domingo, 1 de maio de 2011

E ninguem tava nem ai com ninguem...

E ate hoje, eu, infelizmente, sou assim com a minha mae, nao gosto que ela saia de casa sozinha, pois eu morro de medo de acontecer o mesmo e de nos ficarmos que nem loucos procurando por ela de acontecer o mesmo, entao, por isso eu cuido dela sempre...

Mas ela sempre reclama pras pessoas, que ela encontra que eu pego no pe dela, mas foi devido a esse motivo que ocorreu a muitos anos atras, que eu acabei ficando assim, com tanto medo dela sair sozinha.

E voltando à doença da minha mae, fazia pouco tempo que ela tinha descoberto sobre a gastrite dela e eu ja estava mais tranquila ao saber que era somente tratar a bendita da gastrite, assim que o medico me explicou, eu fiquei bem mais tranquila com a situaçao que estava ocorrendo com ela.

Mas tudo me preocupava, pois o Dinho havia morrido de infarto fulminante, nem deu tempo de socorrer, isso e, se os medicos quisessem socorrer, nao e?

E estavamos nos recuperando do que havia acontecido com o Dinho, e a minha mae la, sentada na cadeira e apoiada na mesa, com uma blusa bonita, que ela tinha, amarelo queimado, de tranças que eu sempre admirei nela, e ela nao tava nada bem, ate abaixou a cabeça e debruçou - se e apoiou seus braços cruzados e a Cleia ja ficou aqui dentro de casa e nao voltou mais pra casa dela, como deveria de ser, porque os meus pais nao quiseram que ela voltasse, e eu nao gostei muito da ideia mas nao podia fazer nada, porque quem mandava na casa ate entao, eram os meus pais, e eu, como nao ajudava em nada, nao podia fazer nada e nem falar nada...

E eu fiquei ali, do meu quarto, olhando pra minha mae, aquela situaçao que ela estava passando eu acho que ela deve ter ficado ainda mais nervosa devido ao que estavamos passando com a morte do Dinho.

E eu me lembro, logo depois que o enterraram, que eu fiquei nervosa e falando que ele tinha sido uma boa pessoa e a minha mae ficou ali, naquela terra marrom escura, me olhando e me falou que eu tinha que ir pra la, onde estavam os outros e eu, chorosa, fui pra onde estavam os outros.

E voltando ao que eu estava falando... A Cleia ja se enfiou em meu quarto, com os dois filhos dela, todos tristes e desanimados com a morte do pai e eu tinha do, mas eu queria mesmo era a minha privacidade, afinal de contas, nao fazia muito tempo que eu tinha aquela privacidade de ter o meu proprio quarto, apesar de ser medrosa.

A minha mae acabou me arrumando um sofa pra dormir la no quarto com eles, novamente, eu me lembro que rapidinho ela estendeu as cobertas, e ja tava muito quente, aquele ano quase nao esfriou e eu me lembro que ali eu me instalei, enquanto a Cleia e seus filhos estavam la no meu quarto, lamentando a morte do pai deles e do marido dela.

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