domingo, 11 de setembro de 2011

- Por que?

- Voce esta em perigo.

Não. Não estava. Que absurdo.

- Alguem teria me dito alguma coisa. Minha irma... meu avo.

- Tenho vigiado voce a duas semanas, princesa.

- Duas semanas?

- Em todo lugar que voce estava eu tambem estava.

- Nos desfiles de moda?

- Nas recepçoes e coqueteis.

- No cafe da manha no hotel?

- Sei exatamente qual e o garçom de quem voce falou.

- Por que acha que estou em perigo?

Mas antes que ele pudesse responder, houve um barulho alto. O jato que havia pousado ha quinze minutos estava levantando voo.

Por um longo momento ela olhou fixamente a barriga do jato branco.

Tomada pelo panico, ela gritou.

- Não. Não sem mim!

Correu atras do aviao ao longo da praia. As lagrimas encheram seus olhos ao ver o jato se afastar no ceu azul.

Queria ir para casa. Precisava. Nunca tinha estado longe de Lilly por mais de uma semana. Aquele era seu limite. Tinha deixado claro desde o começo que cumpriria seus deveres reais, mas nunca deixaria a filha por mais de uma semana.

Deveria ter chegado em casa na noite anterior. Este era o oitavo dia.

- Meu jato pousara logo.

- Eu queria estar naquele aviao. Voce nao tem ideia de quanto eu sinto falta de Lilly.

Ela estava errada sobre uma coisa, pensou ele, prestando atençao à brisa soprando seus cabelos. Ele sabia o quanto ela sentia falta da filha. Perdera a esposa e uma filha. E nunca deixara de ter vontade de ve - las, toca - las, abraça - las mais uma vez.

Fizera muitas barganhas com Deus, prometido seu coraçao, seu lar, sua alma se Katina e a filha pudessem ser poupadas.

Deus, ele aprendeu, nao fazia barganhas.

- Sinto falta dela.

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