Desculpas inventadas por ele, falsidade dele, da parte dele... Covarde, nao tem coragem, so teve coragem de dilacerar um pobre coraçao...
Coraçao que se apaixonou e depois se arrependeu de ter se apaixonado e de ter sentido amor por quem nao deu valor... E duro, e triste, e ruim...
Mas... Infelizmente e a vida, ne?Por isso que agora eu nem esquento mais a minha cabeça, coloque isso como coisas superfluas, coisas que nem valem a pena, coisa que maltratam, machucam e dilaceram...
E o caso dele com aquela baixinha dos cabelos vermelhos nao durou quase nada, foi no maximo, uns quatro meses, nao mais que isso, bem que ele devia ter voltado com a Luciana e ter se mandado logo daqui, assim eu me veria livre, leve e solta...
Sem sequer pensar nele e no que ele estivesse fazendo...
E depois disso eu nunca mais vi aquela menina, so algumas vezes, que eu vi no que ele era e no que ela havia se transformado...
Nada a ver... Eu acho que ela se transformou mesmo so pra ficar com ele...
E houve um dia que eu passei la, e o vi montando numa moto e disfarçadamente eu gritei bem alto... "Ih... Pintou sujeira!!!" Referindo - me à ele.
Eu nao sei nem porque eu ainda dou bola para o que o seu Vicente me fala... Bem que a Juliana me falou aquele dia que era pra eu parar de passar la, porque senao a historinha ia voltar novamente, e dito e feito...
Nao, isso nao tinha que voltar, isso tinha que acabar logo de vez, morrer, ser enterrado e totalmente descartado da minha vida...
Mas... Infelizmente eu adoro desenterrar coisas ruins, coisas que nao valem a pena... Nem se morrerem de verdade, serem desenterradas...
Deus o livre... Mais essa e a realidade...
A pura realidade...
E ele ainda ficou me olhando encima da moto, quando eu falei que havia pintado sujeira, quando me mostraram que ele tava ai, de carona numa moto de um colega dele, encima dessa tal moto e eu vi que ele me olhou todo de verdinho...
Mas passavam tantos caras assim, tinha um negrao que passava bem de verdao, mesmo, tinha um baixinho, tinha varios e da dona Lourdes me perguntava: "E o verdinho? O verdinho passou hoje, Miriam?" E eu respondia que nao havia visto e ela me mostrava: "Olha ele ali..." E nao era o Sandro, mais era o negrao fortao e altao de verdao ou entao o baixinho...
E a dona Lourdes nos ajudou muito na lojinha, e quando ela foi pra Sao Carlos, cuidar dos filhos que estavam la, o seu Afonso veio pra ca e ficou sentado ali conosco na lojinha, naquela cadeira vermelha que tinhamos, da casa antiga da Adna, e foi tao estranho, que ele tava tao magrelo, que cabia na cadeira bem apertadinho, tao apertadinho, com as pernas juntas, que dava ate do, naquela camiseta branca meio bege de manguinha num dia meio frio e uma calça social bege meio pro tom marrom... E ficou perguntando pra minha mae, como se cozinhava feijao e a minha mae, mais que depressa explicou tudinho pra ele.
E ele ficava horas conversando ali na lojinha conosco e eu fazendo as liçoes da faculdade, que tinham que ser feitas...
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