quarta-feira, 6 de abril de 2011

Passei pelo Sandro e fui tirar a xerox, e o Sandro sempre teve oportunidades de vir falar comigo, porque eu sempre procurava a provocar e a criar alguma oportunidade da gente ficar juntos uns dias pelo menos, ou ao menos uma vez so, mas o Sandro nunca soube aproveitar as oportunidades que eu sempre dei, agora que eu nao tenho mais como dar oportunidades e chances a ele, ele agora viu o que perdeu e quer vir falar comigo... Como?

Depois que eu voltei da xerox, o Sandro ainda estava la conversando com os Pipocas, no mesmo local, sentado ali, as minhas idas e vindas... Quando eu estava apaixonada por ele e ficava ansiosa por ele vir logo falar comigo, mas infelizmente eu nao o consegui... Queria mas nao o consegui...

O que outras meninas nao quiseram, nao ansiavam, elas conseguiram, e eu que queria, nunca consegui, mas a vida é assim mesmo... Agora eu estou um pouco conformada com a ideia de quere - lo, mas nao te - lo... Porque nao adianta mesmo... Nao adianta a gente se esguelar, porque tem mais coisas graves que podem acontecer em nossas vidas, e termos que aceitar e suporta - las... do que perder um amor e ficar com mais uma ferida no coraçao...

Promessas? Promessas eu tenho... Promessas de que o Sandro ainda vem falar comigo, promessas de que um dia a gente pode ate ficar juntos...

So que promessas sao promessas... Podem ser dificeis de serem cumpridas, e a gente, com essa possibilidade de nao dar certo, ficamos muito trites...

Depois desses dias, outros ficaram em minha memoria, e uma vez que eu fui la pra Vila Re fazer alguma coisa por la, e passei na rua do Sandro somente para ve - lo e eu nem sabia que o veria, porque pra mim... Ele estava la no exercito, como era de costume.

E o Sandro estava ali, sentado com aqueles loiros lindos que moravam ali na rua de baixo, que hoje em dia é a avenida, e eu estava vestida com aquela calça jeans grossa de sete, sete, cinco que eu tinha e uma blusinha que eu gostava muito, de cotton de fundo rosa com florzinhas e mangas compridas, meio curta, mostrando a barriga e eu vi que o Sandro ao me ver, ficou me olhando, sentado ali, com os carinhas lindos como ele...

Passei com tudo, sem olhar, tudo isso eu fazia pra ver se ele se tocava e vinha falar comigo, porque nao adiantava nada eu me desmanchar em sorrisos e cumprimenta - lo, sendo que eu nao ia conseguir nada com isso, sendo que ele ia se sentir mais e nao viria mais falar comigo, como o que acabou acontecendo, de qualquer jeito, e sempre o sera...

E uma outra vez, eu vi o Sandro passando por mim, ali na calçada da lojinha e ele seguiu reto, me olhou, com a roupa do exercito, que ele nunca tirava e nunca deveria de ter tirado, pois ele ficava lindo... O desgraçado... Parecia ate que ele adorava a roupa e pelo jeito deveria de adora - la mesmo... E no minimo alguem deve ter falado pra ele que eu adorava homem de farda, e que ele ficava lindo assim...

Realmente homem de farda e de terno e gravata fica um sonho, nao?

E foi la na casa do Reynaldo com um pacotinho embrulhadinho na mao e eu fiquei perguntando pras meninas e elas me falaram que o Sandro ficou chamando o Reynaldo de Pestinha e depois entregou - lhe um pacotinho embrulhadinho pra ele, num papel bege, parecia ate um presentinho que ele deveria de ter trazido pro cara la de Brasilia, ou entao... Alguma encomenda....

E eu fiquei perguntando o que seria que ele tinha levado pro Reynaldo dentro de um papel embrulhado, se o Reynaldo mexia com coisas ilicitas, sera que ele tava mexendo tambem?

Ou sera que... Ele tava de gaiato, como aviaozinho, sem saber o que o cara tava aprontando pra cima dele?

Nenhum comentário:

Postar um comentário