Bom... Assim pelo menos ela nao sentiu o fedo de cachorro na casa da porca da Alessandra... Que nojo...
E sempre ficavamos sentadas ali, em frente à escola, esperando o portao abrir, muitas com vontade de estudar e uma grande parte nao... So iam pra escola pra passar o tempo e nos tempos de greve, eu aproveitei muito em casa, abrindo a lojinha, ficando la de manha pra minha mae, vendendo algumas coisas e descansando um pouco e eu me lembro que nos tinhamos que ir ate os sabados pra escola e uma vez teve reuniao de pais e eu mesma ia em minhas reunioes, pois a minha mae nem precisava mais de ir, porque alem de eu ser a mais velha da sala, eu era maior, entao... Quem cuidava da minha vida escolar era eu... Somente eu... Eu so falava algumas coisas e escondia as materias que eu tava ruim, pra ninguem ficar nervoso comigo e nem preocupado com a minha vida escolar...
E a mae de uma das meninas reclamou que a filha dela estava exausta de tanto fazer trabalhos e que a escola exagerava um pouco, pois tinham feito greve e nao era culpa dos alunos e que esses ultimos estavam sendo totalmente prejudicados e castigados e que a filha dela chorava a cada lista de trabalho que ela levava pra casa e falava que tinha que fazer...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Nao ser tao largada assim quanto a Marcia Gimenez que namorava um e outro e falava pra sala toda em alto e bom tom que saia com todo mundo mesmo e contava as suas aventuras amorosas pra todo mundo ouvir, inclusive as professoras...
Em uma tarde, a Marcia estava totalmente nervosa, pois o namorado dela o tal do Morel que estava na porta da escola junto com ela e mais alguns moleques la, foi revistado pela policia que passou la em frente à escola mandando os meninos levantarem as maos, e revistaram daquele jeito la que todo mundo sabe e depois mandaram eles colocarem as camisetas e quem tinha camisa colocar tambem as suas camisas e ai depois que a policia saiu ela começou a falar um monte desde la do lado de fora ate dentro da escola, indignada e totalmente revoltada com o que havia ocorrido e ficou falando ainda que teve briga durante o final de semana com a familia dele, a mae dele descobriu que o pai dele tava chifrando ela e teve uma muvuca tremenda dentro de casa, foram discutir ate do lado de fora, bem no meio da rua, e eles moravam numa maloca, pelo que ela contava pra gente, era ali quase embaixo daquela ponte que vai pro Cangaiba e a casinha devia ser bem pequenininha e desconfortavel e ela e o tal Moral foram embora pra nao ver mais briga e ela ja tava chateada com tudo isso e eu perguntei pra ela se o nome dele era Morel ou Aimorel e ela deu risada de mim e do jeito que eu havia perguntado e ela me respondeu que era Morel, e nao Aimorel, ela fazia quando tava sozinha com ele e gargalhou uma gargalhada bem safada mesmo...
E eu so fiquei olhando pra cara dela e ela sempre voando de um lado pro outro e tinha gente que falava que ela um dia ia acabar ficando sozinha mesmo, pois ninguem ia quere - la mais, pois ela ia estar tao rodada, mais tao rodada que se fosse se casar, teria que se casar com uma pessoa de longe e bem de longe mesmo, pois ninguem de perto iria querer se casar com ela... Jamais... E foi o que deve ter acontecido...
A Marcia Gimenez tinha uma filha pequena, que ela teve com o irmao da Treicy, uma outra menina chata e gorda que tinha as pernas todas cheias de feridas e eu a chamava de Miss Ferida, e ela nem ligava, suas pernas eram totalmente horriveis, ela se achava e gostava tambem de tirar uma comigo.
E ela falou que a familia da Treicy ficou com a menina e nunca a deixou ver a filha e ela se sentia muito chateada por isso que ocorreu com ela e ainda tinha coragem de falar que o pai dela achava que ela era virgem...
Ou sera que era mentira esse papo de que ela tinha mesmo uma filha somente pra impressionar as bobonas que ficavam boquiabertas com as coisas que ela falava...
Em uma tarde, quando nao tinha professor na sala, a Marcia Gimenez trouxe um livro que so falava sobre sexo... Alias a cabeça dela era puro sexo... E ela começou a ler pra todas nos, que fizemos silencio para escutarmos a leitura dinamica dela, e sentada na cadeira, ela lia como se estivesse dando uma aula mesmo, e parava num ponto que ela achava que a gente tinha duvidas ou entao, num ponto que ela sabia mais e explicava, explicava e uma das mais belas, acho que a Luana, nao me lembro no momento, deu risada e falou que ela tava parecendo mesmo uma das nossas professoras, que parava de ler e explicava e demos risada disso, inclusive a Marcia que ate parou de ler pra dar risada...

domingo, 17 de outubro de 2010

E eu dei risada, ainda bem que nao era eu, pois pelo menos nao era eu que tava sendo chamada de feia, pela primeira vez, tinha uma mais feia do que eu ali naquele meio...
E ela la que nem louca falando e gritando com as demais meninas, pois ela deveria estar se achando, porque o menino so olhava pra ela dando risada, eu acho que ela pensou que ele deveria estar achando ela muito bonita, engano dela...
O menino era feinho, tipo o namorado dela...
Eu me lembro que teve uma vez que ela sumia, cabulando aula, e a Alessandra me falava que ela tava namorando la no ossario da igreja, que era o local que tinhamos mais medo, onde os padres estavam enterrados e ali no ossario, depois que descarnavam, ficavam apenas os ossos dos padres, de todos os padres que pastoreavam aquela igreja...
Iamos ao banheiro da igreja morrendo de medo e sempre pregavamos sustos nas mais despreparadas que entravam la e elas ficavam totalmente geladas de susto e foi ali que a Elisangela acabou aprontando o filho dela e teve ate que sair de casa porque a mae dela nao queria aceita - la gravida...
E depois davamos risadas das coisas que faziamos, eu e mais umas bobonas assim como eu, que nem cheiravam e nem fediam...
E eu fiquei somente olhando naquela aula de Educaçao Fisica que estavamos fazendo, observava as meninas jogando e gritando umas com as outras la na quadra e eu observava, pois eu nao podia fazer Educaçao Fisica mesmo, porque eu era dispensada devido a Hepatite que eu tive aos dezoito anos de idade, nao era muito tempo nao, mais eu tinha restriçoes de nao fazer aulas de Educaçao Fisica, nenhum exercicio fisico por algum tempo e eu achava bom... Pois tinhamos somente que jogar aqueles jogos que eu sempre achei idiotas e massacrantes, nao tinha altura e nem tampouco agilidade pra jogar basquete, que tambem nao era jogado, mas era o jogo que eu mais me simpatizava, nao tinha agilidade nenhuma pra jogar volei, pois era o mais jogado na epoca e tinha medo da bola, quando ela vinha encima de mim eu gelava... Parecia uma aranha... Eu gelava e saia correndo dela... Como o diabo foge da cruz...
E a Luciana Zorzato tava com uma calça jeans que tava escrito atras vinte x vinte e eu a chamei assim e ela olhou dando risada... E acenei pra ela... Afinal de contas ela era uma menina legal, nao ficava de tiraçao de sarro e nem de zueira assim como as demais...
E eu fiquei feliz por ela olha pra mim e acenar, alem disso, ela era muito bonita e tinha vez que eu ficava coladona nos papos dela e da Luana, as duas meninas eram de familias liberais, saiam a noite e iam pra balada e elas se encontravam e ficavam falando do que havia acontecido nos finais de semana durante o ano e eu sempre achei legal esse negocio da pessoa poder sair e se divertir nas baladas...
Porque em casa... Em casa eu jamais pude fazer isso...
A Luciana contou que foi pra balada nao sei onde ela foi, e depois que terminou a balada la pra umas quatro, eles pararam todos numa padaria e comeram ate dizer chega e contou que os meninos estavam morrendo de fome, e ficaram cutucando o paozinho que compraram e ela tava dando risada e dentro da balada um carinha la, ficou puxando o cabelo dela, enquanto ela tava na rodinha de amigos...

