quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A tempestade acabara. Devia ser de manha, mas Chantal não queria abrir os olhos. Não queria acordar até Demetrius ter ido embora. Mas ele não se movia. Estava deitado junto a ela, as mãos sobre seu quadril nu.

Passara a noite nos braços dele. O amor que fizeram foi intenso, explosivo.

Estivera desejosa durante anos.

Sentia dor. Mas forçou - se a ficar de pé. A tempestade destruíra o abrigo.

Mancando ao longo da praia, Chantal procurou suas roupas e tentou fingir que não estava nua.

Fizera sexo com um desconhecido.

Não apenas uma vez, mas duas, três vezes.

Quem diabos era ele? Não sabia nada sobre esse homem. Poderia ser um repórter. Um amigo de seu sogro. Poderia ser casado. Poderia ter uma infecção.

Poderia estar grávida.

Fizeram sexo sem proteção. Três vezes.

Nunca fora muito fértil - ela - ela e Armand transaram sem proteção por um ano antes de Lilly ser concebida - e não devia estar nessa fase do ciclo.

Além disso, muitas transavam sem proteção e não engravidavam. Era quase impossível.

O que foi feito, estava feito, lembrou a si mesma. Não fique histérica. Pegue suas roupas. Vista - se. Saia daqui.

Procurou as roupas e avistou - as na praia, molhadas, enlameadas. A arrebentação deve tê - las carregado e depois trazido de volta. As roupas estavam frias, úmidas e cheias de areia, mas Chantal vestiu a blusa assim mesmo e entrou na saia curta, agora manchada.

Aflita, Chantal deu as costas para o oceano e congelou. Demetrius estava acordado, olhando para ela.

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