segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Menina legalzinha, metidinha, mas legalzinha, tambem nunca ficou zuando comigo e nem falava nada, quando as outras metidas ficavam reparando em mim, às vezes, ela dava uma risadinha, mas, logo disfarçava e me olhava e logo parava com a suposta risadinha.
Tinha um namoradinho chamado Oldano, namorava aqueles namoros modernos e avançados, dentro do carro dele, e sabe -se la o que mais eles faziam, alem do trivial, e claro... Gostava de dançar, ia muito pra Toco e pra Over Night, duas danceterias que bombavam na epoca, e vinha sempre falando pra gente que todo o dinheirinho que o pai dela lhe dava, ela sempre guardava a metade, porque assim, ela podia ir todos os finais de semana dançar ou na Toco ou na Over Night, ela gostava mais da Over, como ela falava com tremendo carinho do local...
Uma vez eu ouvi tantas conversas que ela falava com a Marcia que era a grande amiga e confidente dela, que o cara tava era querendo enfiar o dedo no cu dela e eu ate me assustei com o assunto e a Marcia falando que nao era pra ela deixar, porque era complicado isso... E as duas tinham esses papos macabros na sala de aula, que absurdo!!! E o pior que segredavam um pouco alto pra todo mundo escutar e ver o que elas faziam... E nao tinham nenhum pingo de vergonha e pudor, falavam mesmo...
E eu, inocentemente, acabei comentando com a Alessandra, na hora da saida e essa me disse que a Aids estava a solta e que isso nao podia acontecer, pois nao podiamos ver gente morrendo dessa doença maldita, inclusive colega de sala e ela falou que se fosse eu, ela escreveria uma carta e jogava na casa dela, falando que ela tava andando com um cara de grupo de risco de Aids, sem falar os detalhes, e pormenores da situaçao que tava acontecendo e eu fiquei tremendamente assustada... Imagine, eu? Tremendo golpe que eu ia dar... E eu teria que fazer essa carta, totalmente datilografada, porque naquela epoca ainda nao tinha o avanço tecnologico de hoje e ainda teria que tomar cuidado pra nao deixar as minhas impressoes digitais, porque ninguem poderia descobrir que era eu que tinha escrito aquela carta e ninguem da sala jamais iria suspeitar de mim, pois aquelas meninas ficariam totalmente admiradas se soubessem de um negocio desse e fora a Paulinha que ia ficar com um odio mortal de mim e a Marcia entao... Ia me pegar na rua e bater tanto em mim, que eu nao sei nem como eu voltaria para casa... Ou talvez nao voltaria...
E a Alessandra? A Alessandra iria sair ilesa da situaçao e sem se quer se importar comigo, riria nas minhas costas, iria rir muito e me chamar de trouxa... Grande amiga... E, eu sempre arrumei grandes amigas... Desse jeito era melhor eu fazer amizades com o diabo, do que com a representante dele, faço logo amizades com o chefe e nao com o sub - chefe, no caso ela...
Aquela Alessandra era uma bruxa mesmo, so aprontava com os outros e vivia falando em bruxarias so faltava colocar chapeu e sair voando... E sair voando, e dando aquelas tremendas gargalhadas de bruxa...
Uma vez, logo no final do ano, ela queria me dar uma pedra pra eu ficar pedindo coisas que eu queria e a pedra, conforme ia ficando dura, ela ia me atendendo aos meus pedidos e eu falei pra Juliana e a Juliana me falou que essa pedra deu ate perturbaçao na Deca, que falou que a tia estava ate variando por causa dessa maldita pedra que e que nem uma geleia, marron e conforme os pedidos que vamos fazendo e regando - a com bastante agua, ela vai endurecendo e eu so nao peguei a pedra, porque a Juliana me alertou, falando da tia dela que ate jogou a maldita da pedra fora.

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