sábado, 16 de outubro de 2010

E eu acabei comprando o tamanho M e na hora que eu dei a fralda, nao sei quem que falou que eu nao sabia comprar fraldas, e eu perguntei pra Elisangela se o bebe nao ia crescer e ela disse que "sim" e eu falei pra ela usa - la somente quando ele tivesse o tamanho para usar o numero certo da fralda e ela aceitou numa boa...
Como ate ai eu nao pensava em ser mae mesmo e nem pensava em me casar, a unica pessoa que eu gostaria de me casar... Alem de ser o Sandro, era os meus antigos amores, o Gilberto e o Acacio... Na epoca que eu gostava deles...
E eu nao pensava em me casar com mais ninguem...
Mas ate ai tudo bem... A Elisangela saiu toda pintada pelo corredor a fora, com aquele enorme barrigao aquela zueira toda danada, que todas aquelas meninas faziam indo atras dela, pois ela errou diversas vezes o castigo que foi feito pra eles...
Foram ao patio com ela e eu nem sai, fiquei na sala junto com algumas meninas que nao aderiram à brincadeira, inclusive a Alessandra que ficou emburrada num canto, bem la no fundo da carteira onde ela sentava, e eu ja sabia que se eu saisse pra curiar, iria sobrar pra mim, pos a Elisangela viria de novo com aquela historia toda que ela falou aquela tarde que eu fiquei super chateada, so aderia a brincadeira, junto com as outras, porque todo mundo foi na boa fe, pegando os papeizinhos dos presentes e depois nos entregamos, pagamos castigo quando ela acertava, apenas por zueira e depois ficamos na sala junto com a professora que corrigia algumas coisas e tambem nao participou da zueira pois afinal de contas ela era a professora e tinha que se colocar no lugar dela, igual a mim e as outras demais que poderiam se sentir despresadas tambem pelas demais...
E aquela gritaria toda no patio e a Elisangela la se exibindo e todo mundo olhando e a Alessandra olhava la da carteira dela e comentava com a gente dando risada e logo lavaram a menina pra ela nao ir embora pra casa assim, toda pinduricada de papel higienico branco...
E eu so ficava escutando sem me atrever a olhar, pois eu acho que so do fato de eu me atrever a olhar, ela viria com gracinha pro meu lado...
E comemos e bebemos a vontade e eu tava ate querendo levar alguns salgadinhos e docinhos pra minha mae, mas nem me atrevi a pegar, pois eu ja sabia que se eu pegasse iria sobrar... Entao... Eu nem peguei nada, pois eu pensei so, quando as meninas começaram a colocar aquele montao que sobrou tudo numa formona de papel bem grandona onde levaram o bolo de chocolate, cujo qual eu nem comi, pois eu nunca gostei mesmo de bolo de chocolate, pois eu acho bem seco... Por mais que sejam molhadinhos...
E a Luana foi falando logo que era tudo pra Elisangela, acho que ja lendo o meu pensamento, que eu tambem queria um pouquinho pra levar pra casa, afinal de contas, eu ajudei na festinha e eu acho que nao so eu, mas todos tinham o direito de levar algum pouquinho pra sua casa, para os seus familiares...
E uma vez, que estavamos na Educaçao Fisica e uma das meninas falou que tinha um menino que tava achando uma menina muito feia no meio delas e eu perguntei quem ele tava achando feia e a menina perguntou pro menino e ele mostrou a Elisangela que tava jogando volei junto com as demais ali na quadra do prezinho...
A Luana que correu atras da Elisangela, dando risada do jeito que ela estava, ficou comentando toda animada sobre o estado que a menina tinha ficado, ela sempre andava na moda, com roupas de marca, calça jeans delave e blusinha branca, sempre mostrando a barriga.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

