segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Nao me fazer sofrer do jeito que ele me fez, o meu coraçao se encontrava cada vez mais apertado, cada vez mais dilacerado...
E so de pensar naquilo, nos dois se beijando e eu ali, me acabando, me destruindo, ou melhor... Ele me destruindo, me partindo o coraçao, me fazendo sofrer, me fazendo de boba, me fazendo de idiota, ao inves de me dar o fora, me olhava no dia seguinte, como se nada tivesse acontecido, me pedindo perdao e a trouxa aqui... Sempre caindo... E ele sempre me maltratando...
Era coisa de eu virar as costas, e nunca mais olhar, e nem dirigir a palavra...
E aquele dia passou, assim como muitos outras dias que me feriram, muitos outros dias que correram e me fizeram pensar que nao existe amor e que esse negocio e so pra mulher vagabunda e viajada, tipo das que todos os homens gostam...
Nao so ele, como mais um que eu gostei, que me fez acreditar nisso, e que me ensinou que o amor e so para os belos e formosos, e so para aquelas que dao pra todo mundo, e aqueles que se dao aos desfrutes da vida, que se prostituem com qualquer um, sendo por dinheiro ou nao, que se lambuzam atras dos muros, com qualquer um e acabam encontrando uma pessoa que vale a pena depois e acabam sendo tratadas como rainhas, enquanto que a gente que nao se da ao desfrute, que foi criada de vergonha na cara, pra casar, a gente nao... A gente so encontra pessoas ruins, horriveis aparentemente, que maltratam, pisam e batem e so dizem que estao com a gente so porque nao tinham com quem ficar e nunca elogiam a comida da gente...
Entao, por isso mesmo que eu me esquivei e nao quis ficar com ninguem mais, to aqui, aos quarenta, solteirissima, com lagrimas nos olhos, escrevendo as minhas memorias, totalmente desacreditada no amor...
E agora, sabendo que a Silvia ta desconfiada que eu e ele estamos saindo, acha? Ta ate armando grupinho pra nos pegar de surpresa, acha?
E de pensar que hoje, a poucas horas atras, la pra cinco, ele passou aqui devagarzinho, com um dos carros que ele anda, o preto que eu vi com a outra vaca que nao deu pra eu ver quem era direito, naquele sabado, que fazia poucos dias que meu pai saiu de casa pra viajar...
Passou devagarinho aqui, e a idiota pra ver se era ele mesmo, viu um cara meio magro de blusa rosa clara no volante, nao sei se era, mas passou bem devagarzinho, desde o momento que eu vi ate quando virou a esquininha da Rio Mearim so podia ser, esperando eu sair pra pagar pau...
Do jeito que eu sou, e bem capaz de começar aquela palhaçada de novo, dele passar e eu sair pra fora e ficar olhando feito boba...
Perguntei pro espirito e ele me disse que era mesmo ele e que ele quer mesmo falar comigo, o restante quem ta lendo ja sabe...
E na sexta feira a minha orelha queimou, tava falando de mim pro seu Vicente, quando acabou a força e eu fui dormir mais cedo, antes um pouco.
E umas horas antes, a minha orelha queimou, falando mais mal do que bem, e no minimo ele falou bem de mim e a Silvia despejou um monte, falando ate que vai me pegar, mas como ela e covarde e eu nao acredito, assim que o seu Vicente me falou, ne?
Bom... Voltando ao passado...
Fiquei sabendo tambem, pelo meu irmao, que elas eram em quatro irmas, todas baixinhas, e os pais tambem sao baixinhos...
Ta ai, o dia que eu sonhei ate que tava visitando a terra dos anoes, por culpa dessa gente, era muito engraçada a casinha dos anoezinhos e eu ali no meio...

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