E eu fiquei horrorizada e foi daquela mocinha linda, bem novinha que ele falou, no minimo ela se ofereceu pra ele, porque sabe que o velho tem grana e ela tava de biquini bem provocante, parecia ate uma menina comportada de familia, embora o biquini provocante, que acontecia no meio das familias quase boas, de cabelos castanhos claros, olhos castanhos escuros e rosto cheio, nao era muito do tipo das meninas que saiam com o Sandro, mas era capaz dele encarar, ja que ele encarava ate as ratas do bueiro, menos a mim...
O cafe da manha da banqueteira era tipo o nosso, a gente levantou, ele disse bom dia e ficou conversando um pouco conosco, e o meu pai falou que ele era marceneiro, embora ja tava aposentado e a minha mae dona de casa e eu na epoca, era professora primaria que tinha passado na faculdade.
Eu me lembro que eu fiquei encostada ali na parede do quarto na cama de parede, ainda massageando a barriga que me doia e falando com a minha mae, ficavamos fechadas la no quarto e o meu pai disse que nao tinha conseguido remarcar a passagem.
E a moça falou pra gente voltar la na agencia e mais tarde fomos pra agencia de viagens, eu gemendo e a barriga inchada e a moça muito simpatica, falou com muita pena que eu tava mesmo era querendo voltar pra casa e olhando a minha barriga com dó.
E eu nem esquentava com isso e tivemos que aguentar mais dois dias la esperando o dia de embarcar pra casa e no dia de embarcar pra casa, eu me encontrei bem melhor, so tomar remedios pra peidar que eu melhoro.
Sempre foi assim...
Porque agora, tinha mudado tudo, ja tava começando a ficar uma grande porcaria pra estar a maior porcaria dos dias de hoje, agora tinha que pagar mais uma taxa e como o meu pai tava reclamando que tava sem grana, entao melhor seria nao pagar a tal taxa que tinha que ser paga, entao ela falou pra aguentarmos mais uns dias.
E a mulher que tava alugando o quarto pra gente, tinha uma empregada bem novinha de no minimo uns quinze anos, de pele encardida, cabelinho curto e duro, colorido de loiro, ou queimado de loiro, que era uma verdadeira galinha, que ficava la na beira da praia andando a noite sendo confundida com as putinhas de la, alias ela deveria ser mesmo uma delas, rostinho cheio, olhos escuros, cheinha e bem baixinha, com as pernas grossas.
O meu pai sempre julgava aos outros, assim como hoje, e ele que contou essa historia, que a mulher tava querendo manda - la embora, essa eu acho que tambem o Sandro deveria encarar.
E eu fiquei sentada la no sofa numa certa tarde e conheci a netinha da mulher, uma menina que nem deu confiança pra gente, moreninha e sem graça, cabelinhos lisos, parecia ter mais ou menos uns nove anos e ela mandou a menina falar com a gente e a menina mal falou e ela ja falou que a menina falava diferente pois ela era de Sergipe, morava num apartamento na beira da praia de Aracaju, capital do estado.
E eu achei estranho vir de la decima e o lugar que se fala mais arrastado é em Alagoas.
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