E eu fiquei muito triste com aquela professora que fez tudo aquilo pra mim e eu fiquei ouvindo mas... Nao respondi nada pra ninguem, porque eu tinha medo de acontecer algo comigo, principalmente de apanhar, me esperar la fora, porque eu sempre ouvi coisas assim e se fosse me esperar... Se fosse me esperar nao seria sozinho, seria com varias daquelas meninas que se diziam ser minhas amigas, assim como na quarta serie, quando eu relatar mais tarde, voces verao como foi...
E sempre houve muvuca naquela sala e a maioria era relacionada a mim... E eu ficava na minha, pois eu nao podia ficar mais nervosa, ja tava cansada disso...
E uma vez a Marcia Gimenez me perguntou o "porque" de eu nao responder e eu falei que nao gostava de briga, com medo de alguem vir bater em mim... E ela acabou falando e passando pelo meio da sala, que la nao era Itaquera nao e sim a Penha, entao ninguem era selvagem a ponto de me bater... Nao sei... So sei que teve briga dentro da sala, entre duas meninas que discutiam ate na porta do banco, acho que por causa de cara... Sei la...
O meu sobrinho estudava na mesma escola que eu, porque a minha irma nao queria que ele estudasse nas escolas proximas ao bairro, ja chegava a Andreia que era menor que ele e que ela achava que ela nao ia conseguir pegar onibus sozinha e se virar pelos pontos de onibus a fora...
Entao ela estudava no Vieira que e bem pertinho de casa, e eu fiquei la juntamente com o Ricardo e la nao era a unica escola que tinha o curso de magisterio que eu estava terminando, eu podia pular de galho em galho como macaco, afinal de contas tinha tanta escola do estado na epoca que oferecia o curso de magisterio e assim eu ia terminando o curso a cada ano em uma escola, seria uma belezinha e a minha mae, no inicio queria que eu estudasse no Carvalho Senne que tinha magisterio de manha e se qualquer coisa que acontecesse o meu pai iria ate la me buscar de carro e que nem precisava de tomar onibus e ir tao longe de casa, e pensando bem... Pensando bem ela estava certa...
E se eu tivesse estudado la desde o inicio? Talvez seria ate melhor, pois eu iria estudar com pessoas mais velhas, pessoas com filhos e quem sabe ate nao iria estudar com um bando de menininhas fresquinhas que tinham la na Penha...
Todo mundo combinou em fazer o cha de bebe da Elisangela, que ja tava perto de ter o bebe, com aquele enorme barrigao, ela nao deixava de ser chata e todos tiraram papaizinhos das coisas que iriam trazer e combinamos em cada uma levar um pratinho para o dia, escolheram a aula da professora que podia fazer a festa e pronto...
E ja tava tudo certo... E eu fui ao mercado buscar um pacote de fralda, pois naquela epoca os bebes ja usavam fraldas descartaveis, nao era a epoca que eu nasci que era tanta fralda de pano que as maes lavavam que dava ate raiva, tudo cheio de bosta...
E agora esr somente tirar a fralda, limpar a bunda do bebe, que eu sempre tive nojo e jogar a fralda no lixo como se fosse absorvente de menstruaçao... Toda cheia de sangue...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Inclusive, ate mesmo a professora, aproveitando o encejo, era capaz de chamar todo mundo, todo grupo de professor, as serventes da escola, as cozinheiras, aqueles que limpam os banheiros, o cara do lixo, o cara da cantina, o gato da caseira, a caseira juntamente com a sua familia que deveriam estar saboreando um frango, no almoço, deveriam ir tambem pra me atacar e todos de frango na mao, com a asinha, a coxinha da asa e etc, ate mesmo o marido dela com o peito de frango na mao, que e a melhor parte do frango, segundo a minha opiniao.
E a muvuca viraria totalmente por cima de mim... E olha so o que aconteceria, e no final da briga, eu estaria totalmente arrebentada e sendo levada urgente para o hospital, somente para nao aguentar e morrer no hospital... Ah... Se fosse hoje... Se fosse hoje sem duvida nenhuma, aconteceria isso...
Mas... Pra evitar tudo isso, como sempre, eu nem respondia, somente escutei todo mundo metendo o pau em mim, como o de sempre, falando um monte de mim, colocando o debate em questao, pois eu nem podia tentar colocar o nariz pra fora, pra ver o que tava acontecendo... Olha so a minha situaçao... Eu nao podia ser normal como as outras meninas e agir normalmente, como eu queria agir... Infelizmente nao... Pois tudo caia por cima de mim...
Que chato, que chato mesmo...
E houve uma outra vez, em que estavamos na aula da professora Eunice, e essa tava explicando os trabalhos e logo começou a se discutir comigo, e eu nem tava entendendo o que ela tava querendo dizer em relaçao a mim e eu ja nao aguentava mais esse tipo de perseguiçao e tinha ora... Tinha ora que eu tinha mesmo vontade de largar tudo, de mandar todo mundo ir à merda e nao continuar mais esse curso de bosta, poi eu podia... Se eu quisesse eu podia fazer isso, podia pegar o meu diploma como se eu tivesse feito somente o colegial e podia ter ido diretamente para a faculdade e eu pensava na bendita da faculdade, se fosse assim... Eu nem iria...
E todo mundo começou a falar tambem, inclusive a Marcia Gimenez que começou a falar quando iamos fazer os trabalhos eu falava que ia dar as folhas e nao falava mais nada se ia fazer ou nao, e hoje em dia o negocio e totalmente diferente, as pessoas pagam pra uma particular fazer e a gente pra nao arrumar confusao com os alunos, temos que aceitar, porque tem professor que ainda arruma confusao com os alunos, e porque tem peito pra enfrentar, nao e?
Mas eu sempre fazia os trabalhos, e claro que nao me empenhava muito, como eu tinha que me empenhar, entao... Eu tambem tava com saco cheio de ser tao perseguida assim por todo mundo, inclusive os meus professores e aquelas meninas, nem todas, mas na hora, eu achava que eram todas as meninas que me perseguiam, porque eu via todo mundo falando...
Entao... Eu nao via a hora de chegar logo o final do ano pra eu me mandar e nunca mais ver aquelas meninas que nunca mais vi mesmo, so umas tres que estao no meu Orkut... A Marcia Gimenez, a Alessandra e a Elisangela... Essas tres, daquela epoca estao no meu orkut, somente tambem, procurei o restante e nao achei mais ninguem...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

E depois disso tudo, eu sempre analisei o comportamento das meninas, sempre fui dita como come quieto, aquelas pessoas que mais observam do que falam, uma eu nao tinha amigas pra falar como hoje, entao hoje eu cometo mais erros do que no passado, pois hoje eu mais falo do que observo as pessoas que estao à minha volta...
Eu sempre pegava metro pra ir pra escola, as vezes eu ia de onibus e voltava de metro ou entao eu fazia o contrario e sempre ia me virando pois eu tinha passes pras duas coisas, tudo isso que a minha mae me arrumava com a grana da lojinha...
E tudo que vendia na lojinha dava pra eu pegar onibus ou metro, ou vendia bem, ou as coisas eram bem mais baratas do que hoje sao...
Uma tarde teve uma muvuca no corredor da escola, bem no nosso corredor mesmo, era entre dois alunos da setima serie e o professor Carlao de Geografia que ja tinha dado aulas pra nos no terceiro magisterio e eu so ouvi o outro menino falando pro outro gorduchinho... "Assume meu, falou assume, seja homem..." e o professor estava nervoso e do lado dos dois, olhando pra cara do menino que por sua vez, ficou mudo...
E uma outra vez, que foi outra muvuca, nao sei entre quem foi, so sei que todo mundo saiu pra ver, inclusive eu, que fui criticada logo apos e nem respondi, pois eu nao tinha resposta na epoca pra dar, e pra começo de conversa, se eu respondesse, como eu ja disse, era capaz de todas se reunirem pra me bater, entao, pra eu nao apanhar, que era coisa que eu tinha mais medo de acontecer... Eu nao respondia...
E todo mundo ali, na porta da sala de aula e a professora dentro, era como, praticamente hoje, que os alunos saem e todo mundo fica olhando pra fora... Com o intuito de ver o que tava acontecendo la fora...
E eu, como sou filha de Deus... Tenho curiosidades, tambem mereço ver, nao e? Entao... A idiota aqui foi ver o que estava acontecendo, so que nao conseguiu, e eu fiquei quase que atras da Elisangela, conclusao... Ela saiu e quase tropeçou em mim e eu acho que isso foi o motivo das criticas dela e eu sai logo pra sentar - me pois eu acho que a diretora vinha ver o que tava acontecendo no corredor da escola, afinal de contas todo mundo veio pra escola pra estudar nao e, e nao pra fazer muvucas...
E a sala toda sentou - se e todo mundo sorridente e ai a Elisangela começou a falar que nao era pra ninguem ter saido pois afinal de contas nos eramos uma turma de magisterio e alem disso estavamos no ultimo ano do magisterio, entao... Entao... A gente tinha que se colocar no lugar da gente e a Luana tambem começou a falar bem alto que saiu porque tem curiosidade oras, e que todo mundo e curioso, independente da posiçao que tem ou nao e a Elisangela ficou quieta e começou a falar... "Agora... Eu so queria perguntar uma coisa..." começou com aquele jeitinho dela de querer se aparecer e a sala todinha em silencio, esperando o que ela ia perguntar, inclusive eu, a tontona... "O que a Miriam tava fazendo la na porta?" perguntou com o maior pouco caso do mundo, eu acho que ela tava ate esperando uma resposta minha e todo mundo continuou quieto, acho que esperando uma reaçao minha pra atacar, porque eu acho que ali, se algumas delas começassem a me atacar, logicamente quase todas ou todas iriam, so iria se salvar alguem, se a pessoa tivesse faltado no dia, mais mesmo assim seria capaz de haver alguma outra coisa comigo so pra pessoa que faltou aproveitar e vir me bater tambem...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

