A princesa nao sabia quando e nem como pedir ajuda.
Estava certo em te - la trazido à Rocha. Este era o refugio final, uma zona proibida a todos. Ninguem chegava de barco, aviao ou helicoptero sem sua permissao.
Chantal passou pelos comodos praticamente vazios. Enquanto ia de um comodo para outro, percebia paredes vazias, a mobilia estava escassa, nenhuma decoraçao. Nenhum retrato, livro, televisao; nada para o divertimento ou prazer.
E de repente ele estava la, silencioso. Ele a aterrorizava. Nao porque a magorara, mas porque a fez sentir tanto em Sao Tome, a ilha em que o aviao aterrizava.
- Sua casa e vazia.
- Tenho o que necessito.
- O que voce faz aqui? Como passa o tempo?
- Eu trabalho.
- Voce tem um escritorio aqui?
- La embaixo.
- E guarda - costas a muito tempo?
- Ha algum tempo.
- Voce nao parece um guarda - costas.
- Eles vem num pacote padrao?
- Ja tive guarda - costas antes.
- Eram bons?
- Ainda estou aqui, nao estou?
Ele nao disse nada. Ela nao sabia como lidar com ele. Tambem nao sabia como se distanciar. Ele nao tinha nenhum impacto sobre ela.
Mas nao era verdade.
A palavra proteçao deveria evocar segurança. Conforto. Paz. Mas ela nao sentia nada disso agora.
- Voce tras todos os seus clientes aqui?
- Voce e a primeira.
- E a falta de vizinhos?
- Gosto da minha privacidade.
- Voce ao menos tem telefones?
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