domingo, 1 de agosto de 2010

É... Realmente o povo nao gostava mesmo de mim... E o que eu teria que fazer para gostarem? Me pintar de verde? Virar um doce delicioso? Nao sei...
Entao... Eu ia vivendo como eu podia... E nao como eu queria viver...
Mas... Ate a ai, ia tudo bem... Eu tinha que ficar a tarde inteira na escola, e nao podia nem pensar em passar as minhas longas tardes em casa... E nao dava tempo de nada... nada... nada... nada... E o que eu podia fazer, meu Deus?
Se a minha vida era assim e tinha que ser assim... Entao... Que continuasse sendo... Ate onde desse...
Sempre fui romantica e sonhadora, mas ate que eu achava que nao iria sofrer... Porque eu queria mesmo era ser recompensada e muito bem recompensada... Porque eu sofria, e sofria muito, sofria rejeiçao dos amigos, dos rapazes e ate mesmo do povo da familia...
So nao do povo da igreja porque eu nem ousava me misturar com ninguem, mas ja fui discriminada na igreja tambem, e bem na igreja que o meu pai era pastor... Depois eu chego la...
E a professora Eunice, aquela professora magrinha e baixinha, de cabelos curtos, meios lisos e negros e olhos da mesma cor dos seus cabelos, rostinho delicadinho mas era uma peste, uma peste de mulher...
Deus me livre!!! Vai ver que era por isso que ela era sozinha... Mandava fazer cada trabalho, mais cada trabalho que nos deixava doidas...
E o pior de tudo e que eramos so mulheres, entao, pra ter briga ali na sala, era facinho, facinho, facinho...
Desentendimentos? Desentendimentos nunca tinham... Era dificil, so era mais facil ter desentendimento comigo, mas eu me sentia fraca pra rebater, morria de medo de briga e ate mesmo de apanhar e de passar vergonha depois... O pior dali, se houvesse briga comigo e mais alguma menina, era bem capaz de se juntar todas elas pra me dar uma surra ao mesmo tempo e o pessoal em geral, me matar... Deus me livre!!! So de pensar nisso eu sinto arrepios, porque todos iam contra mim e eu nem tinha voz ativa na sala e eu acho que todos os professores notavam isso, mas nao podiam fazer nada e nem mesmo a direçao da escola fazia alguma coisa em respeito a esse tipo de coisa que ocorria comigo, e que hoje tem nome, e bulling...
Era dificil de fazer amizades com alguem, pois eu sempre fui tapada pra essas coisas, agora, graças a Deus eu tenho bastante amigos e amigas, nao sei se sao falsos comigo, so sei que esses amigos me tratam muito bem e ninguem mais me discrimina... Graças a Deus...
Mas... Tudo bem... Essa fase ja passou...
Tinhamos uma outra professora, que eu nao me recordo o nome dela no momento, que disse pra nos que ja havia morado na Italia e que o italiano dela a viu la na Avenida Paulista quando ela tava passeando por la juntamente com uma amiga e se apaixonou por ela e a levou embora... Eles estavam num carro e ele mexeu e a amiga dela perguntou se era com ela e o italiano apontou a professora e eu a achava bem feinha de cara furada e pele morena, cabelo liso lambido e meio tingido de reflexos, so que bem magrinha...
E quando ela contava essa historia pra gente, bem na sala de aula, eu ficava me imaginando passeando de pe na Paulista e me aparecem um alemao, um loirao bem lindo e parar o carro e dizer que se apaixonou por mim e me levar embora pra eu morar no lugar que eu mais sonho em ir... A Alemanha...
Ai eu sumiria desses conflitos todos e ninguem mais iria ouvir falar de mim...
So quando eu publicasse meu primeiro livro...

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