E estavamos em aula, quando ela começou a falar que tinha grao de bico e ela nao pegou e ficou com vontade e a Claudia perguntou pra mim se eu comi grao de bico e eu disse que sim e fiquei com do da Elisangela, pois ela queria comer grao de bico e ainda assim estava gravida...
E eu ainda esbocei e ate soou bem falso... "Ai Elisangela..." e ela so me olhou um pouco incredula pois ela nao gostava nenhum pouco de mim, nem do meu jeito e nem do meu comportamento e ate ai nem eu mesma entendi o "porque" de eu ter esboçado aquela admiraçao besta e idiota por ela nao ter comido o tal do grao de bico...
Mas so que eu nao havia ido para o restaurante com aquelas meninas todas que haviam ido com a Elisangela, pra ela nao ficar com fome depois do estagio, entao... Eu nao sabia de nada e nao sei porque eu esbocei o barulho de do por ela nao ter comido o tal do grao de bico, afinal de contas eu nao sabia de nada e porque eu teria que me admirar, se eu fiquei sabendo do assunto naquele momento e eu acho que ela ficou meio boba por eu ter esboçado aquela admiraçao tola...
E quando ela falava com a Marcia, a Paulinha tambem nao ficava perto, afinal de contas a Paulinha era bem metidinha, entao... Ela comentava com a Marcia que a mae dela a levava ao centro e que uma vez ela foi com a mae dela e a mae dela pediu pelo amor de Deus pra ela nao abrir os olhos, enquanto o cara dava passe nela e por curiosidade ela abriu os olhos e se assustou, pois ela viu um negocio branco perto passando perto dela e a mae dela e a mae dela mandou - a fechar os olhos, foi quando a Marcia falou pra ela ir pro centro com a mae dela, pois esse negocio delas nao se combinarem poderia ate ser coisa do passado...
E voltando àquele dia em que a Marcia trouxe as cartas pra ler, depois que ela me disse tudo aquilo sobre o Sandro e eu fiquei feliz por partes, nao por todas as partes que ela me disse, ela começou a ler pra Elisangela, que por sua vez, ficou toda apavorada quando ela falou que o namorado gostava dela e que ia assumir o filho dela e que mais tarde eles iriam se separar e ela quase passou mal e ate tentou sair e todas as que estavam perto começaram a reparar que ela tava nervosa e eu feliz, porque ela disse que o Sandro gostava mesmo de mim e que ele nao queria dar o braço a torcer...
E nao sei qual das meninas que falou que ela tinha ficado nervosa e nem precisava me falar nada, porque eu tinha percebido o que havia ocorrido com ela, logo apos a noticia que a Marcia deu pra ela... Ou melhor: Que as cartas deram pra ela e agora a Alessandra se meteu a besta e toda sorridente pediu pra ela ler e ela jogou as cartas pra Alessandra, e falou que tinha na sala uma menina que morria de inveja dela e essa começou a olhar pra mim, com raiva, e fazendo biquinho ela falou que era eu essa menina e ai foi a minha vez de sair invocada e a Marcia so ficou olhando, como quem as cartas poderiam estar totalmente certas e quando eu cheguei em casa eu comentei com a minha mae, nao contando tudo, mas falando que as cartas falaram que tinha alguem na sala que tinha inveja dela e ela acabou deduzindo que era eu e a minha mae incredula perguntou se as cartas falavam e eu disse que era coisa da Marcia...
E a minha mae, por sua vez, sorriu e disse que cartas nao falavam e que isso eram fantasias da cabeça das pessoas...
Se cartas falam eu nao sei... So sei que nao vai demorar muito eu vou relatar algumas coisas estranhas que aconteceram durante o ano comigo...

domingo, 10 de outubro de 2010

E quando estavamos pra terminar o magisterio, a Elisangela ficou gravida, e ate fugiu de casa porque a mae dela ficou sabendo e começou a brigar com ela, entao... Ela desapareceu de casa...
E as meninas, uma das mais belas, juntamente com as metidas, organizaram um cha de bebe, afinal de contas, seria uma das ultimas lembranças que teriamos do nosso magisterio, onde ficamos longos quatro anos esquentando as nossas moringas la, fazendo trabalhos e estudando como loucas...
Parecia que nao, mas a Elisangela estava muito feliz e muito ansiosa por seu filho que iria vir e as professoras a aconselhavam a voltar a amizade com a mae e a consequencia seria ela voltar pra casa, porque somente assim ela teria quem olhasse o filho dela ou a filha dela, conforme o que Deus mandasse, enquanto ela iria dar as primeiras aulas da sua vida, como formada...
E conversa vai, conversa vem, ate que ela aceitou a opiniao e os conselhos de todos e acabou voltando a amizade com a mae dela e uma vez nos a vimos com a mae dela que estava toda sorridente, pela filha ter procurado a sua amizade novamente e voltado pra casa...
A Elisangela era estupida demais, e gostava tambem de me encher as paciencias, nao de me zuar, mas parece - me que ela nao gostava nenhum pouco de mim, como sempre, eu despertava odio e raiva nas pessoas, ela nao tinha muita amizade com as meninas da sala nao, gostava mais de conversar com a Marcia Gimenez, a Silvana, com a Luciana que eu a chamava de irma, e o seu apelido, dentro da sala, ficou sendo esse mesmo, desde o primeiro dia do magisterio, pois tinha a Luciana Zorzato tambem, entao pra diferencia - las, tudo bem que elas eram bem diferentes mesmo, mas para diferencia - las, eu coloquei o apelido em uma so, pois ela era crente e se vestia como tal...
E eu sempre ia almoçar no self service que tinha la na Penha, um do japones, que nao servia comida japonesa nao, ele servia frutas, e varias outras coisas, e aquilo enchia muito, me lembrando o Grupo Sergio, a situaçao do brasileiro, na epoca, nao era muito ruim nao, e o almoço era bem barato na epoca e as pessoas tambem ganhavam mais, pois gastavam mais e era aquela fila imensa em todas as vezes que eu ia aos estagios eu comia ali e a Elisangela nao tinha grana pra almoçar no self service assim como eu, porque a minha mae estava sempre pronta a me arrumar a grana pra eu almoçar, pois ela sempre me disse que comer lanche nao valia a pena e hoje em dia a gente sai, mais quando saimos, so comemos lanche, pois almoçar infelizmente nao da mais, as coisas andam muito caras e ruins, pois as cozinheiras que cozinham pra pobre estao sumindo todas, pois agora so tem gente querendo ser chefe de cozinha e nao cozinhar em restaurantes de pobres que paga pouco...
E a Elisangela, naquela tarde, foi com as meninas, eu nao sei se pagaram pra ela nao ficar com vontade, pois ela estava gravida, ou se ela mesma tinha grana na epoca, acho que a mae dela deve ter dado a grana, pois elas tinham voltado a amizade, entao... Como premio, um almoço fora, nao e?

