Passaram - se mais uns dias, e o dia tava ensolarado e a minha mae estendia roupas junto com a Cleia que ja estava bem mais conformada com a situaçao, em relaçao à morte do Dinho e eu senti um violento safanao no meu coraçao e me assustei e comecei a chorar de tao nervosa que eu fiquei e me sentei proximo ao jardim de casa, falando pra minha mae que eu tava passando mal e eu pensei que eu ate seria a proxima a morrer e a minha mae acabou falando que isso era uma ocorrencia de todos os nervosos que eu havia passado durante o mes e o meu pai, que tambem escutou o que tava acontecendo comigo, acabou falando que era assim mesmo, que foi porque eu havia passado muito nervoso com as duas mortes.
E esse dia estava ensolarado e quente, ja indo para o mes de setembro, e eu ainda estava preocupada com as duas mortes que tinham acontecido com a minha familia e eu fiquei com medo de perder a minha mae tambem, no meio dessas duas mortes que ocorreram em nosso meio.
O meu pai nao se dava muito bem com a minha tia Edith e nem nos tambem, pois ela era sistematica o bastante pra nao gostar da gente e sempre ia pras viagens nas costas dos parentes, quando iamos, ela pegava carona conosco e levava dois netos ou sempre a Erica ia de carona no colo dela, porque era a neta querida dela, nao sei se era a caçula, mas era a neta querida dela.
A minha tia Edith gostava de ir ali na igreja perto da casa dela, porque senao ela teria que pegar carona conosco pra ir at a igreja de Itaquera que sempre foi uma igreja grande e cheia.
Eu eu sempre gostei e igreja grande e cheia, pois era melhor do que uma igrejinha pequena e vazia e eu era obrigada a ir, porque o meu pai nao ia pra igreja de Itaquera, e eu acabei me adaptando a isso e aos costumes daqui de casa, nunca saia sozinha, devido aos costumes da familia, so saia pra ir pra escola e pra fazer trabalho.
E a minha tia sempre falava que eu precisava de me casar, pois eu tinha que viver e saber o que era a vida e ela sempre falava que eu tinha que me arrumar mais, nao so eu, como a minha mae tambem, porque tinha pessoas que tinham muito menos dinheiro do que nos, que se arrumavam bem melhor e a minha mae sempre falava pra ela que o meu pai nao se incomodava nao e nunca soltava grana pra gente, como e ate hoje.
Mas eu nunca quis me casar, devido ao sofrimento da minha mae com o meu pai e eu tinha muito medo de ter o mesmo azar que ela teve, e eu me repunava, ao falar em casamento e sempre quando essa minha tia falava, eu falava que nunca ia me casar e que talvez me casaria la pro ano dois mil e o ano dois mil nao tava muito longe nao, passou num abrir e piscar de olhos, porque tudo passa rapido, ainda mais quando passamos a ficar mais velhos.
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