sexta-feira, 6 de maio de 2011

E depois disso tudo, o meu pai ja havia comunicado os outros irmaos, o meu tio Luis que morava la em Barrinhas, no interior de Sao Paulo, e a minha tia Maria que morava em Japeri, no estado do Rio de Janeiro e ficamos esperando - os chegar e quem demorou mais pra chegar foi o meu tio Luis que nao achou passagem e so veio ele, e a minha tia Carmem nao veio.

E enquanto esperavamos o meu tio Luis chegar, fomos ate o velorio na igrejinha do Jardim Coimbra e eu estava preocupada e com o coraçao apertado por tudo o que estava acontecendo e eu abracei a mulher do Lourival e falei bem manhosa pra ela, que tava acontecendo tanta coisa ruim em casa, e olhei para o corpo da minha tia, que tava ali, inerte, dentro daquele caixao, e ela tava ate branca, pois havia sumido todo o sangue do corpo dela, afinal de contas, ela estava morta.

E a mulher do Lourival ate me acudiu, abraçando - me e falando - me que era pra eu ter calma e mal eu sabia que aquilo tudo iria passar e que eu iria ter condiçoes de estar recordando tudo isso.

E quando o meu tio Luis chegou, o meu pai foi pega - lo na rodoviaria e foi direto pro cemiterio e eu me lembro que nem eu e nem a minha mae fomos ao cemiterio e o enterro foi la no cemiterio da Vila Formosa, onde o meu tio Joao foi enterrado dois anos depois da minha tia Edith e o meu pai veio contando que quando chegaram la, o corpo ja estava sendo sepultado e nem deu tempo do meu tio Luis ver o enterro e nem dele ir ao velorio, pois ele estava vindo pra ca e eu fiquei muito triste com a situaçao que estava ocorrendo.

O meu tio ficou em casa uns dias e logo depois acabou indo embora e o meu pai acabou combinando com ele, que ia la na casa da minha tia Maria em Japeri, com o meu tio Luis, passar o Natal e ficou combinado assim e foi o que acabou acontecendo.

E as minhas primas, que estavam indignadas com a morte da minha tia começaram a culpar o meu pai pela morte repentina dela, devido à noticia dada na igreja, e o meu pai sempre foi assim, ele sempre falou o que nao devia, entao ela assustou - se mas para a morte sempre ha uma desculpa, uma desculpa esfarrapada, se ela nao tivesse tropeçado naquela pedra, ela estaria viva ate hoje, e coisas do genero...

E a minha mae ate ficou chateada com as minhas primas, que estavam culpando o meu pai pela morte da mae delas, a minha tia Edith, e as minhas primas ate ficaram com raiva dele, nao vindo aqui por um bom tempo.

E eu fiquei pensando que era mais uma desculpa, porque todas elas eram maloqueiras, e so queriam brigar e sempre arrumavam uma desculpa pra isso.

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