sábado, 9 de outubro de 2010

Vira e mexe iamos fazer alguns passeios de sabado a noite, no shopping Cocao, eu, a Juliana, a Marta e a Paula, que tava trabalhando na casa da dona Maria Biquinho e a velha era muito boa, que ate deixava a menina sair com a gente, sem prende - la pra ela, como faziam em casa comigo...
E naquele sabado... Naquele sabado, o shopping tava lotado, gente que nao acabava mais... E ali estava ela... A maloqueira da Iris, com aqueles cabelinhos encaracolados, de tanto oleo de cozinha que ela passava, fora o fedo de alho e cebola que sentia de longe nela... E nao sei como ela ainda andava acompanhada de todo aquele bando de maloqueiros? Acho que fediam igual a ela... E eu tava com as meninas, como o de sempre... Tava descansando um pouco, porque eu tinha me cansado de tanto andar e as meninas estavam ali sentadas comigo, e eu tava ate feliz porque tinha me acontecido um milagre tremendo naquela noite, o meu pai ter me deixado sair de sabado a noite, coisa que nunca acontecia... E eu fiquei muito chateada, quando ela apareceu com aqueles maloqueiros, dando aqueles gritos horrorosos dela, e e claro que nao ficava mal pra ela, porque ela tava zuando e quem nao gostava de mim, achava o maximo... ficava era mal pra mim mesma, que era sempre a zuada de todo mundo, ela se achava melhor, mas... Felizmente ela nao era, porque alem de tudo... Ela passava oleo de cozinha no cabelo... Credo!!! E todos os que estavam presentes no shopping, me olhavam quando ela olhava em minha direçao, me via, e soltava aqueles gritos horrorosos... "- Ai!!!" e eu mesmo assim desfarçava, sabendo que de nada adiantava, so que nao adiantava... Todo mundo sabia que era comigo, infelizmente... Uns riam, outros ficavam comentando e assim ia...
E a Juliana tentava me consolar, falando que era pra eu deixar pra la, mas nao adiantava eu deixar pra la, pois todo mundo sabia que o negocio era comigo... Somente comigo...
E eu fui embora pra casa chateada, juntamente com as meninas e eu vi um gatinho morto cinzinha no chao de uma calçada, proximo a uma vielinha e fiquei penalizada pelo gatinho morto, no chao proximo à vielinha, tava com a cabecinha toda estourada, e o sangue seco, que ja havia minado tanto e a Juliana ficou com nojo do gatinho morto que estava estendido la no chao...
E uma vez que estavamos sentadas ali no banquinho da Juliana, como sempre ficavamos, vendo o movimento da rua, ela comentou com as meninas, a Paula, a Ligia, que tinhamos visto uma calça da Fim do Mundo, que era carissima e ela ainda comentou que era o Fim do Mundo mesmo, uma calça cara daquele jeito...
Uma outra vez que eu estava sentada ali na lojinha, que era a minha distraçao, eu ouvi a Iris comentando com os parentes dela, tipo Paulinho, Rogerio e nao sei mais quem que estava la, que ela foi ao shopping nao sei que noite ai e tinha uma lanchonete la, bem na praça de alimentaçao, que chamava - se Tela Quente e ela falava como se estivesse falando de uma coisa chique e boa, que foi comer um lanche la, antes de entrar no cinema que tinha la e falou que os nomes dos lanches eram todos dos filmes mais famosos que passavam na Tela Quente, que tambem passavam no cinema...
E uma outra vez, que eu ouvi ela falando com nao sei quem, que na noite anterior, havia tido tiroteio la naquele shopping e que os bandidos que deram varios tiros la, com o shopping cheio, atiraram naquelas escadas rolantes, quebrando todos aqueles espelhos que tinham la, para embelezar o shopping e a minha mae ficou com cuidado, falando que nao era bom eu ir la naquele shopping nao...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

