segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Depois eu vou contando essas historias com o tempo, pois a vida da gente toma diferentes rumos que a gente nem imagina e nem acredita, talvez a gente pense uma coisa, sonhe com outra coisa, e acaba acontecendo outra completamente diferente para a nossa surpresa.
Sempre ficamos chateados, lutamos, queremos, desejamos, mas infelizmente nao conseguimos, pois ha coisas que nao estao no nosso alcance, pois nem sempre querer e poder, so e poder quando a gente, pode mesmo, ou seja... Quando a gente merece mesmo, porque quando nao merecemos, nao adianta a gente pensar que pode, pois nao podemos porque nao merecemos.
E assim e a nossa vida, e se nao e, acaba ficando, porque sofremos diversas desilusoes, mais tristezas do que alegrias, mais desgostos do que realizaçoes... Poucos nascem pra sorrir e muitos nascem pra chorar...
Em nossas vidas, ocorrem diversas mudanças, muitas vezes pra pior e poucas vezes pra melhor... Temos que aprender a aceita - las, perdas, ganhos... E claro que os ganhos sao bem mais faceis de se aceitar do que as perdas, pois as perdas nao queremos aceitar, nao idealizamos pras nossas vidas e se perdemos, sofremos muito, muito mesmo, mas nao custa tentar, porque o ruim e a gente nao tentar e se chatear porque nem sequer tentamos, e se nao tentamos como vamos saber se vamos ganhar ou perder?
La onde a Cleia foi morar, que era o certo ela nunca ter saido de la, assim a minha mae nao tinha passado por tantas situaçoes chatas como ela passou... La ela se adaptou e ninguem encheu mais o saco dela, a nao ser coisas que ela mesma vinha contar pra minha mae, a respeito da Maria, nos anos que se seguiram, briguinhas entre elas, picoinhas, como sempre, as coisas nao caminhavam bem, mas os meus pais ja estavam longe deles mesmo, entao tinha que deixar que eles vivessem a vida deles...
E uma vez a Adna comentou entre meio às nossas conversas que era bem melhor a minha mae e o meu pai terem dando uma ajuda financeira pra eles do que pegar e traze - los pra ca, pra eles terem que aguentar tudo que aguentaram, todos os desaforos e criticas...
Uma vez a minha mae falou umas coisas pra Andreia, que no minimo era ensinada a falar que nao era empregada da minha mae, quando ela mandava a menina fazer as coisas, que o Ricardo saiu pisando duro, num quinta feira a tarde e nos duas saimos que nem bestas atras deles, o Ricardo ficava "deixa, deixa..." E saiu e nos fomos pega - los na rua da feira de quinta feira, o que significava e que eles iam pra casa da outra vo deles, a que nao se importava, a mae do falecido pai deles.
O Ricardo tava com uma camiseta branca e um shorts branco e foi atras da Andreia que saiu que nem uma louca, tudo isso em defesa da irma dele, que depois nem se importou com ele e que ele ficasse na casa, quando estava quase morrendo de um cancer no cerebro, porque a Andreia perguntou se ele ia ou nao sair de la pra elas voltarem, em outra situaçao...
Eles sujavam a casa e a minha mae mandava ajudar limpar, a minha mae, ainda nao tinha setenta anos, mas ja nao aguentava mais ficar fazendo muito serviço de casa nao, entao a gente, como sempre ia se refugiar na lojinha, uma vez o Miguel disse em alto e bom tom que eu ia pra lojinha pra me safar do serviço de casa, na epoca eu me defendi, mas hoje eu confesso que ia pra lojinha pra ver o Sandro passar seja so ou com qualquer vagabunda que ele arrumasse, ou pra me safar do serviço domestico, hoje a minha desculpa e a alergia de tudo que eu tenho e fui adquirindo com o tempo...

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