E chegou o dia da partida...
Ai, graças a Deus...
So iria pra la no ano seguinte, como sempre, todo ano...
E a mulher se despediu da gente desejando sucesso pra todos nos e a minha mae falou que ficou mais caro do que o hotel e o meu pai falou que nunca mais ele faria isso...
E fomos de taxi rumo ao aeroporto, alias era assim mesmo que ele fazia, a gente andava de onibus o tempo todo, de taxi so pro aeroporto.
E fomos embora pra Sao Paulo, onde eu poderia ve - lo, morrendo de saudades...
O voo foi tranquilo e chegamos ao aeroporto e tava todo mundo nos esperando...
Chegamos e o clima tava bem ameno, tinha ate chovido, o meu pai sempre trazia peixe de la pra fazermos o almoço do dia seguinte pra comemorarmos a nossa chegada, como sempre...
E eu tava louca pra saber do Sandro... Se ele ja tinha se casado ou se ja tinha desmanchado da Luciana pra vir namorar logo comigo e nos casarmos logo...
Afinal de contas, fora nenhum ele nunca me deu, se tivesse me dado, talvez eu nao estaria na situaçao idiota pela qual eu me encontro hoje...
Aquele papo de que ele estava no exercito, eu tinha logo que abrir a lojinha pra ve - lo passar, todo de verde, sem ou com a Luciana...
E mesmo assim eu suspirava, com a Luciana e tudo, ele sempre que tava com ela, evitava passar na minha calçada, e passava na rua, acho que pra me torturar melhor...
Porque ficava mais legal ele me observar sofrer, passando com ela ou com outra, na rua, do que na minha calçada, o angulo do sofrimento ficava bem melhor...
Mas eu adorava sofrer mesmo, por causa dele, de outro nao, porque ele era bonito que dava gosto, sempre bem arrumado, cheiroso, com tenis e roupa de marca...
Uhn... Hoje ele diz que vai beijar meus pes, tipo pedindo perdao por ele ter me feito sofrer, ter me passado pra tras e ter me... Testado, como eu ouvi o seu Vicente dizer.
E as novidades eram as mesmas, o meu irmao continuava aqui em casa, ficamos sabendo ainda no aeroporto que a Cleia, que tambem tava la em casa, cuidando da casa, e claro, discutiu com o Miguel porque ele foi mexer na caixinha de ferramentas do Dinho que tava la na lojinha e ela pegou - o mexendo na caixinha do Dinho e disse que nao era pra ele mexer ali porque era a memoria do Reinaldo e o Miguel, mais que depressa falou que a memoria do Dinho era lixo.
E a minha irma se defendeu, como sempre, que ela nao gostava mesmo que mexiam com os seus e começou a falar um monte.
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