E outra vez, que eu estava tao desesperada, com um aperto no peito, sei la... Uma coisa estranha, uma coisa esquisita, parecendo ate que eu tava emacumbada pelo Sandro, ou no minimo... No minimo ele tava com alguem... Porque, todas as vezes, que eu me sinto assim, e porque ele ta com outra... Vinha uma tremenda tempestade dentro de mim, me deixando sufocada, no minimo ele devia estar aos beijos com a Luciana, ou outra la... E nem as ondas do mar conseguiam apagar o que eu sentia por dentro... Coraçao angustiado... Uma agonia profunda... Uma coisa estranha... Sei la... Vontade de chorar amargamente, duras penas que eu sofri por ele...
E falei pras meninas que eu ia ao shopping e ia ficar com qualquer um... Qualquer um que eu visse na frente, ate mesmo aquele carinha dos cilios lindos, moreninho que ficava la, sentado proximo ao corredor, vendendo nao sei o que, la no shopping e fizemos amizade com ele e fui sozinha e eu tava toda de roxo, saia roxa, meia fina roxa, que ate a pouco tempo eu tinha essa meia, sapatinho roxo... E quando eu estava subindo a Esperantina, a minha saia subia junto e eu estava muito apavorada e apareceu um moreno horroroso de dentro de um bar, no minimo ele tava bebendo pinga e me falou... "Uhn... Onde sera que a gente vai hoje, gata?" Gritou la do outro lado da rua e eu nem liguei, fiquei com mais raiva ainda, e queria era matar o cara, bater na cara dele...
Caramba... Eu ja tava agoniada, porque alguma coisa estava acontecendo com o Sandro, porque ele deveria estar no bem bom com a Luciana... E eu ali, indo pro Cocao sozinha... Ele nao podia estar comigo?
E quando eu cheguei la, subi aquela rampinha e tinha alguma coisa de peças teatrais infantis e eu fui direto la, subi e o carinha tava la, vendendo seus produtos e eu fiquei dando voltas no shopping sozinha e tava cheio, olhando lojas e vitrines, fui numa loja de perfumes e fiquei la falando com a mopa, tipo dando um tempo, pra ver se o cara desocupava, experimentei varias fragancias amadeiradas do perfume e nao comprei nenhuma e nada do cara desocupar... E fui pra uma outra loja, que tinha uma calça com e etiqueta da Fim do Mundo, e perguntei o preço da calça e a moça falou e quando eu ouvi o valor, eu falei: "Nossa, que fim do mundo mesmo..." E sai rindo da loja, e no minimo todo mundo ali deveria me achar ridicula e ja estava anoitecendo, quando eu passei em frente a uma lojinha de esquina e tinha uma saia linda la, tipo aquela outra que eu comprei xadrez de brando e azul marinho, so que em cobre meio velho e a saia era carissima, lembro - me que eu fui la com a Juliana e mostrei a saia do lado de fora mesmo, pois tinha uma menina que tava tentando experimentar a saia, que ficava lindissima no corpo dela e de qualquer pessoa, e a Juliana tambem ficou querendo a bendita da saia, lembro - me que fomos ao cair da noite, mais so que ninguem comprou a bendita saia, e ficou por isso mesmo... Porque ninguem tinha grana na epoca, pra comprar uma saia se quer...
Nao consegui ficar com o cara e naquela noite eu nao fiquei com ninguem, pois nunca havia beijado na vida, ja com vinte e poucos anos, era donzela...
E numa outra vez, eu fui ao shopping com as meninas, bem na boquinha da noite, fomos passear, e subindo as escadas rolantes, eu senti que a Juliana passou os peitos dela duas vezes no meu braço e aquela escada rolante estava totalmente cheia de gente subindo e descendo... Ficava bem no meio do shopping, com espelhos e tudo do lado...
E quando eu olhei serio pra cara dela, ela deu risada, e ela vestia uma blusinha preta com decote redondo na frente, ate que tava bonitinha e tinha gente que desconfiava que ela era sapatao principalmente na minha casa...
O meu irmao que faleceu, falava que ele desconfiava que ela era sapatao e eu nunca acreditei...
E eu me lembro ainda, em uma outra vez, que ela foram comprar roupas de marca ali naquele shopping, que hoje nao existe mais, e ganharam diversos cupons para entrar numa cabine transparente que ficava voando um monte de papeizinhos brancos e a gente que nem boba la, tentando pegar... Rodando... Rodando... Rodando...
E a Juliana falou que que se eu fizesse nao sei o que pra ela, que eu nao me lembro mais o que era, ela me dava dois copaozinhos daqueles pra eu entrar la naquela cabine transparente que eu ficava admirando que nem televisao de cachorro, eu nao me lembro o que ela me pediu, so sei que eu fiz rapidinho, e no instante que descemos as escadas lotadas, ela me deu dois cupons daqueles que eu podia entrar la naquela cabine transparente, e ainda me deu o direito de entrar duas vezes, enquanto elas ficavam la do lado de fora, pra eu catar um papel de premio bom... Mas... Como eu sempre fui pe frio, eu acabei ficando sem nada, porque eu nao conseguia agarrar nada, tudo que eu pegava, era papel em branco e me dava ate raiva, mas... Pelo menos eu fui naquela cabine transparente sentir aquele ventinho gostoso batendo no meu rostinho inocente, de moça pura e casta, do jeitinho que eu queria... Mas... Como eu nunca tinha grana pra gastar... Entao... Elas me cederam essa oportunidade... Mas nao ficaram com raiva nao... Porque eu nao peguei nenhum papelzinho de premio bom que a Juliana queria...
Era promoçao de final de ano...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

E fomos ao shopping Paulista, somente eu e ela e ficamos falando do Sandro o tempo todo, parecia ate que ela tambem gostava dele, porque ela se propos a me ajudar ao maximo pra eu ficar com ele, ao passo que a Iris torcia contra, parecia ate que a Valeria torcia totalmente a favor...
E eu acreditava totalmente nisso, sem fazer nenhum esforço, pois sabia que ela ja havia penetrado na casa dele, ja havia ficado um bom tempo la, eu nao sei se eram meses ou se eram dias, mas eu sei que ela me dizia muita coisa, muita coisa mesmo... Muita coisa que me fazia sonhar... Voar... Ir nas nuvens!!!
E nos estavamos indo ao shopping e ela me falou, enquanto batiamos papo e atravessavamos a rua... " - Ah! Ate la, voce ja se esqueceu dele, e arrumou outro... Nao esquenta a cabeça nao..." E, poderia ate ser verdade, eu me esquecer dele e arrumar outro... Mas, infelizmente nao foi totalmente verdade... Esquecer dele eu ate acho que me esqueci, mas... Arrumar outro... Arrumar outro... Eu nao consegui...
Todo mundo comprava roupas de marca, mesmo sem trabalhar, sem grana, pais e irmaos davam dinheiro, como era o caso dela, aqui em casa nao, eu nao trabalhava, so estudava e nao tinha grana nem pra comprar uma agulha sequer...
Pois e... Andava toda mulanbenta, acho que ate um mendigo se vestia melhor que eu, na epoca...
Mas... Afinal de contas... Afinal de contas... Quase ninguem se importava comigo, pois eu andava muito mal mesmo... Sem roupas direito, sem nada...
Mas... Eu vivia como eu podia, nao como eu queria e ate hoje e assim... Passo uma epoca dura, uma epoca dificil, epoca que eu tenho muitas contas a pagar...
Mas... Fazer o que?
Uma outra vez, eu fui ao shopping com a Valeria que falava que eu tinha mesmo era que dar um presente para o Sandro, e ate ficava dando sugestoes, uma caneta, uma camiseta, qualquer coisa que o fizesse nunca mais se esquecer de mim... E era o que eu mais queria... Queria que ele nunca se esquecesse de mim... E foi o que eu consegui... Ate hoje, depois de casado... Ele nunca mais se esqueceu de mim...
E acabei entrando na Artmanha, e acabei comprando uma camiseta similar àquela que eu e ela vimos em um moço nao tao bonito como ele, mas... Bem branquinho, assim como ele... E ficamos admiradas com a camiseta, e aquele sim... Seria o presente ideal... E ai... Ai fomos procurar a bendita camiseta azul marinho, com a bandeira dos Estados Unidos estampada em quase toda a frente... Ficaria linda... Linda nele!!!
Enfim... Nao consegui uma igualzinha, mas... Uma semelhante àquela camiseta... Expliquei tudo ao vendedor, e ele que me atendeu educadamente, me falou que ja tinha acabado e eu fiquei decepcionada, e quando chegamos aqui, eu estava radiante e feliz e tambem ansiosa pra entregar a camiseta pra ele...
Se perguntassem o meu nome naquele dia, garanto que eu nao saberia responder... E eu ficaria pensando pra depois responder...
Artimanha? Camiseta da Artimanha? A pior marca que existia na epoca, mas eu ia arriscar dar a camiseta pra ele, afinal de contas... Acho que ele entenderia o meu gesto... Final de ano, presente de Natal... Afinal de contas, a Valeria achou a camiseta tao linda, tao linda... Que ate me falou que via ele vestido, todo lindo... Que quando vimos o cara vestido na camiseta, ate achamos que era ele em pessoa... Mas... So que nao era... Era um cara qualquer... Nao ele!!! E nem parecia, e nem tinha nada a ver com ele!!!
Apesar de eu estar dura, como sempre... Mas... Ele merecia!!! Na epoca eu achava, ne? Hoje em dia, nao...
Camiseta azul marinho com estampa da bandeira dos Estados Unidos... Uhn... Sera que ele tinha alguma coisa contra os Estados Unidos? Sera que ele odiava os Estados Unidos e tudo o que tinha la?
Nao sei... Depois eu conto que fim deu essa bendita camiseta que ficou na historia da minha vida... Sera que ele guardou? Ao inves de ter dado pra mae dele? Nao sei... Esse e um misterio que eu nunca soube... Mas... Soube de outra coisa... E como diziam os boatos na epoca, depois que eu dei a camiseta pra ele... Diziam que ele tinha dado pra mae dele e a mae dele havia usado... Ou sera que... Sera que a Luciana ou a Silvia deram o fim na camiseta?

