quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Afinal de contas a vida era totalmente sem graça sem pensar nele, sem ama - lo, e sem poder curtir o meu grande amor platonico...
Eu sei que eu nunca deixei transparecer para os meus pais pois era eu que sofria de um amor platonico, alem de ser platonico, nao era correspondido...
Ou pelo menos... Nao sei...
Porque ate hoje eu nao sei se ele sentia alguma coisa por mim, algum tipo de atraçao.
So sei que ele me olhava, tipo me convidando pra beija - lo.
Nao sei...
Era com carinho, nao com rejeiçao, assim como os meus outros amores platonicos.
Ele nunca me falou se gostava ou nao de mim, apesar de demonstrar que gostava de mim.
Eu so ouvia boatos, pessoas que conheciam o Sandro e que falavam por cima, e eu nao entendia direito, ou pelo menos fazia de conta que nao entendia...
Eu nao via a hora de retornar pra casa e ve - lo passar em frente à loja, afinal de contas foi ali que eu o vi pela primeira vez e ninguem quis me apresentar...
Ficou uma coisa um tanto quanto estranha, porque todos me falavam que ele nao ficava com qualquer uma...
Uhn... Me tiravam como qualquer uma...
Principalmente a Iris, que sempre falava que ele nao ficava com qualquer uma...
E as pessoas sempre se acham e se sentem as rainhas das cocadas pretas, e sem nenhuma grana no bolso...
Se eles tivessem grana entao, o que eles fariam comigo?
Era assim: "O Sandro nao fica com qualquer uma, ele so fica com mina de cabelo na bunda, liso e loiro, ou entao essas morenas que fecham o comercio!"
Imaginava eu, esse pobre ser esquisito, que se sentia mais esquisito ainda, tendo que suportar a soberba de quase todos os que me cercavam, ate mesmo gente que se fazia de amiga, e so se aproximava pra zuar comigo e pra me colocar cada vez mais pra baixo...
E quando ele passava perto de mim e me olhava e me perguntava: "Meu Deus do ceu, o que esse cara quer comigo? Se eu nao sou nenhuma loira do cabelo liso e comprido e nem tampouco uma morena de fechar o comercio?

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