- Deixe - me pegar sua xícara. Não queremos que você se queime.
O avião estava sacudindo, estremecendo como uma dançarina executando a dança do ventre no céu, e os passageiros murmuravam na parte traseira enquanto o cabeleireiro de Chantal começou a chorar.
Ao erguer os olhos, Chantal encontrou o olhar de uns dos homens.
Estava sentado logo do outro lado do corredor estreito em uma poltrona de couro, e seu olhar escuro encarava o dela.
Não era inglês nem francês.
Tinha um olhar firme, belo mas firme, o rosto com linhas rígidas e planas - uma linha inflexível de sobrancelhas, nariz, boca e queixo.
- Vôo turbulento.
- Sim.
Chantal teve a impressão de que ele resistia à companhia - a pessoas.
- Você viaja muito de avião?
- Sim. - Seu olhar misterioso era quase tão duro quanto a linha dos ossos da face e dos maxiliares - E você?
- Bastante. Eu nunca. - parou de falar quando o avião mergulhou abruptamente, e alguém atrás dela gritou.
Os cabelos da nuca de Chantal se eriçaram e, agarrando os braços da poltrona, ela se concentrou na respiração.
Acalme - se.
Com o coração disparado e os olhos ardendo, ela se virou para olhar o homem do outro lado do corredor.
Ela não podia enfraquecer.
Tinha de permanecer concentrada.
Converse com ele.
Faça contato com ele.
Soltou uma respiração curta, a cabeça girando.
- Você tem sotaque.
- Você também.
Talvez fosse latino.
Italiano?
Siciliano?
A ardência nos olhos tranformou - se em lágrimas.
Sentia - se constrangida por perder o controle.
- Sou de Melio - disse ela, mencionando o nome de seu país independente próximo à costa da França e da Espanha.
O avião estava sacudindo, estremecendo como uma dançarina executando a dança do ventre no céu, e os passageiros murmuravam na parte traseira enquanto o cabeleireiro de Chantal começou a chorar.
Ao erguer os olhos, Chantal encontrou o olhar de uns dos homens.
Estava sentado logo do outro lado do corredor estreito em uma poltrona de couro, e seu olhar escuro encarava o dela.
Não era inglês nem francês.
Tinha um olhar firme, belo mas firme, o rosto com linhas rígidas e planas - uma linha inflexível de sobrancelhas, nariz, boca e queixo.
- Vôo turbulento.
- Sim.
Chantal teve a impressão de que ele resistia à companhia - a pessoas.
- Você viaja muito de avião?
- Sim. - Seu olhar misterioso era quase tão duro quanto a linha dos ossos da face e dos maxiliares - E você?
- Bastante. Eu nunca. - parou de falar quando o avião mergulhou abruptamente, e alguém atrás dela gritou.
Os cabelos da nuca de Chantal se eriçaram e, agarrando os braços da poltrona, ela se concentrou na respiração.
Acalme - se.
Com o coração disparado e os olhos ardendo, ela se virou para olhar o homem do outro lado do corredor.
Ela não podia enfraquecer.
Tinha de permanecer concentrada.
Converse com ele.
Faça contato com ele.
Soltou uma respiração curta, a cabeça girando.
- Você tem sotaque.
- Você também.
Talvez fosse latino.
Italiano?
Siciliano?
A ardência nos olhos tranformou - se em lágrimas.
Sentia - se constrangida por perder o controle.
- Sou de Melio - disse ela, mencionando o nome de seu país independente próximo à costa da França e da Espanha.
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