domingo, 3 de outubro de 2010

E quando eu sai com o meu sobrinho e o amiguinho dele, o Daniel, so nos tres, dessa vez, nao foi a Chris e nem ninguem junto com a gente, eles ja tinham trocado selinho mesmo, entao nao presisavam mais sair juntos e justo juntos comigo pra eu ficar olhando - os e a minha mae sempre falando pra mim... "Quem anda com criança, amanhece mijado..." So que eu sempre olhava e nunca tinha amanhecido mijada, eu imaginava eu saindo com as meninas e me levantando no outro dia com a cama totalmente mijada.
E quando entramos na Avenida Maraial, o Ricardo começou a me imitar, o toc toc dos meus sapatos, afinal de contas eu andava de sapatos sociais, numa epoca em que o tenis e as roupas de marca eram mais moda do que as roupas sociais...
E o Ricardo falou que eu mais parecia um cavalo troteando do que gente andando de sapatos sociais e eu comentei que eles estavam andando muito rapidos e que eu tinha era que dar uns tres pulinhos pra poder alcança - los, e eles cairam na risada... Eu acho que estavam com pressa de chegar em casa, pois ja estava a noite...
E quando chegamos ao shopping Center Paulista, eu vim toda, toda com o arquinho da Pakalolo e o Daniel comentou, logo que saimos da loja... "Olha a Miriam, meu, ta poderosa, com o arquinho da Pakalolo..." e eu dei risada e tava me sentindo mesmo, o arquinho era lindinho, com tecido franzidinho e mesclado na cor cinza e a etiquetinha em rosa que fazia a diferença... "Pakalolo..."
E voltamos por uma avenida acima da Avenida Maraial, ja era bem tarde, quase umas oito horas e eu me lembro que eu fiquei olhando as luzes da rua e das casas, ja todas acesas...
Pelo menos a etiqueta do arquinho fazia a diferença, naquela epoca, porque hoje em dia... Hoje em dia, isso nao e nada... Mais nada pra mim...
E eu acabei achando tudo lindo e maravilhoso... Era tudo legal... Olhando as luzes do bairro e das casas, num dia de semana, a noite, era maravilhoso... Era tudo de bom... Nao precisar de ir pra escola, descansando... Devido à greve dos professores...
E eu ficava sempre sonhando com aquelas blusinhas de marca que eu via nas lojas, tao lindinhas, mas... Tambem tao carinhas... Eram de mangas longas, com decotes quadrados, decotes em V, decotes redondos... Ah, se eu tivesse grana na epoca, eu iria usar somente roupas de marca, que era o que eu mais queria na vida... Assim... Eu poderia mesmo era conquistar quem eu mais queria...
Todos os shoppings da cidade, tinham essas lojas maravilhosas, onde todos os que podiam e que nao podiam iam comprar suas roupas de marca, ate mesmo aqueles que nao podiam... Que roubavam pra usar uma roupa de marca, mas depois ficavam la na cadeia, quando pegavam... Presos... Comendo nas costas de quem trabalha... Nao do governo... De quem trabalha... Ja pensou? Ja pensou quanta gente hoje, nao foi presa naquela epoca por roubar grana pra comprar roupas e nao saiu ate hoje? Ou ate saiu... Mas... Desgraçou a sua vida pra sempre...
Deus me livre...
E uma outra vez, fui eu e a Valeria, e aquela Valeria gostava muito de conversar comigo, e eu ficava encantada com as coisas que ela dizia do Sandro e sabia dele, pois, afinal de contas ela ja havia namorado o Jehan e ja havia penetrado na familia por um pequeno espaço de tempo... Um pequeno espaço de tempo... Que queria dizer tudo... Pois ela sabia muita coisa, e quanta coisa ela sabia da famila dele... Coisas que me deixavam extremamente encantada...

