quarta-feira, 27 de abril de 2011

Mas... Infelizmente nao foi assim, pois a minha cabeça nao ousava em pensar em outra coisa e às vezes o meu pensamento era desviado pra outros lados, menos pro lado de que ele estava morto ali, jogado no microterio, como se fosse um pedaço de carne no açougue.

E passamos por onde e a nosa igreja agora e o Marcos viu uns caras caminhando uns caras caminhando rapidinho, todos de tenis e calças jeans e ele olhou e ja começou a julga - los, como e do feitio dele mesmo, falando que eles nao eram boa coisa mesmo e que eram bandidos e eu olhei ate com medo dos caras que andavam apressados pela rua e ele acelerou o carro, pois ali estava bem escuro e jamais o Dinho passaria por ali, porque eu acho que ele nem conhecia aquele local e fomos embora para casa, depois de andarmos tanto atras de informaçoes sobre o Dinho e ai o Cicero, que tambem estava preocupado com o Dinho, acabou ligando pra nossa casa, assim que chegamos e perguntando se tinhamos achado o Dinho e o meu pai respondeu que nao haviamos achado o Dinho, e ele acabou dando a ideia da qual eu queria tanto falar, pois aquela vozinha sempre me falava, e que eu queria tanto falar, e essa vozinha sempre me repetia que era pra irmos ao microterio, pois o corpo dele estava la e depois que o Cicero falou pra procurar nos microterios, de la de perto do centro, ai sim que a Cleia acabou pegando o telefone de uma lista que tinhamos em casa e acabou ligando, e recebendo uma meia noticia, dando a entender que o corpo dele estava la, porque ela deu o nome inteiro dele, perguntando, sem jeito e sem vontade de perguntar, pois essa era a ultima coisa que ela queria saber, e a moça, do outro lado da linha, que era pra ela trazer os documentos todos dele, somente pra confirmar, e eu havia entendido tudo o que a moça quis dizer pra ela, assim que ela nos contou, e a minha mae recomendou que eu fosse dormir, ja que eu nao iria mesmo com eles, procurar o Dinho, porque no dia seguinte, eu teria que ir pra escola.

E eu acabei obedecendo a minha mae, e fui dormir, num quarto um tanto quanto bagunçado, cheio de roupas em uma cadeira e eu sempre dormi com a luz acesa ou com alguma luz acesa, pois eu nunca gostei de escuro e eu via como se fosse um monstro naquela imagem das roupas refletindo na luz fraca que estava acesa e ai eu dormi um sono meio estranho e leve, com um grande aperto no meu coraçao e bastante preocupaçao, pois eu nem sabia o que estava por vir, naquele presente momento e so imaginava...

E nao demorou muito, ao cair da madrugada, la pra umas quatro e pouco da manha, eu acordei com a luz da cozinha acesa e escutei um choro abafado e a minha mae falando com calma e com bastante paciencia com a Cleia que estava chorando um choro abafado, e eu me levantei assustada... Pois o que eu temia havia acontecido... Ja era a morte do Dinho!!! O Dinho havia morrido e eu levantei assustada e fui logo perguntando pra minha mae, se havia acontecido o que eu estava pressentindo a muito tempo e a minha mae confirmou e logo a Cleia foi procurar o Miguel que dormia ali na lojinha, numa caminha totalmente fora e desprezado de casa, e nunca junto com a gente e ele tava sentado ali na escadinha antiga que ainda temos no fundo do quintal, dando pra lojinhe e triste e falou que tinha acabado de sonhar que tinha acontecido coisa ruim com o Dinho e a Cleia foi chama - lo do quarto do meu pai que tava tambem de pe e contou pra ele e ai sim, ele falou que tinha sonhado a pouco tempo...

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