sábado, 11 de dezembro de 2010

E uma vez que eu fiz todo mundo rir, ate mesmo as metidas, porque fizemos uma peça que era mais ou menos a vida da Elisangela, que tava pra se casar com aquele cara que eu acho que ela vive ate hoje, e na peça tava eu, a Marcia Rossi, a Marcia Gimenez, e eu era a mais pobre, olha so o que colocaram pra eu fazer... A mais pobre, pintaram os meus dentes de preto, como se eu fosse pra festa junina dançar na quadrilha e quando eu abria a boca, todo mundo da sala ria, e eu nao tava nem ai e nenhum pouco encabulada nao, eu queria era que acabasse logo tudo aquilo...
E o namorado da Elisangela era bem pobrezinho, segundo o que aquelas meninas diziam, e eles nem tinham fogao na casa deles, ao passo que a outra menina que havia feito alguns anos de magisterio conosco, e tava no Zalina Rolim de manha e ela tinha de tudo na casa dela, o cara que ela ia se casar, era melhor de situaçao, ao contrario do namorado da Elisangela, mas... Como as coisas se invertem e sempre mudam, talvez a situaçao agora seja diferente pra garota que casou com tudo que tinha direito em casa...
E foi escrita uma peça que foi mais ou menos a vida dela, segundo a Marcia Rossi havia dito.
E ela ate gostou da homenagem, embora ela tambem, na epoca estava no roll das chatas e ignorantes, que tambem me tratavam mal e nem queriam saber de papo comigo, hoje em dia ela ta ate no meu Orkut, e ela, a Alessandra que me chamou de cara de pau, quando eu a adicinei, a Paulinha, a Marcia Gimenez e a Zorzato, sem contar com a Treicy que era rival da Gimenez, tambem estao la no meu Orkut...
E a Elisangela, nessa epoca, tava gravida e tinha ate fugido de casa pra morar com um cara que nem fogao tinha, e depois que as meninas mais chegadas a ela, foram la na casa da mae dela e falaram com a mae dela e ai que a mae dela a aceitou de volta, nao com tanto carinho assim, mais aceitou, tambem depois do que ela aprontou, a mae dela nao aguentava mais ela, segundo o que era falado nas reunioes da escola...
E nos trabalhamos nessa peça, e ninguem deixou coisas em demasiado pra eu fazer, assim como a Alessandra sempre deixava, levamos roupas, pinturas e tudo o que foi mandado, e foi bom demais e engraçado demais, e essa a minha mae tinha que ter visto...
E teve outra que foi feita naquelas salinhas ali que estudavam as crianças do prezinho, que foi muito legal, foi uma peça de uma tribo indigena, escrita nao sei por quem la e eu me lembro que nesse grupinho tava eu, a Marcia G, a Alessandra que sempre falou que eu seria o indio e a Marcia G seria a india que eu iria escolher, e isso deve ter sido ideia dela, e claro, porque a peça tava bem puxada pra buxaria e pro sexo e entao e claro que era ideia da Alessandra...
E colocamos sainhas curtissimas brancas de shortinhos desses vermelhinhos, tipo shortinhos as crianças do prezinho mesmo e as roupinhas tambem eram assim, camiseta branca e tudo...
E eu tava um pouco envergonhada, pois eu nunca tinha feito papel masculino antes e eu falei que nem indio, perto das criancinhas e peguei a Marcia G que tava toda feliz e sorridente e saimos e todos aplaudiram a pecinha inocente da Alessandra, olha so...
E uma outra vez, foi uma peça baseada na vida de uma tia da Marcia G e o titulo da peça era assim olha... Quem casa quer casa... E foi a Marcia quem deu a ideia e nao sei qual menina que a pegou no colo, e ela tava toda vestida de noiva, de branco, imaculada que saia com todo mundo, com a Penha inteira, saltou sorridente do colo da menina, logo que elas entraram pela porta e a casa tinha um monte de primos, primas, gente deles mesmo, da familia tanto do lado do noivo como do lado da noiva, e foi muito engraçado, dessa peça participaram a Sonia, a Silvana, so a Alessandra que nao, pois vira e mexe ela tinha uma discussao com as meninas la do fundao, praticamente com todo mundo, quase ninguem gostava dela, com exceçao da Cristina que grudava nela e eu, que vez por outra dava uma atençao a mais pra ela e era enxotada, afinal de contas, eu quase nao tinha amigas...

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