sábado, 2 de outubro de 2010

E uma outra vez que a Chris foi pedir pra eu ir ao shopping com ela, nao naquele shopping perto de casa, ela queria ir, na verdade, ao shopping Barra Funda, longe pra caramba, pra comprar umas roupas de marca pra ela, e a gente ia sair de galera, e eu, e claro, era a mais velha de todos... A Cleia deixou o meu sobrinho Ricardo ir junto com a gente e pelo jeito o Daniel, amiguinho do meu sobrinho, daqui da rua, queria ficar com a Chris, mas so que a Chris queria que eu fosse com ela, afinal de contas eramos todos amigos e ela tava querendo sim ficar com ele , so que ninguem me falou nada, eu percebi que os dois estavam querendo ficar...
Nos arrumamos e fomos, passei na casa da Chris e o meu sobrinho passou na casa do Daniel pra ver se ele ja tava pronto, o Daniel era neto da Loka, a puta da rua, um dia eu falo sobre ela...
E fomos os quatro rumo ao shopping, o Wilsinho na ia dessa vez, entao a Chris poderia aproveitar mais, nao sei se ele era de pegar no pe, como aqui em casa, assim como os meus irmaos...
E eu fiquei so prestando a atençao, quando chegamos ao shopping que tava so eu e o Ricardo, sobrinho e tia e a Chris coleguinha do Danielzinho e eu vi os dois ali trocarem um selinho rapidinho e eu fiquei so olhando e falei... "Ai, eu vi um beijinho..." Com a voz bem fininha e eles riram totalmente sem graça.
Passeamos e comemos no Macdonald's um hamburguer caro pra caramba... Nunca gostei de hamburguer mesmo, entao pra mim... Podia ser caro que eu nunca me importei com isso mesmo...
Houve outra vez que saimos, so que dessa vez, eu, a Chris e a irma dela, juntas e fomos ao mesmo shopping e ela quis comer no Bob's e nos fomos...
E eu fiquei sentada, enquanto ela fazia a irma dela de escrava, de empregada, nao porque empregada ganha, escrava nao ganha, so trabalha e faz as coisas sem ganhar... Trouxe todas as nossas bandejas e eu queria ajudar a menina e ela nao deixou, pagando de riquinha, falou que era pra eu deixar, porque ela tinha que aprender a servir as pessoas, e eu so dei um sorrisinho meio sem graça e depois que nos comemos, novamente a menina levou as nossas bandejas, inclusive a dela e nos fomos passear pelos shopping que estava super lotado... Eu nao gosto do shopping Barra Funda, acho um tremendo labirinto...
E outra vez, so fomos nos duas mesmo e eu me lembro que pegamos o metro lotado, ja que era noitinha e eu falei que eu queria passar na porta da casa do Sandro e ela falou que me levaria la na porta da casa dele, meio chata, eu acho que naquele dia ela deveria estar de um mal humor danado, acho que porque nao havia beijado, sei la...
E no fim ela quis descer na estaçao Arthur Alvim e fomos e estavamos perto da casa da Juliana, passando pela frente, a rua meio escura e ela falou que havia se esquecido de me levar ate a porta da casa do Sandro...
E teve uma outra vez que eu passei la na rua dele, depois que estavamos chegando do shopping e nao tinha ninguem deles do lado de fora e eu havia prometido uma caixinha daqueles chicletes que pareciam ovos, so que ovos coloridos e eu fui na lojinha pegar, e como vendiamos bem, nao ia fazer falta eu pegar uma caixinha daqueles chicletes pra ela e eu fui la e peguei, fui ate a casa dela, e entreiguei - o pra ela e ela me agradeceu toda sorridente.
So passou la comigo, por causa de doze chicletinhos coloridos, que pareciam ovinhos e vinham na caixinha de ovos... Imitaçao de ovos... Ate hoje tem...
So via o lado dela, o nosso lado ela nao via nem a cassetada...
E eu e minha mae nunca saimos juntas, como saimos hoje, entao... A minha mae ficava em casa e eu aproveitava pra sair com as meninas que ainda eram menores.
Teve uma outra vez que a Juliana queria que eu fosse ao shopping Center Norte com ela, pra ela comprar roupas de marca, como sempre, e eu nao fui porque eu nao pude ir, entao ela chamou a Paula, a menina que morava na casa da dona Maria Biquinho e elas foram juntas e demorou um pouco e eu, que tava na lojinha, as vi chegando, a Juliana com uma sacolinha de nada e a Paula com uma outra sacolinha minuscula ainda e ela falou com raiva, porque eu nao fui ela comprou algumas coisinhas e a Paula comprou um pente da Pakalolo e eu so fiquei olhando - as sumir... Vieram da rua do Sandro...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Ou sei la... Vai ver ela e burra mesmo, ou nao tinha o que falar... E vira e mexe, eu e a minha mae, quando nao temos nada o que falar, relembramos o fato descrito aqui, o assunto da mae da Alessandra falar aquilo da porta automatica... Sera que ela pensou que era um fantasma que tava abrindo a porta? Ou ela pensou que fosse um vento forte que ela nem sentiu? Ou de repente ate o Superman... Com aqueles belos olhos azuis... E eu nem vi... Passou despercebido...
E a galera que nao tinha nada o que fazer, ia ao shopping center cocão, o melhor e unico shopping daqui do bairro, e quem nao podia, assim como eu, ficava em casa, so ia durante o dia, porque a noite... A noite... Eu nao podia nem pensar... Pois tinha bicho papão na rua... Eu era feita de cera ou gelo... Sei la o que...
E fomos embora pra casa, depois do acontecido, e era num domingo a tarde, frio e nublado, e tinha ate restaurante no shopping Cocão, o ruim e que tinha muitos maloqueiros la, e eu ficava com um pouco de medo de ir ate la...
Certa vez, nos fomos, durante o dia, e claro, eu, as meninas da rua, como a Juliana, a Marta, a Valeria, a Chris, a Iris, a Erick e a Lilian... La no shopping Cocao, e fomos comer no Habbib's que existe ate hoje no mesmo local, de quando foi inaugurado o shopping, acho que devido à galera que vai la, de outros bairros mais longe do que o nosso, porque quem e daqui mesmo, prefere ir la na Penha, do que ir no Cocão comer alguma coisa...
E sentamo - nos em uma mesa bem grandona que fizeram especialmente para a meninada que tava la e todo mundo com um pouquinho de dinheiro, pedimos esfilhas e refrigerantes, mas o que fica mais caro sao os benditos refrigerantes, sempre foi assim...
E comemos, demos risadas, nos divertimos muito pra depois irmos embora a pe, e eu era a unica mais velha no meio daquele bando de adolescentes que tava ali, mas mesmo assim, eu me sentia bem... Me sentia bem mais nova, ate bem mais nova do que elas, eu adorei aquela tarde de sabado em que nós iamos todas juntas, pedimos a conta e o garçom veio com a conta, olhamos e a Valeria que era a mais inteligente ali, entre todas nos, foi fazendo as contas e dividindo quanto e que cada uma de nos tinha que pagar, e quanto a gente nao tinha que pagar... Eu me sentia aceita ali, ninguem, por enquanto ficava zuando comigo, ninguem tava reparando em minhas roupas...
E todas nos fizemos um gesto so... Demos as nossas granas, sempre sorridentes, ai que demos gargalhadas mesmo, todas por debaixo da mesa, e sempre quietinhas...
E sem fazer barulho algum e quem escutava o nosso barulho era so quem tava perto, o nosso barulho era so a nossa risada mesmo...
E outra vez que eu me lembro, foi quando eu fui la no Kingdon, outra lanchonete que tinha la, so que de hamburgueres, tipo Macdonald's de pobre ne?
Eu e a Chris pedimos um lanche, cada uma, e comemos, sempre falando coisas sobre o Sandro, ela sempre me falando pra ficar calma, pois um dia ele seria meu, ele desmancharia da namorada dele, e ainda seria meu... Desmanchar ele desmanchou, so que nunca foi meu ate hoje... E nem sera...
Num outro dia que eu havia saido pra ir pra igreja, num domingo a noite, eu me lembro que a Cleia veio correndo me chamar e eu fui la no quarto onde nos dormiamos e ela me falou que o viu no programa de esportes, numa corrida de Kart que teve la no Cocao e foi filmado pelo programa esportivo e que ele foi entrevistado e ele falou la que nao tinha nada o que fazer em casa e a Andreia ainda falou bem assim: "O seu admirador..." toda sorridente...
Mas nao era ele quem me admirava, era eu quem o admirava...
Droga... Porque eu fui perder aquela reportagem? Seria a primeira e a unica vez que eu iria ve - lo na televisao, dando uma entrevista, pagando de gente famosa... Que droga... Que droga... Que droga de igreja... Que droga do meu pai... Que sempre obrigava a gente ir à igreja, quando a gente nao queria... Ou menos queria...