- Por que?
- Voce esta em perigo.
Não. Não estava. Que absurdo.
- Alguem teria me dito alguma coisa. Minha irma... meu avo.
- Tenho vigiado voce a duas semanas, princesa.
- Duas semanas?
- Em todo lugar que voce estava eu tambem estava.
- Nos desfiles de moda?
- Nas recepçoes e coqueteis.
- No cafe da manha no hotel?
- Sei exatamente qual e o garçom de quem voce falou.
- Por que acha que estou em perigo?
Mas antes que ele pudesse responder, houve um barulho alto. O jato que havia pousado ha quinze minutos estava levantando voo.
Por um longo momento ela olhou fixamente a barriga do jato branco.
Tomada pelo panico, ela gritou.
- Não. Não sem mim!
Correu atras do aviao ao longo da praia. As lagrimas encheram seus olhos ao ver o jato se afastar no ceu azul.
Queria ir para casa. Precisava. Nunca tinha estado longe de Lilly por mais de uma semana. Aquele era seu limite. Tinha deixado claro desde o começo que cumpriria seus deveres reais, mas nunca deixaria a filha por mais de uma semana.
Deveria ter chegado em casa na noite anterior. Este era o oitavo dia.
- Meu jato pousara logo.
- Eu queria estar naquele aviao. Voce nao tem ideia de quanto eu sinto falta de Lilly.
Ela estava errada sobre uma coisa, pensou ele, prestando atençao à brisa soprando seus cabelos. Ele sabia o quanto ela sentia falta da filha. Perdera a esposa e uma filha. E nunca deixara de ter vontade de ve - las, toca - las, abraça - las mais uma vez.
Fizera muitas barganhas com Deus, prometido seu coraçao, seu lar, sua alma se Katina e a filha pudessem ser poupadas.
Deus, ele aprendeu, nao fazia barganhas.
- Sinto falta dela.
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