segunda-feira, 11 de julho de 2011

O jatinho parte da frota real de La Croix, estremeceu, e a princesa Chantal Thibaudet olhou de relance para cima, seu chá balançando na xícara.
Tinha sido um vôo relativamente tranquilo até agora.
Estavam voando há quase três horas - a meio caminho de casa em La Croix, saindo de sua estada de uma semana em Nova York - e, embora sua secretária e sua dama de companhia estivessem felizes, Chantal estava desesperada para voltar para casa e para a filha.
Contudo, controlava - se para nao demonstrar inquietação, sua expressão permanecendo neutra, treinada por anos de serviço público para sempre esconder o que realmente estava sentindo.
Por um momento, a desolação de seu futuro a deixou desorientada, as paredes, as regras, o silêncio...
Não era a vida que pensou que teria.
Sempre tinha sido tão boa, tão séria sobre tudo, sempre teve certeza de que a vida transcorreria de maneira diferente.
Abrupatamente o avião caiu, uma guinada que fez com que o séquito de Chantal soltasse risadas nervosas e olhasse de relance ao redor, verificando outras reações.
A própria Chantal passou os olhos pelos grupos de passageiros.
Seus assistentes brincalhões, dois representantes da imprensa, diversos homens espalhados, executivos, amigos dos Thibaudet, a tripulação.
Odiava vôos turbulentos.
Eram inerentes ao vôo, e ela crescera em aviões, mas agora que era mãe, Chantal temia as decolagens e aterrissagens e as turbulências entre elas.
A aeronave sacudiu.
O jatinho despencou outra vez, uma queda mais acentuada.
Não gostou disso.
Mas tentou parecer calma.
Nao iam colidir.
Era apenas turbulência.
Nada sério.
Os aviões enfrentavam turbulência a toda hora.
Uma comissária de vôo da companhia aérea real de La Croix veio rapidamente na direção de Chantal.

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